11.25.09
Amazonino, nosso prefeito
E aí que o Amazonino foi livrado pelos velhinhos caquéticos do TRE. O resultado já era esperado (e sabido), mas ainda havia esperança, essa coisa besta que move mundo.
Apesar do resultado negativo, só o fato de um político como Amazonino passar um sufoco desses de poder perder o mandato (que audácia!), já mostra que as coisas estão mudando, bem lentamente, mas ainda assim.
Os políticos são um retrato da sociedade e, estranho seria se houvessem somente políticos honestos. Como poderíamos querer políticos honestos se o sonho de 97,65% da população é um carguinho fantasma onde só precisa dar o ar da graça uma vez por semana pra assinar o ponto? Não dá!
Como querer políticos honestos se todo mundo está sempre pensando numa maneira de se dar bem em cima do outro?
Pode parecer besteira mas não é, de furar fila graciosamente até estacionar na vaga pra deficiente, tudo isso diz exatamente quem nós somos. E os nossos representantes vem daí.
É comum culpar a zona leste pela eleição dessas figuras. Eu, particularmente, acho isso extremamente preconceituoso, além de ser mentira. ‘Esse povo da zona leste é foda! fica votando nesses caras! Aff!’. É verdade que a zona leste é o mais importante (em densidade, pelo menos) colégio eleitoral de Manaus, mas nem todo mundo que mora lá tem o pensamento, digamos, zona leste. E a recíproca é verdadeira, várias pessoas que moram nos mais requintados condomínios tem o pior do ‘pensamento zona leste’. É aquela velha história, você tira a pessoa da zona leste, mas não tira a zona leste da pessoa.
Diante disso, não podemos afirmar que é só pobre e, teoricamente, burro que não sabe votar. O, supostamente, esclarecido também não sabe. Ou pelo menos finge que não, o que acaba dando na mesma. Mas pelo menos é divertido ver os esclarecidos justificando o voto em Amazonino.
Outra coisa curiosa é gente que diz ‘Manaus, merece! Esse povo tem que ser dar mal, mesmo’. Parece até que a pessoa não vai sofrer também, às vezes em bem menos intensidade, mas não deixa de sofrer. É óbvio que quando eu vejo algum eleitor do Amazonino reclamando do ônibus, da falta d’água, da falta de energia, eu sempre aproveito pra dar aquela liçãozinha de moral. hehe
Até as crianças que nasceram ontem no chão da Balbina Mestrinho já sabem um punhado de histórias cabeludas do Amazonino. Mansão no Tarumã com aquário de piracuru no chão da sala, suas preferências… nunca saberemos o quanto disso é lenda. Amazonino, sem dúvida, já está no panteão das lendas amazônicas junto com o boto-boto, o boto-Gilberto, a cobra grande, a curupira e etc.
Talvez, a não-cassação tenha sido o melhor pro Amazonino e pra nós. Acompanhe. Caso tivesse sido cassado, em breve ele voltaria (ele sempre volta!) como mártir, aquele que foi cassado porque queria fazer a maior administração que essa cidade já viu mas não deixaram. A parte boa disso é que Amazonino que vai chegar ao fim do mandato desacreditado, cansado (mais ainda!), e aí, mermão, tchau negão! A parte ruim é aguentar a cidade por mais 3 anos do jeito que tá. E é daqui pra pior.
10.29.09
Pelo direito de falar mal
O mundo passa por um processo de pussyficação cada vez mais intenso. Tudo tem que ser dito em termos politicamente corretos. Hoje não existe mais gordo, mas sim aquele que está acima do peso. Não existem mais desempregados, mas os ‘disponíveis no mercado’ (sério, eu vi na TV). Enfim não podemos mais chamar as coisas/pessoas pelo nome, sempre tem um termo mais ‘adequado’, menos ofensivo.
E nisso, também entra o direito de falar mal. Falar mal de qualquer coisa é um direito de todos. Obviamente, há de haver limites, tanto por questões de bom senso quanto por questões legais.
Vejamos, há umas semanas, uma grande polêmica tomou conta da internet. O blog Resenha em 6 publicou uma resenha (tiraram o original do ar), nada elogiosa, sobre o Boteco São Bento. Pra quê? Quase 1000 comentários (QUASE MIL COMENTÁRIOS), um deles seria do dono ameaçando o autor de processo, que foi o estopim da história toda.
Em questão de um ou dois dias, a história bombou na internet e mereceu reportagem de grandes portais, o que alavancou ainda mais a história, tirando-a do gueto da ‘blogosfera’ (que termo detestável!). Concomitantemente, criou-se, de forma não intencional (com ou sem hífen, você decide), um google bomb e uma busca por ‘boteco são bento’ retornava a resenha já nos primeiros resultados. Um tremendo tiro no pé do(s) dono(s).
E qual foi o ‘crime’ do blog? Dizer que lá não era um lugar legal, que o chope era ruim, que tudo era caro e que o atendimento era ruim. Uma opinião de quem foi e não gostou. O cara estava apenas exercendo o seu direito de falar mal. Mas se transformou no bolo fecal supracitado.
Pois bem, o assunto do post. Pelos comentários é possível encontrar coisas do tipo, ‘ah, mas vai ver você foi em um dia ruim’, ‘ah, você não sabe como é a vida de um garçom, eles trabalham muito’, ‘ah, mas você foi lá uma vez e já falou mal!’, ‘ah, você não pode sair falando mal por aí de uma coisa que você não conhece’. Imagino que a vida de um garçom seja dura e é realmente possível que aquele tenha sido um dia ruim no bar. Paciência, life sucks, já dizia o poeta. O que importa é que no dia em que eu fui, não estava bom e eu não gostei. E só sendo rico ou maluco pra gastar dinheiro de novo em uma coisa que você sabe que não gosta.
No Coma Bem Manaus (meu blog de resenhas de restaurantes), já recebi comentários desse tipo ‘ah, vai ver era troca de garçons e eles também tem direito de errar’. Ok, eles também tem direito de errar, mas os 10% na conta não falham! Repara só.
Chega dessa patrulha chata dos politicamente corretos.
ps: Tudo bem que o post e o título ficaram levemente distoantes.
09.06.09
As idéias revolucionárias e as coisas que simplesmente funcionam
O meu problema é que eu sempre quero ter ideias revolucionárias. Talvez eu ache que as ideias simples são bobas e eu acabo descartando. E o que acontece, é que eu não tenho ideia nenhuma.
Só que na maioria dos casos, uma ideia, por mais simples que seja, é o suficiente.
Falo isso porque semana passada fui a uma feira aí em São Paulo. A grande maioria dos produtos apresentados lá, não tinha absolutamente nada de revolucionário. Eram coisas simples, mas que funcionavam. Vi o stand de uma empresa cujo carro chefe era um ’sistema de gerenciamento de conteúdo para emissoras de televisão’. O que o tal sistema fazia era cadastrar vídeos e indexá-los através de palavras chaves. Trivial. Não precisa ser nenhum ás da programação pra fazer um sistema desses. O grande mérito do sistema era funcionar pro usuário final, o que no fim das contas é o objetivo.
Falo isso porque depois de tanto tempo no mundo acadêmico, de certa forma, eu me acostumei com as excelentes ideias, mas que não funcionam e/ou não servem pra nada! Essa falta de pragmatismo da academia é um que já existe há anos e, provavelmente, nunca vai acabar. Aí fica o mercado de um lado, criando soluções (algumas vezes, meia-boca) e ganhando dinheiro, e a academia de outro lado, cheia de ideias que nunca vão servir pra nada, precisando de dinheiro!
04.22.09
Pai d’égua agora n’O Avesso
Eu e meu blog agora vamos rumo a fama e ao estrelato.
Novo endereço
http://oavesso.com.br/paidegua/
A convite do Ismael Benigno (é, ele mesmo), o blog vai se mudar pro agreagador de blogs/revista O Avesso e se juntar ao crème de la crème da sociedade baré. hehe
Mais detalhes lá
http://oavesso.com.br/paidegua/
Atualizem seus bookmarks, leitores imaginários
03.31.09
E aos poucos a civilização chega por aqui
Já tem umas propagandas espalhadas por aí dizendo que vai abrir uma Saraiva MegaStore no Manauara. Não conheci a Saraiva, mas se for do mesmo porte da Livraria Cultura em São Paulo, tá bom demais!
Agora só falta saber se a Saraiva MegaStore vai praticar os mesmos mega preços da Bemol e da Concorde. Se for, nem precisa vir, não…
03.17.09
Uma noite memorável
Confesso que até um dia antes do show, eu não tava com a mínima vontade de ir. Tanto que só comprei o ingresso no dia anterior ao show. Pensei até em não ir, mas sei lá, era o Iron Maiden e já que eles vinham aqui, a coisa se tornava praticamente uma obrigação.
Mas as coisas começaram a mudar quando eu vi a banda chegando no aeroporto. De repente, eu acordei e me dei conta: caceta, são eles mesmos, ó! Aí, pronto, i turned myself on!
Shows de rock são um ‘espetáculo’ dentro do outro. Os ‘rockeiros’ são figuraças- alguns são verdadeiros elos perdidos -, não sei onde eles hibernam entre um show e outro. Mas, deixa pra lá, nem gostaria de saber… Sempre tem o porra louca que bem antes do show já tá na sarjeta de tão bêbado; aqueles que usam calças e jaquetas de couro em Manaus; aqueles que usam uma espécie de sobretudo, coturnos e a inseparável mochila Karga, eu não faço a puta idéia do porquê ir de mochila pra um show.
A fila saía da porta do sambódromo e estava quase na porta da arena Amadeu Teixeira, dava quase pra pedir um tira-gosto lá no Picanha Mania. 30 minutos de fila e estavámos dentro. Na verdade, era pra eu ter entrado assim que eu cheguei, mas fui ficar esperando os outros e quase mifu. Entrei pouco depois das 20:30
Pela primeira vez na minha vida vi um show começar no horário do ingresso: 9 o’clock. Isso se chama profissionalismo. Se tem um horário lá no ingresso, custa cumprir? Que as bandas e produtoras brasileiras aprendam essa lição.
Do lugar de onde eu tava, não se via quase nada, eu tenho 1,72m e estava do lado da mesa de som. Se eu ficasse de ponta de pé, eu conseguia ver a bateria. O show mesmo só pelo telão… Some a isso a falta de respeito de subir no ombro dos outros pra ficar rodando camisa…
Mas porra, o começo com ‘Aces High’ – que tem uma linha de baixo espetacular – é pra matar do coração. Era o beliscão. Caraca, eles tão aqui mesmo! Iron Maiden!
Lá pela terceira música surgiu a oportunidade de ir pra área vip (frontstage) e eu fui. Ali, sim. Outra vida. Os verdadeiros fãs, porque pagar 300 paus só pra vender beleza não é pra qualquer um. Mas, claro que tinha gente só vendendo beleza por lá.
E de repente, eu estava a 4, 5 metros do palco, sem precisar ficar de ponta de pé e com direito ao Janick Gers fazendo graça pra galera.
A presença de palco deles todos é impressionante. Nunca vi aquilo. Eles não param. Toda hora cruzando o palco, interagindo, agitando. O Bruce parece que foi ligado na tomada! Corria dum lado pro outro, pulava, gritava, agitava, orquestrava o público.
Os efeitos visuais do show também são um espetáculo. É difícil vir um show completo pra cá. Mas esse foi supersize. Pirotecnias, o Eddie gigante, os panos de fundo que mudavam de acordo com a música que tocava e o palco todo powerslavizado.
Em Fear Of The Dark, eu chorei. Não choooooreei, mas as lágrimas vieram. Foi muito emocionante e creio que não só pra mim. Foi como se eu voltasse no tempo, lá pelos idos dos meus 14 anos, vendo o clipe na MTV (saudosa mtv!), me arrepiando e me imaginando ali – e sabendo que era impossível –, e, de repente, eu tava ali mesmo, cantando junto, com o Bruce dizendo ‘you’ e a multidão respondendo ‘fear of the dark’. Lindo, memorável. Foi por isso que eu chorei e só vai entender quem sentiu o mesmo…
Pô, tocaram até ‘Phantom Of The Opera’! Eu sempre gostei dessa música. Aliás, o disco ´Iron Maiden´ é ótimo do começo ao fim.
Enfim, depois de duas horas (sem tirar de dentro) de espetáculo, o show acaba e ainda parece surreal a idéia de que eu vi um show do Iron Maiden.
Um pequeno parêntese. Quando eu tava indo pra área vip, o segurança viu a câmera na minha mão e disse que era proibido. Perguntei o porquê e ele disse que não podia. Mas acabei passando por ele. Claro que quando cheguei lá, todo mundo tinha uma câmera. ‘Proibido’ my ass!
O que as bandas e produtoras tem que entender é que registrar aquele momento é importante pro fã. Sim, as fotos ficam péssimas, mas e daí, quem tirou a foto vai saber do que se trata e vai lembrar daquele momento.
03.06.09
Uma fina ironia em The Big Bang Theory?
Acontece um fenônemo curioso comigo em relação a algumas séries. Tem série que eu não aguento nem assistir o piloto inteiro. E depois, eu assisto de novo e vicio. Isso já aconteceu com Nip/Tuck, Prison Break e The Big Bang Theory.
Hoje, eu sou maior fã dessas séries. Mas também aconteceu com The Office e Dexter. E mesmo assistindo de novo, again, mais uma vez, eu não consegui gostar. Aliás, cada episódio de The Office, que eu tô tentando de novo agora, é um martírio pra mim. Simplesmente não dá.
Mas voltando ao assunto do post. O Sheldon é físico teórico e se considera superior por isso. Tanto que em uma passagem, ele despreza o Leonard por ser físico experimental. A pesquisa dele é sobre Teoria das Cordas. Eu já li em uma revista que essa Teoria das Cordas é uma maluquice e que não teria sentido nenhum e é mal vista pelos físicos ’sérios’. Um elefante branco.
Será que é uma ironia ou não é nada demais?
02.26.09
Feliz 2009
Esse post é uma cópia descarada desse post do Morroida
Agora que acabou o carnaval, feliz 2009 pra você!
02.23.09
Ave concorrência
A concorrência é a melhor coisa que existe pro consumidor.
Pro comerciante, nem tanto, talvez. Mas pro consumidor, certamente é. O efeito imediato da concorrência é a queda do preço. Se não houver queda do preço, o comerciante vai, no mínimo, tentar fazer valer o preço do produto/serviço dele.
Vamos a um estudo de caso. Antes da volta das lojas Americanas a Manaus, só a Bemol vendia DVDs em Manaus – ok, várias outras lojas vendem, mas nenhuma no nível da Bemol, principalmente em acervo. Com sorte, o dvd mais barato que se encontrava por lá, custava R$ 20. As promoções eram praticamente inexistentes e quando tinham, só tinha bomba.
Aí a Americanas voltou. E voltou com tudo. Lá é possível encontrar uma grande gôndola repleta de dvds que custam R$ 12,99. E dvds muito bons, diga-se. É claro que tem as velharias, mas tem filmes e shows recentes também. Dia desses eu comprei ´O Iluminado´ – uma merda, by the way – por R$ 12,99. Já vi também por R$ 12,99 ´Happy Feet´, ´Scarface´ e muitos outros títulos. Existem várias outras opções por R$ 14,99, R$ 19,99 até por R$ 9,99 tem.
Aí, hoje eu fui na Bemol e o que eu vi? Uma prateleira repleta de dvds com preços de R$ 9,90 até R$ 19,90. Bons dvds, a propósito. Pois é, quem diria, a Bemol vendendo dvd por esse preço…
E já ouvi falar por aí que a próxima a chegar é a Saraiva Mega Store. Aguardemos.
02.12.09
My name is Arlen
Hoje quando fui checar as estatísticas do blog, tinha uma busca bem assim ‘policia arlem manaus’.Égua, que porra é essa?
Depois, li no blog do Holanda que o policial Arlen Sebastião dos Santos de Souza – da polícia militar do Amazonas – foi preso em Natal por ter aplicado uns golpes por lá. Com todo o orgulho de ser amazonense.
É raríssimo encontrar uma pessoa com o meu nome idêntico ao meu (com n no final), na mesma cidade então…
Eu já tinha visto nomes homônimos mas com a grafia diferente (parônimo?). No orkut eu já encontrei um Arlen Nascimento.
Enfim, meu nome é Arlen, mas é Oliveira do Nascimento.



