03.17.09

Uma noite memorável

Enviado em eu, manaus, musica, review, serio às 8:12 am por Arlen Nascimento

Confesso que até um dia antes do show, eu não tava com a mínima vontade de ir. Tanto que só comprei o ingresso no dia anterior ao show. Pensei até em não ir, mas sei lá, era o Iron Maiden e já que eles vinham aqui, a coisa se tornava praticamente uma obrigação.

Mas as coisas começaram a mudar quando eu vi a banda chegando no aeroporto. De repente, eu acordei e me dei conta: caceta, são eles mesmos, ó! Aí, pronto, i turned myself on!

Shows de rock são um ‘espetáculo’ dentro do outro. Os ‘rockeiros’ são figuraças- alguns são verdadeiros elos perdidos -, não sei onde eles hibernam entre um show e outro. Mas, deixa pra lá, nem gostaria de saber… Sempre tem o porra louca que bem antes do show já tá na sarjeta de tão bêbado; aqueles que usam calças e jaquetas de couro em Manaus; aqueles que usam uma espécie de sobretudo, coturnos e a inseparável mochila Karga, eu não faço a puta idéia do porquê ir de mochila pra um show.

A fila saía da porta do sambódromo e estava quase na porta da arena Amadeu Teixeira, dava quase pra pedir um tira-gosto lá no Picanha Mania. 30 minutos de fila e estavámos dentro. Na verdade, era pra eu ter entrado assim que eu cheguei, mas fui ficar esperando os outros e quase mifu. Entrei pouco depois das 20:30

Pela primeira vez na minha vida vi um show começar no horário do ingresso: 9 o’clock. Isso se chama profissionalismo. Se tem um horário lá no ingresso, custa cumprir? Que as bandas e produtoras brasileiras aprendam essa lição.

Do lugar de onde eu tava, não se via quase nada, eu tenho 1,72m e estava do lado da mesa de som. Se eu ficasse de ponta de pé, eu conseguia ver a bateria. O show mesmo só pelo telão… Some a isso a falta de respeito de subir no ombro dos outros pra ficar rodando camisa…

Mas porra, o começo com ‘Aces High’ – que tem uma linha de baixo espetacular – é pra matar do coração. Era o beliscão. Caraca, eles tão aqui mesmo! Iron Maiden!

Lá pela terceira música surgiu a oportunidade de ir pra área vip (frontstage) e eu fui. Ali, sim. Outra vida. Os verdadeiros fãs, porque pagar 300 paus só pra vender beleza não é pra qualquer um. Mas, claro que tinha gente só vendendo beleza por lá.

E de repente, eu estava a 4, 5 metros do palco, sem precisar ficar de ponta de pé e com direito ao Janick Gers fazendo graça pra galera.

A presença de palco deles todos é impressionante. Nunca vi aquilo. Eles não param. Toda hora cruzando o palco, interagindo, agitando. O Bruce parece que foi ligado na tomada! Corria dum lado pro outro, pulava, gritava, agitava, orquestrava o público.

Os efeitos visuais do show também são um espetáculo. É difícil vir um show completo pra cá. Mas esse foi supersize. Pirotecnias, o Eddie gigante, os panos de fundo que mudavam de acordo com a música que tocava e o palco todo powerslavizado.

Em Fear Of The Dark, eu chorei. Não choooooreei, mas as lágrimas vieram. Foi muito emocionante e creio que não só pra mim. Foi como se eu voltasse no tempo, lá pelos idos dos meus 14 anos, vendo o clipe na MTV (saudosa mtv!), me arrepiando e me imaginando ali – e sabendo que era impossível –, e, de repente, eu tava ali mesmo, cantando junto, com o Bruce dizendo ‘you’ e a multidão respondendo ‘fear of the dark’. Lindo, memorável. Foi por isso que eu chorei e só vai entender quem sentiu o mesmo…

Pô, tocaram até ‘Phantom Of The Opera’! Eu sempre gostei dessa música. Aliás, o disco ´Iron Maiden´ é ótimo do começo ao fim.

Enfim, depois de duas horas (sem tirar de dentro) de espetáculo, o show acaba e ainda parece surreal a idéia de que eu vi um show do Iron Maiden.

Um pequeno parêntese. Quando eu tava indo pra área vip, o segurança viu a câmera na minha mão e disse que era proibido. Perguntei o porquê e ele disse que não podia. Mas acabei passando por ele. Claro que quando cheguei lá, todo mundo tinha uma câmera. ‘Proibido’ my ass!

O que as bandas e produtoras tem que entender é que registrar aquele momento é importante pro fã. Sim, as fotos ficam péssimas, mas e daí, quem tirou a foto vai saber do que se trata e vai lembrar daquele momento.

12.05.08

Dúvidas sobre Jazz

Enviado em dica, geral, musica, random às 11:20 pm por Arlen Nascimento

Alguém aí poderia me dizer como é o nome daquele estilo de jazz que é bem rapidinho e a banda é formada por bateria, baixo acústico, piano e metais? É Fusion?

Eu me amarro naquelas músicas, é o ápice do instrumentista. Improviso total.

E também se puderem me deixar nomes de bandas que tocam essas músicas.

edit: o nome do estilo é free jazz. E um dos mais importantes é um cara chamado Ornette Coleman

Madonna is overrated

Enviado em besteirol, conversa fiada, geral, musica, random, review às 11:13 pm por Arlen Nascimento

É impressionante como alguns artistas atingiram um status que não importa o que eles façam, eles vão ser aclamados. Roberto Carlos e Madonna, e alguns outros, estão entre esses.

Roberto Carlos todo ano lança o mesmo cd com as mesmas músicas e é ‘o rei’, é isso e é aquilo. Na verdade, eu nunca entendi porque convencionou-se que Roberto Carlos é o rei da música brasileira, ele canta mal pra caceta.

A mesma coisa com a Madonna. Só que em uma proporção muito maior. Agora que ela vem pro Brasil, então… toma aí…

Ok, a Madonna já tem 80 anos e ainda tá aí fazendo altas estripulias, tá enxuta – note que eu disse enxuta e não sexy ou bonita – e etc. Mas, porra, ela canta muito mal. Eu até arriscaria a dizer que ela manda um playback forte no show. Basta ver uma participação dela e do Lenny Kravitz no VMA de algum ano aí. A voz dela não saía!

Outra coisa que me irrita é que a música é apenas um detalhe naquilo tudo. Telões, coreografias, pirotecnias, cabala e Madonna macaqueando pelo palco é que são o show em si.

09.08.08

Metallica

Enviado em dica, musica, random, review às 4:39 am por Arlen Nascimento

Como é bom ver o Metallica de volta com toda a pompa e circunstância que eles tinham deixado pra trás a partir do terrível St Anger!

Ainda nem terminei de ouvir o Death Magnetic é já digo que é comparável aos clássicos. Em algumas músicas eu senti uma levada meio progressiva, mas no geral tá bem pesado no melhor estilo Metallica

04.14.08

Crepúsculo dos Deuses

Enviado em conversa fiada, geral, musica às 10:54 pm por Arlen Nascimento

Tava lendo essa entrevista do Aquiles Priester – baterista do Angra, pra quem não sabe – e olha o que ele falou.
Entrevista completa aqui

“Nestes anos todos de carreira com certeza muitas histórias interessantes aconteceram com você, seja envolvendo fãs ou encontrando ídolos ao redor do planeta. Conta uma aí pra gente.

Acho que a mais emocionante foi tocar com o Iron Maiden num festival na Espanha. Bati fotos, troquei baquetas, pedi souvenires, dei DVD´s, foi um escambo só!!! Ainda de quebra vi o show do palco, ao lado do Mike Portnoy, e nós comentamos como aquelas músicas tinham mudado as nossas vidas!!! Naquele show eles tocaram somente músicas dos quatro primeiros álbuns da carreira deles. Depois desse show fomos fazer uma mini tour de quatro shows com o Dream Theater e o Portnoy me deu dois splashes de recordação, que estão pendurados no meu estúdio.

Já pensou? Assistir a um show do Iron Maiden do palco – apesar de eu achar que não seja o melhor lugar, mas enfim -, batendo um papo com o Portnoy (com o Portnoy!!!) e ainda ganhar dois splashes dele? Sem contar a mini tour que rolou depois

Deve ser muito louco ter um ídolo e depois passar pro lado de lá e ficar de “igual pra igual” com ele. Claro que o Portnoy é de carne e osso e é uma pessoa normal, mas de uma certa forma, ele é inalcançável. Mas de repente, ou não tão de repente assim, vc está ali do lado do cara que fez aquelas músicas que dão arrepio e até vontade de chorar

O título foi de último hora

03.11.08

Eric Clapton

Enviado em geral, musica, review às 10:10 pm por Arlen Nascimento

Como eu tenho ouvido eric clapton nos últimos dias!

Eric Clapton pra muita gente (e pra mim há algum tempo) era aquele cara que canta ‘Tears in heaven’ e ‘Wonderful Tonight’ no cd rock ballads vol. 1.

Pois bem, eric clapton é infinitamente maior do que isso. Vc não sabe o que está perdendo.
Eric Clapton é conhecido como um dos deuses da guitarra. E de fato ele é. O estilo dele é blues. E blues é uma música foda!

Tem música que eu fico arrepiado, dá vontade de chorar de tão lindo que é. Aqueles solos totalmente improvisados, aquela bateria bem pianinho, o baixo ali marcando a base.

A música tem alma, tem feeling, tem técnica totalmente o oposto da música eletrônica, por exemplo.
Quando eu ouço uma música assim, eu imediatamente imagino a banda tocando, o guitarrista fazendo a guitarra falar e com aquelas expressões faciais típica dos guitarristas, o baterista ali só na manha. Eu também imagino muita fumaça no ar e muitos copos de uísque.

Eu conheço muito pouco de blues, gostaria de conhecer bem mais. Eu, basicamente, conheço BB King e Eric Clapton. Já andei ouvindo Steve Ray Vaughan que é muito bom também.

Quem tiver dicas, por favor deixa aí

E o White Stripes?

Enviado em besteirol, conversa fiada, geral, musica, review às 10:09 pm por Arlen Nascimento

Estava eu lá no detran esperando feito um corno e admirando a excelência do serviço público brasileiro. É tanta eficiência, tanta rapidez, tanta cortesia, funcionários gentis, ninguém fura fila… Enfim, coisa de primeiro mundo!

Mas o post não é sobre isso, de repente me veio a cabeça: será que se o white stripes tivesse um baixista (e, portanto, fossem uma banda ‘normal’) eles teriam feito algum sucesso? E, será que se eles não tivessem feito aquele clipe com lego – que é sensacional -, eles teriam feito algum sucesso?

Eu tenho lá minhas dúvidas que se não fosse por isso, eles seriam apenas anônimos. O som não me agrada, mas na falta de coisa melhor, até que dá pra engolir. Mas uma coisa é fato: eles precisam de um baixista! Assistindo os clipes, até que não dá pra sentir tanto, mas ouvindo uma música (no fone de ouvido ou bem alta) dá pra perceber como o som fica pobre, seco. Nos shows principalmente! Falta o peso, o chão, a base do baixo.

03.06.08

Ouça essa música agora!!

Enviado em eu, musica, review às 10:30 pm por Arlen Nascimento

Caralho!!

Eu tô todo arrepiado ouvindo essa música aqui!

Ouça djá!

Eric Clapton – Further on up the Road

http://www.last.fm/music/Eric+Clapton/_/Further+on+up+the+Road

http://www.youtube.com/watch?v=wPh79_y6MOs

Essa vídeo aí não é da música, portanto, ignorem

03.01.08

Dream Theater!!!!

Enviado em eu, musica, serio às 8:02 pm por Arlen Nascimento

Caralho!!!
Acabei de comprar as passagens pra ir pra São Paulo ver o show do Dream Theater!!!!

Caralho!!! É semana que vem e até então eu não ia!!
Mas, eis que de repente, a gol resolve fazer uma super hiper mega promoção com a volta de graça!! Aí mermão, é só alegria!!!

Não quero nem pensar no que eu gastei agora!! Agora não!! Só depois!
Mas puta que pariu!!!!
Eu vou pro show do Dream Theater!!!!!

02.27.08

Eu adoro metal mas odeio os metaleiros

Enviado em besteirol, conversa fiada, manaus, musica, random, serio às 9:10 pm por Arlen Nascimento

Eu gosto muito de rock. Mas não de qualquer rock. Eu gosto de heavy metal, melódico, progressivo, e mais algumas bandas que não se enquadram nesses estilos. Eu não gosto de Slayer, por exemplo.

Pois bem, eu gosto da música. E só. Eu acho babaquice imitar o estilo de vida dos roqueiros, seguir o que eles dizem nas letras. Existem bandas que eu nem gosto por causa de determinada apologia que eles fazem nas letras, e.g., eu não gosto de bandas satanistas, de black metal, doom, e sei lá mais o quê. Não é por causa de religião nem nada, é porque não me agrada, eu acho apelativo.

Eu gosto de rock, mas nem por isso eu uso coturno, roupa preta, calça e jaqueta de couro, pulseira de espinho e etc. Cada um tem seu estilo. Beleza, mas que é idiotice usar jaqueta de couro em Manaus, isso é.

Existem bandas muito boas, mas que acabam se rendendo aos clichês do rock and roll e essas acabam caindo no meu conceito. Além de usar roupas de couro e coturno, outro clichê é tirar foto com cara de mau, com o rosto levemente inclinado pra baixo e a banda posicionada em V, com o vocalista sempre em voga, exceto quando o baterista é o patrão.

Um exemplo

Tem uma banda  aqui em Manaus chamada odysseia (ou alguma coisa assim). Eles tocam muito bem, mas no palco eles são irritantes por causa dos clichês.

Imagine um pessoa de 13, 15 anos ouvindo uma banda assumidamente do capeta, por exemplo. Com 15 anos se tem pouca coisa na cabeça e o natural é sair por aí pregando tudo o que ele ouviu nas letras. Daí, o cara vai acabar virando um clichê total. Mas ele vai ser satanista? Não, vai ser só um idiota que não soube os limites entre uma música e a realidade.

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