Chega de anos 80

Se tem uma coisa que tem me irritado é o saudosismo exagerado dos anos 80.
Porra, os anos 80 já passaram há quase 20 anos e esse pessoal ainda fica me enchendo o saco com isso!
São festas e mais festas relembrando os anos 80 e as chamadas são sempre as mesmas
“Se vc era fã de cubo mágico, pense bem, printf(“%s, “,brinquedo80.random()). então não perca a super festa com blitz, kid vinil, printf(“%s, “,artistaFracassadoQueNuncaMaisLancouNadaQueViveDosAnos80())”

Eu nasci em 84 e, portanto, não lembro bulhufas dos anos 80. Mas pelo que eu vejo hoje em dia, os anos 80 eram, com muita bondade, trash!

Ombreiras! Caralho, ombreiras! Nem o Didi usa mais ombreiras!
E o Paulo Ricardo com aquele paletó branco e de ombreira? Coisa linda do papai!

Gelo seco. Ok, ainda é usado, mas naquela época era demais.
Sintetizadores. Eu suspeito que naquela época dava pena de morte não usar sintetizadores nas músicas. E não é aquela coisa ali no fundo que contribui com a música. É aquele negócio bizarro disputando com o vocalista.
Calça Saint Tropeito xadrez
Mullets! mullets!! Qual artista que não tinha mullet? E quando era combinado com aquele bigodinho style?

Pois é, não me lembro de mais coisas agora. Mas tem muito mais bizarrice com certeza.
Então, parem com esse negócio de anos 80. Hoje é muito melhor! Hoje temos internet, torrent, celular, google e muitas outras coisas maravilhosas que não havia naquela época.

Anúncios

Mestrando esperança

E aí que um artigo nosso foi aceito na ISCC.
O artigo avalia o impacto dos modelos da camada mac e física em parâmetros da camada de aplicação. E pra ilustrar isso, fizemos um estudo de caso baseado em voip.
O artigo é do saulo e meu. O nome dele é o primeiro porque houve um revezamento de autores. Existe uma convenção implícita que o autor mesmo é o primeiro autor, mas eu sou o segundo, mas ainda assim eu corro o risco de virar et al. Mas o que importa é que eu sei que foi fifty-fifty. E mais, o nosso grupo de pesquisa teve outro artigo aceito na mesmo conferência!

Pois bem, essa conferência é Qualis A e é fodona. Uma das mais importantes da IEEE e ainda hoje (2 semanas depois de sair o resultado), eu custo a acreditar que o artigo foi aceito.

A ISCC será no marrocos esse ano. Por que, depois de vários anos acontecendo na Espanha e em Portugal, esse ano tinha que ir pro Marrocos? Mas se rolar passagem, não é por isso que eu vou deixar de ir…hehe
Mas eu confesso que o Marrocos nunca esteve nos meus planos, não.

O correto (e até ético) é ir defender o artigo pra pegar o feedback da galera e fazer turismo entrar em contato com os grandes nomes da área. Maaaas, como estamos no brasil…sabe como é… Depois de ralar pra escrever o artigo, é hora de ralar pra conseguir pagar a inscrição (a bagatela de 500 USD) e a passagem (cerca de 3000 reais).

Aí mermão…manda e-mail daqui, entra com requerimento pra lá e a esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas vai aumentando, aumentando… Eu já fiquei de ir pros Estados unidos duas vezes, tenho o visto e tudo, mas não fui em nenhuma das duas vezes. Não deixa de ser decepcionante.

Pois é, se vc Antônio Ermírio de Moraes, irmãos Safra, Eike Batista, Carlos Slim, herdeiros de grandes fortunas, dono da TAM, dono da Gol e até políticos que queiram dar uma dentro, se sensibilizaram com este post e quiserem me dar uma passagem pro Marrocos de executiva. Entre em contato: arlen.nascimento@gmail.com 🙂
ps: se puder conseguir mais duas passagens pra dois outros colegas também…
ps2: o título ficou horrível, eu sei…

Ensaio sobre a cegueira

Quando eu tento ser culto e compro livros, eu me baseio no que eu vejo, no que eu leio sobre um escritor ou sobre um livro.

Então eu acabo comprando alguns livros ‘do momento’, mas eu também não sou tão besta assim. Eu jamais vou comprar, ou sequer ler, aquele livro ‘O Segredo’. Não li, não gostei. Não sei do que se trata e nem quero saber e não vou ler. Nem se me derem. E nem o livreiro de cabul, a menina que roubava livros e esses hypados demais.

Pois bem, já tinha ouvido falar muito do José Saramago: o primeiro escritor em língua portuguesa a ganhar o prêmio nobel e bla bla bla. Por isso, eu pensava que deveria ser muito bom. Então fui lá e comprei um livro dele: o ensaio sobre a cegueira.

Nos primeiros momentos, me impressionei com a narrativa. Era como se eu estivesse lá na rua onde o cara perdeu a visão. A forma como ele escreve, nesse começo, é impressionante. O livro vai passando e eu vou notando uma coisa estranha, diferente: as personagens não têm nome, a trama não tem lugar, nem época, nem nada. As personagens atendem pelos nomes de o médico, a mulher do médico, a rapariga de óculos escuros, o rapazinho estrábico e etc. E essa foi por essa característica que eu levei meses pra ler esse livro. Sim, meses. Nem sei quantos, mas foram muitos. Você não consegue desenvolver aquela intimidade com as personagens e aí fica difícil…

Mas de uns tempos prá cá, eu consegui pegar o bicho de novo e botar pra ler. Em um momento ficou interessante, mas o final…é uma merda. Simplesmente não acaba. Eu esperei o livro inteiro pelo (quase) óbvio – a galera voltar a enxergar – e aconteceu. Da forma mais sem graça possível. Pois é todo mundo volta a enxergar de súbito e a mulher do médico (que enxerga o tempo inteiro) tem um mal estar e pensa que teria chegado a vez dela de ficar cega, mas “… a cidade ainda estava lá”

Eu acho muito difícil eu ainda querer me aventurar por outros livros do Saramago. Decepção total.

Excelente texto

Dêem uma lida aí
O esquerdista médio
Vale muito a pena.

Eric Clapton

Como eu tenho ouvido eric clapton nos últimos dias!

Eric Clapton pra muita gente (e pra mim há algum tempo) era aquele cara que canta ‘Tears in heaven’ e ‘Wonderful Tonight’ no cd rock ballads vol. 1.

Pois bem, eric clapton é infinitamente maior do que isso. Vc não sabe o que está perdendo.
Eric Clapton é conhecido como um dos deuses da guitarra. E de fato ele é. O estilo dele é blues. E blues é uma música foda!

Tem música que eu fico arrepiado, dá vontade de chorar de tão lindo que é. Aqueles solos totalmente improvisados, aquela bateria bem pianinho, o baixo ali marcando a base.

A música tem alma, tem feeling, tem técnica totalmente o oposto da música eletrônica, por exemplo.
Quando eu ouço uma música assim, eu imediatamente imagino a banda tocando, o guitarrista fazendo a guitarra falar e com aquelas expressões faciais típica dos guitarristas, o baterista ali só na manha. Eu também imagino muita fumaça no ar e muitos copos de uísque.

Eu conheço muito pouco de blues, gostaria de conhecer bem mais. Eu, basicamente, conheço BB King e Eric Clapton. Já andei ouvindo Steve Ray Vaughan que é muito bom também.

Quem tiver dicas, por favor deixa aí

E o White Stripes?

Estava eu lá no detran esperando feito um corno e admirando a excelência do serviço público brasileiro. É tanta eficiência, tanta rapidez, tanta cortesia, funcionários gentis, ninguém fura fila… Enfim, coisa de primeiro mundo!

Mas o post não é sobre isso, de repente me veio a cabeça: será que se o white stripes tivesse um baixista (e, portanto, fossem uma banda ‘normal’) eles teriam feito algum sucesso? E, será que se eles não tivessem feito aquele clipe com lego – que é sensacional -, eles teriam feito algum sucesso?

Eu tenho lá minhas dúvidas que se não fosse por isso, eles seriam apenas anônimos. O som não me agrada, mas na falta de coisa melhor, até que dá pra engolir. Mas uma coisa é fato: eles precisam de um baixista! Assistindo os clipes, até que não dá pra sentir tanto, mas ouvindo uma música (no fone de ouvido ou bem alta) dá pra perceber como o som fica pobre, seco. Nos shows principalmente! Falta o peso, o chão, a base do baixo.

Juntando legenda com filme no Linux

Se tem uma coisa que é uma mão na roda, é o rmvb legendado!!
Maravilha!
Melhor do que isso, só existisse um dvd player que lesse rmvb. Existe? Eu googleei por aqui e nada.
Mas, os dvd que lêem divx já quebram muito o galho.

Pois bem, pra converter de rmvb pra divx eu uso o Any Video Converter que é o melhor que eu encontrei. Dá pra enfileirar os arquivos pra serem convertidos e etc. Enfim, é uma beleza!
Só tem um problema: demora demais…

Mas e quando não temos o rmvb legendado e somente o avi (divx ou xvid) e as legendas em srt?
Dá pra fazer no virtual dub e no linux
No virtual dub é um pouco enjoado porque demora muito e precisa de programas terceiros pra fazer. Primeiro converte-se a legenda srt pra ssa e depois junta no virtual dub com a ajuda de um plugin que não vem por default.

Bom, pra encurtar conversa, pra juntar legenda e vídeo em um arquivo e poder assistir garotonamente no dvd é só seguir os passos daqui. Procure por divx e seja feliz

Beleza, mas e se vc tiver milhoes de arquivos e milhões de legendas pra juntar? Vai fazer de um por um, seu zero-um? Não, não vai. Eu fiz um script pra isso. Inicialmente, eu só ia colocar todos os comandos dentro do arquivo, mas aí me deu uma preguiça de fazer isso 12 vezes (pegar os nome do arquivos e colar e colocar um nome diferente pra saída). Pois bem, o script é o seguinte

for arq in *.avi
do
nome=`basename $arq .avi`
mencoder $arq -sub $nome.srt -subpos 95 -oac mp3lame -lameopts cbr:br=64 -ovc lavc -lavcopts vcodec=msmpeg4:vbitrate=967 -o $nome-legendado.avi
done

Ridículo de simples!
Para cada arquivo avi, é setada a variável nome que contém o nome do arquivo sem extensão. Daí, é graça. O nome do arquivo de saída é o nome do arquivo original sucedido de -legendado.avi. Simples assim.
Ah sim, os arquivos de vídeo e de legenda devem possuir exatamente o mesmo nome, diferindo apenas na extensão. Pra fazer isso, vc pode usar outro script que eu já postei aqui.

%d blogueiros gostam disto: