10.29.09

Pelo direito de falar mal

Enviado em serio às 5:58 am por Arlen Nascimento

O mundo passa por um processo de pussyficação cada vez mais intenso. Tudo tem que ser dito em termos politicamente corretos. Hoje não existe mais gordo, mas sim aquele que está acima do peso. Não existem mais desempregados, mas os ‘disponíveis no mercado’ (sério, eu vi na TV). Enfim não podemos mais chamar as coisas/pessoas pelo nome, sempre tem um termo mais ‘adequado’, menos ofensivo.

E nisso, também entra o direito de falar mal. Falar mal de qualquer coisa é um direito de todos. Obviamente, há de haver limites, tanto por questões de bom senso quanto por questões legais.

Vejamos, há umas semanas, uma grande polêmica tomou conta da internet. O blog Resenha em 6 publicou uma resenha (tiraram o original do ar), nada elogiosa, sobre o Boteco São Bento. Pra quê? Quase 1000 comentários (QUASE MIL COMENTÁRIOS), um deles seria do dono ameaçando o autor de processo, que foi o estopim da história toda.

Em questão de um ou dois dias, a história bombou na internet e mereceu reportagem de grandes portais, o que alavancou ainda mais a história, tirando-a do gueto da ‘blogosfera’ (que termo detestável!). Concomitantemente, criou-se, de forma não intencional (com ou sem hífen, você decide), um google bomb e uma busca por ‘boteco são bento’ retornava a resenha já nos primeiros resultados. Um tremendo tiro no pé do(s) dono(s).

E qual foi o ‘crime’ do blog? Dizer que lá não era um lugar legal, que o chope era ruim, que tudo era caro e que o atendimento era ruim. Uma opinião de quem foi e não gostou. O cara estava apenas exercendo o seu direito de falar mal. Mas se transformou no bolo fecal supracitado.

Pois bem, o assunto do post. Pelos comentários é possível encontrar coisas do tipo, ‘ah, mas vai ver você foi em um dia ruim’, ‘ah, você não sabe como é a vida de um garçom, eles trabalham muito’, ‘ah, mas você foi lá uma vez e já falou mal!’, ‘ah, você não pode sair falando mal por aí de uma coisa que você não conhece’. Imagino que a vida de um garçom seja dura e é realmente possível que aquele tenha sido um dia ruim no bar. Paciência, life sucks, já dizia o poeta. O que importa é que no dia em que eu fui, não estava bom e eu não gostei. E só sendo rico ou maluco pra gastar dinheiro de novo em uma coisa que você sabe que não gosta.

No Coma Bem Manaus (meu blog de resenhas de restaurantes), já recebi comentários desse tipo ‘ah, vai ver era troca de garçons e eles também tem direito de errar’. Ok, eles também tem direito de errar, mas os 10% na conta não falham! Repara só.

Chega dessa patrulha chata dos politicamente corretos.

ps: Tudo bem que o post e o título ficaram levemente distoantes.

 

09.06.09

As idéias revolucionárias e as coisas que simplesmente funcionam

Enviado em serio, tecnologia às 2:21 am por Arlen Nascimento

O meu problema é que eu sempre quero ter ideias revolucionárias. Talvez eu ache que as ideias simples são bobas e eu acabo descartando. E o que acontece, é que eu não tenho ideia nenhuma.

Só que na maioria dos casos, uma ideia, por mais simples que seja, é o suficiente.

Falo isso porque semana passada fui a uma feira aí em São Paulo. A grande maioria dos produtos apresentados lá, não tinha absolutamente nada de revolucionário. Eram coisas simples, mas que funcionavam. Vi o stand de uma empresa cujo carro chefe era um ’sistema de gerenciamento de conteúdo para emissoras de televisão’. O que o tal sistema fazia era cadastrar vídeos e indexá-los através de palavras chaves. Trivial. Não precisa ser nenhum ás da programação pra fazer um sistema desses. O grande mérito do sistema era funcionar pro usuário final, o que no fim das contas é o objetivo.

Falo isso porque depois de tanto tempo no mundo acadêmico, de certa forma, eu me acostumei com as excelentes ideias, mas que não funcionam e/ou não servem pra nada! Essa falta de pragmatismo da academia é um que já existe há anos e, provavelmente, nunca vai acabar. Aí fica o mercado de um lado, criando soluções (algumas vezes, meia-boca) e ganhando dinheiro, e a academia de outro lado, cheia de ideias que nunca vão servir pra nada, precisando de dinheiro!

04.22.09

Pai d’égua agora n’O Avesso

Enviado em conversa fiada, eu, geral, manaus, serio às 9:26 pm por Arlen Nascimento

Eu e meu blog agora vamos rumo a fama e ao estrelato. :P

Novo endereço

http://oavesso.com.br/paidegua/

A convite do Ismael Benigno (é, ele mesmo), o blog vai se mudar pro agreagador de blogs/revista O Avesso e se juntar ao crème de la crème da sociedade baré. hehe

Mais detalhes lá

http://oavesso.com.br/paidegua/

Atualizem seus bookmarks, leitores imaginários

03.31.09

E aos poucos a civilização chega por aqui

Enviado em besteirol, conversa fiada, dica, manaus, review às 7:15 pm por Arlen Nascimento

Já tem umas propagandas espalhadas por aí dizendo que vai abrir uma Saraiva MegaStore no Manauara. Não conheci a Saraiva, mas se for do mesmo porte da Livraria Cultura em São Paulo, tá bom demais!

Agora só falta saber se a Saraiva MegaStore vai praticar os mesmos mega preços da Bemol e da Concorde. Se for, nem precisa vir, não…

03.17.09

Uma noite memorável

Enviado em eu, manaus, musica, review, serio às 8:12 am por Arlen Nascimento

Confesso que até um dia antes do show, eu não tava com a mínima vontade de ir. Tanto que só comprei o ingresso no dia anterior ao show. Pensei até em não ir, mas sei lá, era o Iron Maiden e já que eles vinham aqui, a coisa se tornava praticamente uma obrigação.

Mas as coisas começaram a mudar quando eu vi a banda chegando no aeroporto. De repente, eu acordei e me dei conta: caceta, são eles mesmos, ó! Aí, pronto, i turned myself on!

Shows de rock são um ‘espetáculo’ dentro do outro. Os ‘rockeiros’ são figuraças- alguns são verdadeiros elos perdidos -, não sei onde eles hibernam entre um show e outro. Mas, deixa pra lá, nem gostaria de saber… Sempre tem o porra louca que bem antes do show já tá na sarjeta de tão bêbado; aqueles que usam calças e jaquetas de couro em Manaus; aqueles que usam uma espécie de sobretudo, coturnos e a inseparável mochila Karga, eu não faço a puta idéia do porquê ir de mochila pra um show.

A fila saía da porta do sambódromo e estava quase na porta da arena Amadeu Teixeira, dava quase pra pedir um tira-gosto lá no Picanha Mania. 30 minutos de fila e estavámos dentro. Na verdade, era pra eu ter entrado assim que eu cheguei, mas fui ficar esperando os outros e quase mifu. Entrei pouco depois das 20:30

Pela primeira vez na minha vida vi um show começar no horário do ingresso: 9 o’clock. Isso se chama profissionalismo. Se tem um horário lá no ingresso, custa cumprir? Que as bandas e produtoras brasileiras aprendam essa lição.

Do lugar de onde eu tava, não se via quase nada, eu tenho 1,72m e estava do lado da mesa de som. Se eu ficasse de ponta de pé, eu conseguia ver a bateria. O show mesmo só pelo telão… Some a isso a falta de respeito de subir no ombro dos outros pra ficar rodando camisa…

Mas porra, o começo com ‘Aces High’ – que tem uma linha de baixo espetacular – é pra matar do coração. Era o beliscão. Caraca, eles tão aqui mesmo! Iron Maiden!

Lá pela terceira música surgiu a oportunidade de ir pra área vip (frontstage) e eu fui. Ali, sim. Outra vida. Os verdadeiros fãs, porque pagar 300 paus só pra vender beleza não é pra qualquer um. Mas, claro que tinha gente só vendendo beleza por lá.

E de repente, eu estava a 4, 5 metros do palco, sem precisar ficar de ponta de pé e com direito ao Janick Gers fazendo graça pra galera.

A presença de palco deles todos é impressionante. Nunca vi aquilo. Eles não param. Toda hora cruzando o palco, interagindo, agitando. O Bruce parece que foi ligado na tomada! Corria dum lado pro outro, pulava, gritava, agitava, orquestrava o público.

Os efeitos visuais do show também são um espetáculo. É difícil vir um show completo pra cá. Mas esse foi supersize. Pirotecnias, o Eddie gigante, os panos de fundo que mudavam de acordo com a música que tocava e o palco todo powerslavizado.

Em Fear Of The Dark, eu chorei. Não choooooreei, mas as lágrimas vieram. Foi muito emocionante e creio que não só pra mim. Foi como se eu voltasse no tempo, lá pelos idos dos meus 14 anos, vendo o clipe na MTV (saudosa mtv!), me arrepiando e me imaginando ali – e sabendo que era impossível –, e, de repente, eu tava ali mesmo, cantando junto, com o Bruce dizendo ‘you’ e a multidão respondendo ‘fear of the dark’. Lindo, memorável. Foi por isso que eu chorei e só vai entender quem sentiu o mesmo…

Pô, tocaram até ‘Phantom Of The Opera’! Eu sempre gostei dessa música. Aliás, o disco ´Iron Maiden´ é ótimo do começo ao fim.

Enfim, depois de duas horas (sem tirar de dentro) de espetáculo, o show acaba e ainda parece surreal a idéia de que eu vi um show do Iron Maiden.

Um pequeno parêntese. Quando eu tava indo pra área vip, o segurança viu a câmera na minha mão e disse que era proibido. Perguntei o porquê e ele disse que não podia. Mas acabei passando por ele. Claro que quando cheguei lá, todo mundo tinha uma câmera. ‘Proibido’ my ass!

O que as bandas e produtoras tem que entender é que registrar aquele momento é importante pro fã. Sim, as fotos ficam péssimas, mas e daí, quem tirou a foto vai saber do que se trata e vai lembrar daquele momento.

03.06.09

Uma fina ironia em The Big Bang Theory?

Enviado em besteirol, conversa fiada, nerd, review às 11:29 pm por Arlen Nascimento

Acontece um fenônemo curioso comigo em relação a algumas séries. Tem série que eu não aguento nem assistir o piloto inteiro. E depois, eu assisto de novo e vicio. Isso já aconteceu com Nip/Tuck, Prison Break e The Big Bang Theory.

Hoje, eu sou maior fã dessas séries. Mas também aconteceu com The Office e Dexter. E mesmo assistindo de novo, again, mais uma vez, eu não consegui gostar. Aliás, cada episódio de The Office, que eu tô tentando de novo agora, é um martírio pra mim. Simplesmente não dá.

Mas voltando ao assunto do post. O Sheldon é físico teórico e se considera superior por isso. Tanto que em uma passagem, ele despreza o Leonard por ser físico experimental. A pesquisa dele é sobre Teoria das Cordas. Eu já li em uma revista que essa Teoria das Cordas é uma maluquice e que não teria sentido nenhum e é mal vista pelos físicos ’sérios’. Um elefante branco.

Será que é uma ironia ou não é nada demais?

02.26.09

Feliz 2009

Enviado em besteirol, idiota às 9:11 pm por Arlen Nascimento

Esse post é uma cópia descarada desse post do Morroida

Fogos

Fogos

Agora que acabou o carnaval, feliz 2009 pra você!

02.23.09

Ave concorrência

Enviado em besteirol, conversa fiada, geral, manaus, review às 7:53 am por Arlen Nascimento

A concorrência é a melhor coisa que existe pro consumidor.

Pro comerciante, nem tanto, talvez. Mas pro consumidor, certamente é. O efeito imediato da concorrência é a queda do preço. Se não houver queda do preço, o comerciante vai, no mínimo, tentar fazer valer o preço do produto/serviço dele.

Vamos a um estudo de caso. Antes da volta das lojas Americanas a Manaus, só a Bemol vendia DVDs em Manaus – ok, várias outras lojas vendem, mas nenhuma no nível da Bemol, principalmente em acervo. Com sorte, o dvd mais barato que se encontrava por lá, custava R$ 20. As promoções eram praticamente inexistentes e quando tinham, só tinha bomba.

Aí a Americanas voltou. E voltou com tudo. Lá é possível encontrar uma grande gôndola repleta de dvds que custam R$ 12,99. E dvds muito bons, diga-se. É claro que tem as velharias, mas tem filmes e shows recentes também. Dia desses eu comprei ´O Iluminado´ – uma merda, by the way – por R$ 12,99. Já vi também por R$ 12,99 ´Happy Feet´, ´Scarface´ e muitos outros títulos. Existem várias outras opções por R$ 14,99, R$ 19,99 até por R$ 9,99 tem.

Aí, hoje eu fui na Bemol e o que eu vi? Uma prateleira repleta de dvds com preços de R$ 9,90 até R$ 19,90. Bons dvds, a propósito. Pois é, quem diria, a Bemol vendendo dvd por esse preço…

E já ouvi falar por aí que a próxima a chegar é a Saraiva Mega Store. Aguardemos.

02.12.09

My name is Arlen

Enviado em besteirol, conversa fiada, eu, geral, serio às 1:45 am por Arlen Nascimento

Hoje quando fui checar as estatísticas do blog, tinha uma busca bem assim ‘policia arlem manaus’.Égua, que porra é essa?

Depois, li no blog do Holanda que o policial Arlen Sebastião dos Santos de Souza – da polícia militar do Amazonas – foi preso em Natal por ter aplicado uns golpes por lá. Com todo o orgulho de ser amazonense.

É raríssimo  encontrar uma pessoa com o meu nome idêntico ao meu (com n no final), na mesma cidade então…

Eu já tinha visto nomes homônimos mas com a grafia diferente (parônimo?). No orkut eu já encontrei um Arlen Nascimento.

Enfim, meu nome é Arlen, mas é Oliveira do Nascimento.

02.06.09

A verdadeira conversa entre Lula e Obama

Enviado em besteirol, conversa fiada, idiota, politica às 6:13 pm por Arlen Nascimento

Não gosto muito de publicar coisas que estão circulando por aí, mas isso aí é muito engraçado.

O autor é desconhecido. Ou não.
Foi divulgado que Obama ligou para Lula e a conversa teria durado 25 minutos. Afinal, se Lula não fala inglês e há necessidade de um intérprete, o tempo já cai pela metade, de modo que 25 minutos viram 12 minutos e meio.

A nota oficial do governo diz ainda que os temas tratados foram biocombustíveis e Rodada de Doha.

Já a Associação da Petrobrás afirma que foi uma intimação para lhe entregarem a exploração do pré sal.

Quanto tempo será que sobrou para cada um?

Sem dúvida alguma, certamente a conversa foi mais ou menos assim:

Obama – Hello, this is the president of the United States, Barack Obama. I would like to talk to president Lula, please.

Lula – Puta merda, fudeu. Chama aquele barbudinho que parece um periquito.

Franklin Martins – O Celso Amorim?

Lula – Acho que é, são tantos ministros, puxa sacos… Deve ser esse mesmo. Chama o periquito porque tem alguém falando ingrês no telefone, porra. Eu só falo brasileiro.

Obama – Lula, is that you?

Lula – Me Lula, sim. Posso te chamar de Barack? You, Barack? Me, Lula?

Obama – I beg your pardon?

Lula – Beque pardal? (para Franklin) Bota uma música de espera, porra, enquanto o periquito não vem. Você não seqüestrou um embaixador americano? Você não fala inglês, não, seu merda?

Franklin Martins – Não me dou com os imperialistas, mas eu mesmo posso fazer a música. Sou comunicador (coloca a boca no telefone): “caminhando e cantando e…”

Lula – Canta outra, merda, você só sabe essa. Toda vez é a mesma, isso tá ficando um porre.

Franklin Martins – Mas o senhor gosta de porre, presidente!

Obama (para assessores) – I think I hear some voices… Lula?

Franklin Martins – (cantando) “apesar de você amanhã há de …”. (alguém entra) O Celso Amorim chegou, presidente. Ufa.

Lula – Porra, seu inútil, vem logo traduzir esta merda de conversa. Já passou um tempão. Uns 10 minutos. Onde você tava, caralho?

Celso Amorim – Desculpa, presidente. É que eu nunca sei quando a tarefa é minha ou do Marco Aurélio.

Lula – Marco Aurélio… hum, é o ministro da Fazenda?

Celso Amorim – Não, da Fazenda é o Mantega. Marco Aurélio é aquele do top, top (faz o gesto). Tá lembrado, presidente?

Lula – Claro. Foi engraçado pra caralho. (começa a fazer o gesto top top). Hahaha. Se não fossem esses sanguesungas da imprensa…

Obama – My God. I have a million things to solve and they don’t answer me. Hillary, can you help me here?

Lula – Começa a traduzir aí, periquito. Pergunta se ele quer conhecer a nossa caninha 51.

Celso Amorim – Presidente, não acho que esta seria uma boa…

Lula – Pergunta, porra. Eu to mandando.

Celso Amorim – Good morning, president Obama. President Lula would like to ask if you want to come and visit us to learn about our little sugarcane fifty one.

Obama – What?

Celso Amorim – Ele disse que adoraria.

Lula – Eu sabia! Esse negão não me engana! Pergunta quantas rodadas de caninha ele agüenta.

Celso Amorim – Rodada?

Lula – É, seu puxa saco. Vira-vira de cachaça, cada hora um. Rodada de caninha!

Celso Amorim – How many rounds of little sugarcane fifty one can you drink, Mr. President Obama?

Obama – Rounds of what? The only round I know is the Doha Round.

Celso Amorim – Ele disse que agüenta (cara de desespero)… o dobro de V. Exa.! Isso! Doha, dobro, é tudo a mesma coisa, presidente Lula.

Lula – Eu disse! Esse é o cara, mas ele não me ganha, não. (alguém abre a porta) Ô Marta Suplicy, vem aqui pra eu te apresentar o Obama!

Franklin Martins – (falando ao pé do ouvido do presidente) É a Marisa Letícia, sua esposa, presidente.

Lula – Caralho, toda hora eu faço essa confusão. Qualquer dia eu vou me sifu…

Obama (para Hillary Clinton) – Hillary, it was the craziest conversation since I was elected. Being president is harder than I thought!

Obama desliga o telefone.

Lula (para Franklin Martins) – Divulga uma nota aí, dessas pra jornalista comprado, contando da minha conversa com o Obama, porra. É tarde, vou dormir…

Franklin Martins – E o que dizemos para a imprensa?

Lula – Inventa qualquer coisa, caceta, ou deixa cada um inventar o que quiser. O que importa, porra, é saberem que o Obama me ligou.

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