03.06.09
Uma fina ironia em The Big Bang Theory?
Acontece um fenônemo curioso comigo em relação a algumas séries. Tem série que eu não aguento nem assistir o piloto inteiro. E depois, eu assisto de novo e vicio. Isso já aconteceu com Nip/Tuck, Prison Break e The Big Bang Theory.
Hoje, eu sou maior fã dessas séries. Mas também aconteceu com The Office e Dexter. E mesmo assistindo de novo, again, mais uma vez, eu não consegui gostar. Aliás, cada episódio de The Office, que eu tô tentando de novo agora, é um martírio pra mim. Simplesmente não dá.
Mas voltando ao assunto do post. O Sheldon é físico teórico e se considera superior por isso. Tanto que em uma passagem, ele despreza o Leonard por ser físico experimental. A pesquisa dele é sobre Teoria das Cordas. Eu já li em uma revista que essa Teoria das Cordas é uma maluquice e que não teria sentido nenhum e é mal vista pelos físicos ’sérios’. Um elefante branco.
Será que é uma ironia ou não é nada demais?
02.03.09
Não é software livre? Sou contra!
Esses dias tá rolando uma discussão na lista de email da faculdade.
Um aluno mandou um link de uma notícia que dizia que em Stanford criaram um disciplina pra desenvolver aplicativos pro iPhone.
Quase que imediatamente, outra pessoa respondeu dizendo que não era uma coisa tão legal assim já que tudo é
proprietário e perguntou porque não desenvolver aplicativos pra Symbian, Android ou Maemo já que é
open source – mas eu nem sei se é mesmo.
Militâncias me incomodam. Essa militância do software livre, então… it’s a pain in the ass!
Já escrevi sobre O Erro do Software Livre- aliás, foi um verdadeiro sucesso, foi linkado no meio bit e tudo! - e, na minha opinião, em vez de ajudar, esse comportamento só afasta ainda mais as pessoas que, por ventura, teriam algum interesse por linux.
Hoje, a melhor maneira – não-profissional ou não-industrial – de ganhar dinheiro com software é através da AppStore.
Lá está cheio de gente, que vendendo aplicativos bobos por US$ 0,99 já ganharam 10000 fucking dollars!!
E para o usuário leigo é muito mais fácil instalar aplicativos no iPhone (via AppStore) do que no Symbian.
Já que é preciso ou assinar o aplicativo (o que é um saco) ou configurar o celular pra ignorar aplicativos não-assinados. Mas nem sempre isso funciona.
Aproveito e abro um parentese. É incrível como a Apple consegue tirar leite de pedra. Em plena era dos torrents,
a iTunes Store fatura milhões de dólares vendendo… músicas! Fecha parentese.
O usuário leigo – os não-desenvolvedores – não quer saber se aquele programa que elas usam é livre ou não.
Elas só querem que funcione. Se o programa for bom e for pago, elas vão pagar – considerando o mundo corporativo.
Senão a Adobe, Macromedia, Microsoft e tantas outras já teriam ido pro saco.
Aí também entra uma outra questão interessante. Talvez pela abundância de bons aplicativos gratuitos
(freeware, shareware, open source), os usuários de Symbian não se mostram muito dispostos a pagar por aplicativos.
Já que poucos aplicativos possuem versão paga. Mas isso é totalmente empírico da minha parte.
E isso puxa outra questão interessante, mas essa é da cultura do brasileiro: o pobrismo; a vergonha de ganhar dinheiro.
Ganhar dinheiro é feio, e caso você cometa esse pecado mortal você não pode comprar um carro conversível,
afinal num país capitalista pobre como o Brasil é um absurdo ter essas coisas.
Exceto se você tiver a indulgência pra ser rico.
01.17.09
Gadgets, gadgets, gadgets

iPhone, N810, N95
Foi a primeira vez que eu tive um contato mais, hmm, íntimo com o iPhone. Já tinha visto, já tinha pegado, mas nunca tinha ficado com um pra brincar.
O meu veredicto a respeito do iPhone é que como celular, ele é um excelente gadget. Antes de eu conhecer melhor o iPhone, eu já achava o n95 muito melhor. Agora eu tenho certeza.
O iPhone é um celular medíocre. Não mostra o tempo acumulado das chamadas discadas e recebidas – pelo menos pra mim é essencial -, não manda mms, não filma e muitas outras coisas. Eu senti falta de um gerenciador de tarefas como tem no symbian pra alternar entre os aplicativos abertos.
Às vezes um botão de voltar faz muita falta e era preciso apertar o botão home e fazer todo o caminho de novo.
Pra mim, o touchscreen é um plus, mas não é um fator decisivo. Mas, de fato, o touchscreen e o multitouch trazem infinitas possibilidades na maneira de interagir com o aparelho e, principalmente, com os jogos. Apesar disso, falta um teclado de verdade, nem que fosse apenas um teclado numérico, pequeninho mesmo. Na hora da pressa ou quando se precisa de agilidade, o touchscreen não dá conta. Fazer uma ligação dirigindo, esqueça… hehe. E isso não sou só eu que digo, um fanboy da Apple também falou.
Mas a falta de teclado ou do contador mais elaborado, dá até pra relevar. O que beira o intolerável no uso do iPhone é o iTunes. PQP do programa escroto! Tudo tem que ser feito pelo iTunes, até criar uma conta na AppStore. Eu sei que dá pra usar outros programas pra manusear o iPod, o que possibilita o uso dele no linux. Não pesquisei mais a fundo essa questão no iPhone, mas creio que não seja possível, então tem que engolir o iTunes.
Outro aspecto chato do iPhone é o bloqueio total da Apple. É bem possível que você vai precisar instalar um 3rd party app e pra isso é preciso fazer o tal do Jailbreak ou algum dos outros métodos pra liberar o telefone, inclusive do sim lock. E o medo de fazer isso e o bicho virar um lindo peso de papel? Com o quickpwn foi tranquilo, difícil mesmo foi apertar os botões naquela sequencia ninja…
Mas nem tudo é ruim. A AppStore é fantástica. Milhares de aplicativos, pagos e gratuitos, pra instalar sem precisar desbloquear o telefone. Os aplicativos gratuitos são muito legais e fazem as mais diversas traquinagens. Isqueiro, nível, basquete, golfe, corrida, sinuca e etc. A tela gigante e sensível ao toque e o acelerômetro trazem uma jogabilidade incrível até pros joguinhos mais bobos.
O slot onde se coloca o sim card é outra porcaria, tem que enfiar um clipe de papel e puxar. Se você fica tirando e colocando o chip com frequência, a ‘gavetinha’ fica detonada.
A câmera não é excelente, mas também não é ruim. É câmera de celular.
Mas se eu tivesse que escolher entre um dos dois, eu certamente escolheria o n95 por ser um celular melhor. E se dinheiro não fosse problema, eu teria um iPhone ou iPod touch só pra navegar e ouvir música.
O N810 é outro gadget muito legal. Mas a utilidade dele é meio questionável. É como eu li por aí, ao vê-lo pela primeira vez, você quer um. Mas cinco minutos de reflexão são suficientes pra abandonar a idéia. Ele é um internet tablet que tem wifi, gps e também se conecta a internet através do pacotes de dados do celular via bluetooth. Tem touchscreen e uma tela gigante, tem slot pra algum tipo de cartão SD e roda linux. Mas não é um celular… Isso significa que você vai andar com um bicho desses e um celular. E ele não é lá muito portátil. Tenho certeza que o N97 irá substituí-lo com louvor, talvez até o n95 já substitua…
Aproveito pra abrir um parentese. Não consigo entender a Nokia. Gasta milhões com linux e seus celulares continuam a vir com symbian… vai entender…
10.21.08
Chega de fru-fru
Eu, como um profissional de ciência da computação, acho esse estardalhaço todo em cima da ‘web 2.0′ uma palhaçada. É uma tentativa de transformar uma ciência exata em uma ciência humana e enchê-la de teses inúteis sobre ‘comportamento’, ‘mídias sociais’ e qualquer outra coisa que o pessoal do marketing inventou.
A primeira vez que eu ouvi falar na web 2.0 foi no ’sun tech day’ – não vá pra esse evento – de 2006 – não tenho tanta certeza -. A ‘web 2.0′ me foi apresentada lá como apenas um conceito, e o maior representante desse novo conceito era o AJAX.
O AJAX, de fato, é uma revolução. Apesar de ter tirado um pouco da deliciosa crueza da internet (leia-se html). O bom é que a página não precisa mais ser recarregada pra coisas simples como uma consulta de cep.
O problema mesmo são os geniozinhos por trás das idéias ‘inteligentes’. Eu posso visualizar uma reunião cheia de pessoas engravatadas com gel no cabelo babando termos prolixos para as coisas mais simples do mundo como html, javascript, ip, browser e etc.
Aliás, aproveito esse post pra falar da famigerada TI. Esse termo é outra palhaçada. Jamais me xinguem dizendo que eu sou de ‘TI’. Não, eu não sou de ‘tecnologia da informação’, eu sou de computação, porra!!
TI pra mim é aquela pessoa que trabalha de roupa social e gravata criando conta no windows server e que tem que tirar 10 certificações da Microsoft pra configurar um servidor dhcp…
É claro que isso é uma visão extremamente preconceituosa da minha parte, mas TI pra mim é burocracia, é ‘metodologia’, ’scp’, ‘iso’, ‘pqp’, ‘fdp’ e várias outras siglas que o pessoal de engenharia de software (as humanas da computação
) inventou.
Pra mim, computação é o oposto disso. Computação é bermuda, camiseta, chinelo e fone de ouvido. Computação é sábado, domingo e ver o dia amanhecer. Computação é cortar pizza com tesoura sábado a tarde na universidade (não é mentira!) e x-salada.
Eu sei que, fatalmente, eu vou cair nesses escritórios de TI, mas que eu vou fazer todo o possível pra que não. Não tenha dúvida!
A parte da web 2.0 foi inspirada nesse post
Muito ocupado
Taí uma coisa que me irrita: o status de ocupado em instant messengers. Se o cara está realmente ocupado, por quê ele não desloga?
Mas, não. Ele vai lá e coloca o status de ocupado e ainda escreve uma mensagenzinha ‘realmente ocupado’, ‘muito ocupado mesmo’, ’só se for muito importante’. Pra quê isso?
Se eu quero falar com a pessoa, seja o assunto que for, eu ignoro completamente o status e falo mesmo. Mas isso não significa que quem esteja online esteja desocupado, mas é que se você estivesse realmente muito, muito ocupado – na minha opinião – você não estaria online. Simples assim.
Mas tem outra coisa que me irrita mais que ficar com status de ocupado: aparecer offline. Eu acho isso de uma falta de consideração, sei lá porque, mas eu acho. É injusto o fulano poder ver as pessoas e falar com elas mas elas não poderem falar com fulano! Fica offline, oras!
Apesar de o gmail permitir que você apareça offline, ele também permite que você fale com pessoas que estão aparecendo offline. Aí, sim! É só colocar o mouse em cima do contato da pessoa e escolher ’send offline chat’ e conversar com o mau caráter!
07.25.08
Como juntar filme com legenda no Windows
Todo dia quando eu vou olhar as estatísticas do blog tá lá nas buscas o termo ‘juntar filme com legenda’. Eu já fiz um post sobre isso, mas pro Linux. Mas como eu acho que a maioria das pessoas não está procurando fazer isso no linux e também porque no meu dvd essa mistura de filme com legenda no linux não funciona. Resolvi mostrar como eu faço no windows.
Bom, existem vários programas que fazem isso. Com o virtual dub é possível fazer só que em alguns arquivos o programa avisa que o áudio vai ficar desincronizado do vídeo em cerca de 15 segundos. Ele até dá as dicas pra consertar isso, mas eu nunca consegui.
O programa que eu uso e que pra mim é imbatível é o AVI Recomp. Eu nunca testei com rmvb, mas com avi funciona perfeitamente. Ele usa o virtual dub, mas resolve todas as dependências sozinho. Aceita srt e sub ou ssa, não lembro qual. Com sub ou ssa, é possível ajustar o posicionamento, cor e tamanho das legendas. Um arquivo de 350 MB, no meu computador, leva cerca de 1 hora pra ficar pronto. Já legendei muitos arquivos com esse programa e só dois arquivos deram problema.
Tem também o Auto GK que faz a mesma coisa e ainda é possível eliminar uma faixa de áudio do arquivo. Porém, eu prefiro o avi recomp
05.22.08
Firefox 3
Quem teve a brilhante idéia de aplicar o zoom também nas figuras no firefox 3?
Fica um negócio tosquíssimo, em alguns casos dá pra contar os pixels
05.16.08
Mestrando Esperança II
Mais um artigo aceito, papai!
Mas dessa vez foi só meio artigo, foi um poster ou student paper. Mas dada a conferência, isso já é uma grande coisa. O MASCOTS é uma conferência (qualis a!!) especificamente de simulação, modelagem e etc. Ou seja, o fim dessa conferência é o meio que o nosso paper utilizou e o nosso artigo foi revisado por CINCO pessoas! Isso mesmo, cinco, quando o comum são 2 ou 3 revisores.
Outra coisa importantíssima é que a conferência vai ser realizada em Baltimore, nos Estados Unidos!! Será que dessa vez meu sonho de ir pros states vai se realizar? Sendo que essa é a terceira vez que eu tenho uma chance de ir prá lá, mas nunca rolou. tenho visto e tudo, mas dinheiro que é bom…
Essa situação é uma coisa que realmente me irrita, vc rala pra escrever um artigo e depois tem que ficar correndo de um lado pro outro pra poder pagar a inscrição e ir pra conferência…
Pois é, só pra não perder o costume, se tiver alguém aí afim de fazer um mestrando feliz, manda um e-mail aí: arlen.nascimento@gmail.com
05.06.08
Assim não, ubuntu.
O ubuntu é um sucesso, em pouquíssimo tempo saiu do zero ao posto de distribuição mais usada. Ok, pode até não ser a mais usada, mas com certeza está no pódio. E também não saiu do zero, pegou tudo do debian, deu uma repaginada e etc.
O ubuntu já vem quase todo pronto, pra um usuário normal, tá pronto. Apesar de não ter suporte nativo a mp3. E pra usuários mais avançados, algumas horas de apt resolvem. Ou seja, o sistema trabalha pra vc e não o contrário, como é o caso do gentoo.
Pois bem, o objetivo do post é dizer que a cada nova versão, o ubuntu se torna um sistema menos utilizável pra mim. O consumo de recursos (basicamente memória) está cada vez mais na estratofera, o que faz com que em uma máquina bem razoável (Pentium 4 de 3 GHz com 1 GB de RAM), a experiência seja, por vezes, péssima.
Na minha opinião, o ubuntu está sofrendo do que eu resolvi batizar de síndrome do windows: para se tornar um sistema cada vez mais user-friendly, as coisas ruins (e as muito ruins) do windows têm sido copiadas. Não necessariamente nessa ordem, tem coisa que só tem no ubuntu mas é péssima.
O tracker é o programa de busca de arquivos padrão do ubuntu. Mas será que já fizeram alguma enquete pra saber quantas pessoas usam isso? O tracker é o verdadeiro vilão do processador e do hd. Uma vez fiquei sem espaço em disco misteriosamente e o consumo do processador não ficava em menos de 50%. Fui procurar saber o que era, e lá estava o tracker comendo cpu e 2GB de hd! Isso mesmo, 2GB de hd pra indexar os meus dados. Se vc por acaso usa o tracker ou simplesmente não o desinstalou digite o comando du -h .local/share/tracker/ pra ver o tamanho da brincadeira. Ás vezes não tem nada, mas outras vezes tem uma surpresinha lá.
Esse aqui não é bem do ubuntu, mas é um problema sério: o firefox. Desnecessário dizer que o firefox é um excelente browser, mas está ficando impossível usar o firefox em uma máquina mediana. Travamentos, lentidão pra abrir, lentidão pra iniciar downloads (um problema sério que eu tenho é quando aparece a janelinha do download, eu escolho a opção abrir ou salvar, o browser simplesmente trava por uns 3, 4 segundos). O opera é um bom browser, mas ainda tem que comer muito feijão com arroz pra desbancar o firefox. Se o opera pelo menos tivesse extensões, por exemplo, já seria uma mão na roda. A propósito, o histórico do firefox 3 na barra de endereços (os endereços que vão aparecendo quando vc vai digitando), está um lixo. Agora ele indexa não somente pelo inicio das urls, mas por qualquer parte das mesmas e também pelo título das páginas. A primeira vista parece legal, mas atrapalha. Acredite.
Tem muitas outras coisas que me irritam no ubuntu e que são desnecessárias, mas neste momento não consigo mais lembrar de nenhuma.
Pois é, o problema não está em ser ’simples’, mas desse jeito, não. Desse jeito, tá ficando ruim.
04.24.08
Nerdcast
Há algumas semanas, eu descobri o nerdcast.
O nerdcast é o podcast do Jovem Nerd. Eu já tinha ouvido falar do Jovem Nerd, mas não frequentava o site. Mas um belo dia, eu trombei com o nerdcast e resolvi baixar pra ouvir. O que eu baixei foi o nerdcast #101 que era sobre Rambo. E a surpresa foi agradabilíssima.
O nerdcast dura cerca de 1 hora e é insano. É uma conversa absolutamente sem pé nem cabeça sobre um determinado tema. É muito legal e é viciante. Eu já baixei uns 20 e tô ouvindo direto. Ás vezes eu tô ouvindo no ônibus e tenho que me segurar pra não gargalhar por causa das besteiras que eles falam. O legal é exatamente isso: o descompromisso de ser politicamente correto.
Enfim, recomendo de ‘cum força’ o nerdcast. Um que eu ouvi e que foi muito instrutivo, além de muito legal, foi o nerdcast #82 – ‘Nerd rico, nerd pobre’ que fala sobre o mercado de ações.


