Excelente site

Navegando por aí encontrei um blog que mostra os 12 pecados capitais do fotógrafo amador. No post, o autor recomenda um blog d’O Globo, o FotoGlobo.
Simplesmente fantástico o FotoGlobo!
Você pode mandar suas fotos pra lá e eles dizem o que acham, mas dizem mesmo! E dão dicas de como fazer ou como não fazer.
Eu tenho muita vontade de aprender um pouco mais de fotografia pra tirar umas fotos melhores e etc. Mas quanto mais eu leio e quanto mais eu vejo críticas, menos eu entendo…

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Eu não sou digno
Eu não sou simpático
Eu não sou educado
Eu não sou legal
Não conte comigo pra nada
Não me peça nada
Não me faça cobranças
Não me encha o saco
Não reclame de tudo perto de mim
Acho que é só

Impressões da propaganda eleitoral

Bom, a pasmaceira começou e a gente vai tendo que engolir cada coisa por aqui…

Vou colocar aqui o que eu achei das propagandas dos candidatos a prefeito.

– Praciano: fiquei em dúvida se o candidato é o Praciano ou o Lula. O Praciano aparece pouco, fala-se muito do Lula, aparece um montagem com o Lula e o slogan ‘vai fazer por Manaus o que Lula está fazendo pelo Brasil’. Praciano, se vc estiver lendo isso, elimine djá esse slogan. Para o eleitor que sabe ler e escrever, não pega bem.
Assisti também ao segundo programa e foi basicamente a mesma coisa com a diferença que dessa vez, o Praciano decidiu mostrar que tem moral em Brasólia e mostrou uma galera que o apóia. Ministros e figurões do PT, só que em alguns casos pegou mal porque o ‘apoio’ era genérico (‘o candidato do PT da sua cidade vai arrasar, bi’ :P)
E também mostra alguns feitos do Praciano – que eu não sei se foram dele mesmo… -: meia passagem, passe livre pros idosos, etc. Mas ele não fala nada a respeito do abafa da CPI do transporte coletivo, em 2004, quando o negócio começou a comprometer o Alfredo, que – junto com o PT – acabara de apoiar o Serafim na disputa pela prefeitura…

– Serafim: fiquei surpreso quando começou o programa do Serafim, uma produção totalmente amazonínica! Aquela abertura triunfal com vários thumbnails de curumins felizes, de obras… e de repente aparece o Serafim!
Parece que as imagens foram gravadas em uma dimensão paralela pois mostra o povão aclamando o Serafim! Eu pelo menos não vejo o Serafim com esse ibope todo, não hoje em dia.
A campanha teve uma jogada de mestre. Tentaram fazer uma inversão das coisas, por exemplo: o problema da água já tem 20 anos, e você queria que o Serafim resolvesse tudo?
Isso não deixa de ser verdade, mas o problema da água só se agravou nos últimos anos!

Outra coisa curiosa é que ele mostra que levou muito tempo pra ‘arrumar a casa’ e mostra alguns fornecedores felizes porque passaram a receber assim que Serafim chegou na prefeitura. Não era bem isso que eu vi numa empresa onde eu trabalhei que eles tiveram que cobrar em juízo e o processo se arrastou por 18 meses…

– Amazonino: o que falar do Negão? Depois de 20 e tantos anos ele continua o mesmo: isso aí? pode deixar que eu vou fazer!
Amazonino vai fazer isso, vai fazer aquilo. ‘Deixa com o Negão que ele sabe’.
Daí vêm aquelas imagens com ele em cima de um jipe e com um chapéu de palha acenando pro povo, abraçando o povo e outras coisas amazonínicas…

– Omar: a campanha do Omar e do Praciano não são idênticas por um (imenso) detalhe: o padrinho, que no caso do Omar é o ‘Eduardo’. Omar pouco aparece e quando o faz, dá pra perceber que não é à toa: ele fala muito mal. O pobre do professor de oratória deve estar sofrendo…
A campanha tenta me convencer que o Omar é um cara legal me dizendo que ele foi líder estudantil e colocando umas fotos sorridentes alteranadas com umas fotos mais sérias, dando ordens…
Depois aparece o Alfredo (e as legendas me dizendo que ele é senador) e diz que o Omar é mesmo um cara legal e que é muito amigo do ‘Eduardo’ e dele também e sugere uma espécie de santíssima trindade: ele em Brasília, ‘Eduardo’ no governo e Omar na prefeitura.
Aí Omar aparece e como ele não tem nada pra chamar de seu (dele), joga tudo nas costas do patrão: ‘o Eduardo fez isso, fez aquilo, mas eu tava ali, do ladinho dele vendo como fazia, viu?’…
Logo em seguida me aparece o senhor propaganda das eleições passadas para o governo me dizendo que quando o ‘Eduardo’ viaja (e ele viaja pra caceta!), ele pode ir tranquilo pois adivinha quem sabe tocar uma obra como ninguém e segura as pontas por aqui? Omar, claro!

– Ricardo Bessa: programa muito rápido, ele não fala nada de proposta. Eu até entendo, ele deve estar querendo se fazer conhecido pelos eleitores. Ricardo Bessa, se você estiver lendo isso, uma dica: ajeite aquela gravata, por favor!! Tá parecendo o João Canabrava!
O Ricardo Bessa talvez seja o candidato que mais tenha propostas pra dar ares de cidade grande pra Manaus (metrô, por exemplo), haja vista que ele já morou em São Paulo e no Rio.
Mas, em pleno século 21, votar num candidato de uma coligação chamada ‘Frente de Esquerda Socialista’ – e que outro dia no Roda Viva Amazonas soltou a pérola ‘…como dizia o grande Mao-tsé Tung…’ – é praticamente impossível.

– Luiz Navarro: programa muito curto também. Ele se apresenta, exalta Karl Marx, diz que o capitalismo é mau, feio e bobão e que Jesus Cristo era socialista (calma, o castigo de Luiz Navarro já está a caminho). No programa, ele milagrosamente aparece com uma camisa amarela, já que em todos os outros lugares ele aparece com a camisa vermelho-companheiro que deve acompanhá-lo desde a década 60, década essa onde suas idéias se encontram (perdidas) até hoje…

O mico olímpico

Rapaz, além de toda a delegação brasileira ser um mico olímpico, o maior deles, com certeza, é o Thiago Pereira.

Desde o Pan (pan, pan, pan, paaaan), ele vem sendo tratado como um fenômeno, como a esperança. Praticamente um messias.

Pois bem, o rapaz chegou lá e adivinha? Nada, tá perdendo tudo… Ok, a culpa não é só dele, nadar contra pororoca deve ser mais fácil do que nadar com a narração do Galvão Bueno…

Enquanto isso, um outro cara que nunca teve o nome citado por ninguém (pelo menos eu não me lembro), tá arrebentando (para os níveis brasileiros): Cesar Cielo (ou alguma coisa assim). Ele já bateu o recorde olímpico duas vezes (ok, que 3,5 nanosegundos depois, o recorde foi batido de novo) e já ganhou uma medalha de bronze. Melhor do que nada, pelo menos ele vai ter um souvenir bem legal de Pequim (Beijing é meu ovo!) 😀

PS: Confira o post irretocável do Carlos Cardoso

Ah, a Alemanha…

Bom, chega de posts sobre Marrakech, acho que ja falei demais e não disse nada, mas ok.

Continuando com a minha primeira saga internacional, depois de Marrakech segui para a Alemanha, mais especificamente Tübingen, que fica a 30km de Stuttgart. O objetivo de eu ir pra lá, era estabelecer contato para futuras parcerias entre o nosso grupo de pesquisa aqui e o grupo de um colega de doutorado do meu orientador.

A oportunidade de ir pra Alemanha surgiu de última hora, coisa de uma semana antes da minha viagem. Quando me foi proposto, não pensei nem meia vez, paguei a remarcação da passagem do meu bolso (100 doletas) e apenas a poucas horas antes do embarque, comprei a passagem pra Alemanha.

Ah, a Alemanha… Ir pra Europa sempre foi o meu sonho, a Alemanha então…nem se fala.

O primeiro choque cultural foi a união européia na prática. Eu peguei o visto na Espanha (na volta de Marrakech) e pronto! O vôo pra Alemanha é, na prática, um vôo doméstico! E é mesmo, chegando em Stuttgart nada de imigração, nem apresentação de passaporte, nada!

O segundo choque cultural foi a companhia aérea. A german wings é uma das maiores low costs de lá (é da Lufthansa). Essa empresa tem promoções onde vc paga apenas as taxas de embarque (infelizmente não peguei uma dessas…) e outras promoções onde vc compra o direito de ir pra algum lugar que eles vão escolher! Vc compra uma passagem pra um pool de destinos, aí eles escolhem um desses destinos e vc vai!
Pois bem, comprei a passagem pelo site com um certo receio, afinal, eu nunca tinha ouvido nada a respeito da companhia. Quer escolher o assento? Pois não, 5 euros por trecho!
Mas, com certeza, o maior choque é o (não-)serviço de bordo. O lanchinho é pago, mermão! Naquele bolso do banco, tem umas revistas e um cardápio com os preços. Os preço são um pouco altos se vc não é europeu e/ou sua moeda não é o euro. Pouca gente compra, mas a galera não se faz de rogada e leva o seu próprio lanchinho. O cara do meu lado pegou a mochila, tirou uma baguete e uma coca-cola e se fartou. Tomei uma nota mental e fiz exatamente o mesmo na volta.

Pra nós brasileiros, é meio chocante ver o lanche ser vendido dentro do avião. Acho que é porque a gente ainda é acostumado com aquela época áurea da aviação onde se tinha talheres de verdade, comida em porções generosas e não apenas barrinhas de cereal…

Mas eu, sinceramente, preferia que as empresas daqui adotassem logo essa estratégia. Melhor ter uma opção, ainda que paga, do que opção nenhuma! Nunca vou me esquecer de um vôo Manaus-São Paulo da Gol. O vôo saiu às 4 da manhã e a Gol não teve a hombridade de oferecer um cafézinho preto!! Nada, só barrinha de cereal, suco e refrigerantes…

Outra coisa que eu notei na german wings foi o excelente espaço entre as poltronas. Muito maior que o da TAM, por exemplo. Eu conseguia ficar bem confortável e ainda sobrava uns 3 dedos de espaço. O motivo disso? Simples, concorrência. No aeroporto, se vê uma infinidade de companhias aereas e se todas elas oferecem um preço semelhante, ganha quem oferece mais conforto. E como no Brasil existem apenas duas companhias, elas fazem o que querem… tanto com o preço como com o espaço entre as poltronas…

O meu anfitrião, Christian, foi me buscar no aeroporto. Agradeço ele até hoje por isso, pois na hora em que eu cheguei, ou eu morria em 60 euros no taxi, 90 euros num hotel ou dormia no chão do aeroporto!
No caminho pra Tübingen, o terceiro choque cultural: as (quase) autobans. O Christian tem uma BMW, tá um pouquinho castigada, mas, porra, é uma BMW!! E foi minha vez de BMW!! Na estrada, tome pé embaixo!!! Chegamos a singela marca de 160km/h!!! Nesse momento, olhava para a estrada e lembrava muito do Brasil…idênticas! As estradas são perfeitas, perfeitas! Apesar de essa estrada não ser uma autoban, ela foi construída como tal, ou seja, é uma autoban na concepção. Ah, mesmo a 160km/h, tinha gente que passava muito mais rápido por nós.

Chegando no hotel, o Christian me pagou uma cerveja e lá fui eu provar uma autêntica cerveja alemã. Eu não bebo, mas achei a cerveja bem mais forte e amarga.

No dia seguinte, fui até a universidade para fazer a apresentação do nosso grupo de pesquisa e o quinto choque cultural: a universidade. A universidade de lá é linda, dá gosto de ver. É um prédio antigo por fora, sabe aqueles filmes teens americanos de universidade? Pois é, é igualzinho. Por dentro, parece uma empresa. É tudo super organizado, bonito, funcional. Salas espaçosas, salas de reunião super equipadas, uma copa muito bem equipada e abastecida, porta com controle de acesso, etc e etc.

Na hora do almoço, o Christian perguntou o que eu queria comer, só não respondi ‘mermão, qualquer coisa é lucro’ porque eu não faço idéia de como dizer isso em inglês…:p
Mas acabamos indo no ‘bandejão’ de lá. Mermão…o RU de lá parece um shopping!! É lindo! Eu, incrédulo, perguntei se aquilo tudo era só o restaurante e ele falou que sim. Tem dois andares, um hall imenso, umas áreas pra ficar eguando e umas placas eletrônicas que mostra as opções de comida do dia. No RU de lá tem comida vegetariana!! Eu comi um negócio lá que eu não sei o que é, mas tava bom, era carne de porco com uma rodela de abacaxi em cima e macarrão, tinha salada mas eu não peguei. Ainda tem molhos, azeite, sobremesa e etc. As porções são servidas mas são bem generosas. E, sim, eles reclamam… O pessoal que tava lá comigo ficou admirado porque eu gostei da comida! Coitados…deixa eu apresentar o real RU pra eles… Eu não sei bem o preço porque eu não paguei…mas o que eu vi é que custa em torno de 5 euros – o que pra eles é caro.

Bom, a cidade, embora pequena, é espetacular. Eu andava na rua e olhava aquelas paisagens totalmente alemãs (um morro gramado e aquelas casinhas) e pensava: caraca, tô na Alemanha!!

Lá, só se atravessa na faixa (mas nem sempre), só se anda pela calçada (isso sempre!) e algumas vezes o caminho pra pedestre é por dentro da floresta.

E o quinto choque cultural: o sistema de transporte público. Os ônibuses lá tem horário pra passar. Ok, lá no ICHL tem uma placa com os horários dos ônibus, mas lá o ônibus passa no horário! E milimetricamente no horário! Todas as paradas tem um nome e plaquinhas para cada um dos ônibus que pára lá. Nas plaquinhas se encontram o itinerário e os todos os horários pra cada linha. É altamente intuitivo. A passagem de ônibus custa 2 euros, mas pode-se comprar um ticket pro dia inteiro, o tagesticket que custa 4 euros, e andar a vontade. No ônibus não tem cobrador, só o motorista e uma máquina que vende os tickets. O motorista só dirige o ônibus e não regula ninguém. Ou seja, vc pode entrar no ônibus e andar de graça, ninguém vai impedir vc de fazer isso. Confesso que fiz 3 vezes, mas nas outras vezes comprei o tagesticket pra evitar qualquer tipo de problema. Aleatoriamente, existe fiscalização nos ônibus, o controle, os caras vêm e pedem o seu ticket, se vc não tiver é multado, segundo me disseram, em 40 euros!! Os estudantes pagam uma taxa lá e têm direito a andar de ônibus o semestre inteiro.

Esse sistema baseado na honestidade se repete nos trens também, vc chega lá e senta sem ninguém pra controlar nada. Mas também rola fiscalização aleatória.

Outra pessoa que eu agradeço é o Ricardo. Um brasileiro que mora e estuda lá. Eu ia ficar na casa dele, mas acabou nem precisando. Mas mesmo assim, ele me levou pra dar umas bandas por lá e me deu várias dicas. Coisas que eu jamais descobriria sozinho. Ele também me deu uma singela caneca de chopp de 1 litro! Ele tem uma pequena coleção desses ítens, que ele adiquire nos bares da vida, mas shhhhh…os donos dos bares não sabem… hehe 😛

Os telefones públicos lá aceitam cartão telefônico, moedas e alguns até cartão de crédito! Os números dos celulares de lá são enormes! São uns 12 números!

Outra experiência chocante foi a ida ao supermercado. Queria comprar água e alguma besteira pra comer e fui procurar um. Eu já tava psicologicamente preparado pra gastar em euro. Inclusive eu desenvolvi uma técnica pra gastar em euro. É assim, não converta nada, trabalhe com unidades monetárias. Por exemplo: a água custa 1 unidade monetária e não R$ 2,60, sacou? Essa é uma dica prática, se vc for ficar convertendo tudo, vc enlouquece e morre de fome.

Voltando. Entrei no supermercado preparado pra lapada. Mas eis que tive uma surpresa: as coisas na Alemanha são muito baratas!! Mas muito baratas mesmo! Até se vc converter pro real são mais baratas que aqui!! Eu via o preço de algumas coisas e não acreditava que custava só aquilo. Eu ficava procurando o preço ‘de verdade’… eu conferia o produto com a etiqueta várias vezes e só podia ser verdade. Exemplos: a água de 5 lts custava pouco mais de 1 euro; a lata grande de pringles custava 1,79 €!!! 1,79€ uma lata grande de pringles!! Uma barra média de chocalate Milka custou 0,89€!11 Um caixa de suco de laranja de 1,5 litros custa 0,79€!!!!!!!!!! Isso mesmo, 79 centavos de euros um caixa de suco de laranja de um litro e meio!! Uma caixa de Del Vale de apenas 1 litro custa quase 4 reais!!! Um pacote com 10 fatias de queijo cheddar custou 0,89€! Um iogurte grande de morango com pedaços de morango custa 0,29€!!! Tem vinho de 2 euros!!! Eu não acreditava!
O Ricardo me falou que o supermercado dele do mês dá cerca de 30 euros, sendo que metade ele compra só de cerveja… hehe

Porém, dizem, eu não vi, que carne lá é muito caro!! 10 euros um pequeno pedaço.

Nem preciso me dizer que me fartei de pringles, né?

Ah, Nutella – ô troço bom!! – é bem baratinho, um pote enorme custa 1 euro e pouquinho.

Mas quando eu fui no supermercado da primeira vez, eu me dei mal porque fui de mãos abanando. Lá, as sacolas são pagas e a maioria da galera leva a sua de casa. Na segunda vez, porém, levei minha mochila 😀

Essa parada de ecologia por lá é uma coisa levada a sério. Tudo por lá tem uma conotação ecológica, mesmo que seja uma coisa sem pé nem cabeça, eles colocam ecologia no meio. A cidade é super arborizada, vários parques e, claro, não tem lixo no chão!!! Mas eu vi um alemão jogando lixo no chão, foi só uma tampinha de garrafa, mas é lixo!

Preciso falar alguma coisa da sensação de segurança lá? Um dia lá, eu voltei da casa do Ricardo, à noite, sozinho e por dentro da floresta! Sem nenhum problema, nada, nada! É claro que eu fiquei cabreiro, afinal de onde eu venho nem Jack Bauer junto com Chuck Norris andam sozinhos tarde da noite. Coloquei o passaporte dentro da cueca e fui tranquilamente para o hotel.

Aí vem o canalha ufanista: “Ah, mas lá não tem o nosso calor humano!”
Olha, se vc gostou desse texto até aqui, é bem provável que vc o deteste a partir daqui.

Eu, sinceramente, troco a minha cota de calor humano e alegria de ser brasileiro por segurança, transporte eficiente e pringles a 1,79€!

Pra mim que já fui assaltado duas vezes e a última delas com um revólver apontado pra minha barriga, andar na rua com a tranquilidade de que não vai me acontecer nada, não tem preço!! Também não tem preço ter um link de 16Mbps em casa – na verdade tem, 30 euros por mês!!!

Muita gente diz que os europeus, em especial os alemães, são muito frios, mal educados. Eu não sei se era o meu deslumbre ou sei lá o quê, mas eu achei os alemães super educados e simpáticos. É claro que na parada de ônibus, eles jamais chegarão pra vc e dirão “maninha, marresse onibu tá demoranu hj, né?”. Eu pelo menos detesto esses small talks.

Fotos para ilustrar (tô com preguiça de colocar no meio do texto) no flickr

Apesar de ter muita coisa aí, esse post tem continuação.

PS: pode xingar, dizer que eu não sou patriota, que isso e aquilo outro. Antes das perguntas “pq vc não vai pra lá, então?”, adianto-me: eu vou, só não sei quando. Mas um dia eu vou. E citando aquele sábio provérbio chinês: “A saída pro Brasil é o aeroporto”.

Meu reino por uma tomada

Este texto está na revista Veja da semana passada e retrata muito bem o que acontece no Brasil

Claudio de Moura

“Por que melhora o comércio e piora o conforto do passageiro? Há um grande desafio a ser encarado: criar regras para que as empresas públicas ou monopolistas sirvam aos seus clientes, e não a si próprias”

Viciados em cigarros são cada vez mais raros. Em compensação, explode o número de viciados em notebooks. A Infraero conduz uma batalha cívica, cortando o suprimento do vício, a eletricidade. Salas de espera de aeroportos congregam dezenas de dependentes. No Santos Dumont e no Galeão velho, a solução foi drástica: zero tomada. Nos outros aeroportos quase não há. Como viciado, levo um benjamim na pasta, para compartilhar as poucas existentes.

A Infraero se preocupa também com a forma física dos passageiros. Para que pratiquem seu exercício diário, ela alonga a caminhada pelos corredores. Em Guarulhos, quem desembarca na extremidade do terminal, já divisando a sua porta, tem de ir na direção oposta e contornar todo o edifício. Em Confins, é preciso ir ao final do corredor, a fim de descer a escada e, embaixo, voltar tudo para alcançar a saída.

O sistema de check-in é burro. Para quem comparece com reserva, o computador precisaria saber apenas se há malas. Um cartão digital (como o de milhas) desencadearia todo o processo. Aliás, com a informatização dos manifestos de vôo, a maquininha que lê o código de barras do viajante só serve para criar emprego.

Alguns aeroportos mandam tirar o notebook da pasta, outros não. Segurança depende de geografia? Faz sentido retornar ao check-in por causa de um saquinho plástico para a pasta de dentes? A Polícia Federal não descobriu que turismo é uma indústria como outra qualquer. Defeitos de fabricação espantam clientes. Um exemplo: com mais da metade das cabines vazias, os estrangeiros são obrigados a agüentar filas enormes para mostrar seu passaporte.

Funcionários da Infraero que tenham ido à Disney (passagem de cortesia?) viram no aeroporto de Miami um carregador retirando as malas das esteiras e enfileirando-as ao lado. No Brasil, enquanto os estrangeiros pagam seus pecados em horrendas filas, suas malas congestionam as esteiras. Cronometrei na semana passada: mais de uma hora para brotarem todas as malas no carrossel. É bem mais tempo do que para voar entre Rio e São Paulo. Ainda bem que a manutenção dos aviões não é feita pela Infraero.

Parte considerável dos viajantes já entrou na idade de se preocupar com colesterol e glicemia. Por que, então, tudo o que se vende nos bares dos aeroportos ou é gorduroso ou é doce? Em Washington, as concessões são obrigadas a cobrar o mesmo que em suas lojas na cidade. Nos aeroportos brasileiros, um picolé custa mais que nos Estados Unidos. Heathrow (em Londres) oferece chuveiro de graça. Em Confins, custa 28 reais. Se não houvesse atrasos, talvez fossem aceitáveis as cadeiras desconfortáveis e com braços, empecilho para deitar.

Os pisos de borracha com relevo fazem as malas ressoar como motocicletas. A nova área de embarque do Santos Dumont, toda de vidro, seria perfeita em Helsinque, pois funcionaria como estufa, dispensando o aquecimento. Mas no Rio de Janeiro o calor é intolerável, mesmo com ar condicionado. Há um banheiro no Galeão com uma saboneteira quebrada há cinco anos e um toalheiro há dois.

Aeroportos são ambientes privilegiados para exposições de arte, pois há espaço e tempo para apreciá-las. Contudo, o que nos expõem os daqui jamais seria aceito em galerias respeitáveis. Aeroporto é cartão de visita, não é camelódromo.

Nos Estados Unidos, os táxis podem “fazer lotação”, e há tarifas próprias para tal. No Brasil, não podem. Além disso, têm de voltar vazios, pois não são autorizados a pegar passageiros. Com isso, dobram o consumo de gasolina, as emissões de carbono e os preços.

Desabafos de um viajante rabugento? É possível, mas antes de tudo evidenciam as dificuldades de fazer uma burocracia pública colocar a satisfação do cliente como seu principal objetivo. Aliás, o único serviço competente no aeroporto é o free shop. Por que melhora o comércio e piora o conforto do passageiro? Há um grande desafio a ser encarado: criar regras para que as empresas públicas ou monopolistas sirvam aos seus clientes, e não a si próprias.

Essa parte de que um picolé em São Paulo custar mais do que nos Estados Unidos, eu não tenho certeza porque eu ainda não fui lá, mas com certeza é verdade. Uma água de 500ml no embarque internacional de Guarulhos custa R$ 3,50!!! É ridículo! Uma lata de coca-cola custa R$ 4,90, salvo engano. Mais caro que na Alemanha ou na Espanha! Fui fazer um lanche por lá e tive que decidir se eu comprava o salgado ou o refrigerante…

O que vale a pena em Marrakech

Marrakech tem muitas coisas pra conhecer, porém nem todas valem a pena (pelo menos pra mim)

O que conhecer:
– praça Djeema el Fna: é impossível não conhecer a praça, ela tá no meio da cidade (ou não, vá saber…). Na praça é obrigatório comer qualquer coisa e tomar vários sucos de laranja. Deixe a higiene no hotel e encha o bucho. Esqueça o cuscuz, vá de tagine.

Praca Djemaa el Fna

Praca Djemaa el Fna

Tagine de carne

Tagine de carne

– La Koutoubia: ‘conhecer’, né? Porque os não muçulmanos não podem entrar nas mesquitas. Eu não sabia, fui entrando e fui fortemente advertido por um cara dizendo que aquilo lá ‘it’s a mousque!!’. Então, tá…

La Koutoubia

La Koutoubia

– Andar pelos souks: os souks são os mercados que ficam naqueles labirintos. Se perder faz parte do passeio. Mas não tem o que se preocupar, é seguro.

– Bahia Palace e Sa’di tombs: tem que ir nesses dois aí. Apesar de o Sa’di tombs ser só o lugar onde tem uma monte de gente enterrada, o lugar é bonito. Só é ruim de achar. O palácia Bahia é muito bonito e também vale a visita.

Sadi Tombs

Sadi Tombs

Palacio Bahia

Palacio Bahia

– Jardin Majorelle: espetacular! Era a casa do Yves saint Laurent. É um jardim muito bonito, muito colorido e muito bem cuidado. Não pode nem fumar lá dentro! Vale a pena ir com tempo e ficar por lá lendo um livro, apreciando. Porém, não compre nada pra comer lá dentro, é muito caro (5, 6 vezes mais caro que na praça, por exemplo). A entrada é um pouco salgada pros padrões marroquinos (30 dirhans), mas vale a pena.

Jardin Majorelle

Jardin Majorelle

O que não vale a pena

– Jardin La Menara: sem graça, longe e especialmente calor. A única atração desse lugar é aquele lago artificial e aquela casinha. Nada demais. Porém, foi o lugar onde eu vi camelos pela primeira vez na minha vida. E bem de pertinho 😀

Jardim La Menara

Jardim La Menara

– Museu de Marrakech: a não ser que vc seja um admirador de arte e goste de apreciar quadros, esculturas e etc. O ingresso é caro (40 dirhans!), é dificílimo de achar e não tem nada de mais. Bem do lado tem a Medersa Ben Youself e a La Koubba que dizem que é muito legal. Eu não fui porque o pessoal que tava comigo não tava muito afim.

Museu de Marrakech

Museu de Marrakech

Isso tudo é minha opinião. Claro que Marrakech tem muitos outros lugares pra ir e é muito dificil ter disposição (saco) pra ver tudo.

Mais fotos em http://www.flickr.com/photos/aon1/

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