USA – Vamos copiar o que dá certo

Algumas coisas aqui nos EUA (muitas coisas) são bem mais práticas e simples do que no Brasil. Então por quê não copiar essas coisas ai pro Brasil?

– A água aqui é de graça. Já aconteceu duas vezes comigo. No restaurante, pedimos água, a mulher trouxe um copaço. Lá pelas tantas, o copo foi secando e lá vem a mulher com uma jarra de água e reabastece nossos copos. Na hora da conta, o valor da água veio 0,00. Ok, era um restaurante numa cidadezinha da Virginia. Hoje aconteceu de novo em New York, em plena Manhattan. Era um restaurante razoável, pedi água porque estava sedento e depois lá vem o garçom e reabastece o copo. Ou era de graça ou era um valor fixo. Não veio nada na conta. Já me disseram que é água da torneira. Mas, lembre-se, a água da torneira daqui é bem diferente.

– Celular. Assim que eu cheguei, eu comprei um celular aqui. Foi uma das melhores coisas que eu fiz. Paguei 40 dólares. O celular é um motorola vagabundo (pleonasmo), mas já veio com 25 dólares de crédito, o minuto custa 10 cents (!) e liga de graça pra AT & T ilimitado! Em contrapartida, eu pago 1 dólar por cada dia que eu uso o celular e pago por chamada recebida (aqui nos EUA é assim! os pós-pagos tb!). Não existe roaming e interurbano dentro dos EUA e em alguns outros países como Canadá e México. Eu sempre ligo pro Brasil do celular e 3 minutos custam 1 dólar! 1 dólar por uma chamada internacional pra celular!!

Por que não pode ser assim no Brasil? Privatizem as telecomunicações no Braziu! Qual o custo de uma chamada local pra uma operadora? Zero! Elas estão na mesma rede! Mas vamos ser realistas e adicionar os custos de manutenção e etc. Chega a 1 centavo? Com exagero, talvez.

– Sistema de transporte: já experimentei os metrôs de Washington DC e NYC. Em DC, o metrô é caríssimo (uma viagem minha chegou a custar mais de 4 dolares!). Mas em NYC é barato e super eficiente. Assim que eu cheguei aqui eu comprei o ticket de 7 dias ilimitado. Ilimitado! Durante 7 dias eu ando o quanto eu puder de metrô por 25 dólares! O metrô aqui vai pra todo lugar. Tem linhas que vão do The Bronx até Staten Island! (olhe no mapa) Eu tô na rua 200, a times square fica por volta da rua 42 (por aí), em meia hora, eu tô lá. Esse fim de semana, alguns trechos do metrô estão em manutenção e esses trechos estão sendo feitos de ônibus. Pra se ter uma idéia, pra vir da rua 168 até a 200, levamos quase o mesmo tempo do pra vir da 59 até a 168! O trânsito aqui sucks! Claro que ter um carro é ótimo, mas gastar menos e ser bem atendido é melhor ainda. O metrô é o transporte do futuro.

– Segurança. Em nenhum momento eu senti medo aqui. Nenhum! E olha que aqui tem um galera que só de olhar pra cara já apavora. Claro, estamos falando de Manhattan, no Bronx dizem que a estória é outra, mas, o que diabos eu vou fazer no Bronx? O zoológico? Não, obrigado.

O impressionante é que não se vê muito policial na rua, sempre tem um ou outro rodando, mas não é aquela coisa ostensiva, mas mesmo assim, é super tranquilo. O metrô também é super tranquilo, e eu só vi policial com cachorro e o caralho em apenas uma estação.

Eu diria que você pode contar dinheiro na rua, sem medo nenhum, apesar, de claro, o bom senso não recomendar isso.

– Educação: pode dizer que os americanos são frios. Mas eles são educados. Muito educados. Tudo aqui é excuse me, sorry, thanks, you’re welcome.

Porém, tem coisas que a gente realmente não precisa copiar.

– Paranóia. A paranóia com segurança aqui é grande. Pra ir pra estátua da liberdade é foda. É airport style security, mano! Pra entrar na estátua é no backpacks, tudo de novo e no food or drinks allowed! Passa até por uma máquina que dá três jatos de ar na pessoa (se alguém souber que diabo é isso, diz aí). Policiais armados até os dentes com metralhadora e o cacete é comum aqui. Como já falei, em DC o policial deu um chega pra lá num cara e disse pra ele manter uma certa distância.

– Tax: taí um coisa que eu não gostei daqui. As taxas aqui não estão no valor do produto, elas só vão ser acrescentadas no final da compra, no caixa. Cada estado tem a sua alíquota, gira em torno de 7%, 8%. É um inferno porque você nunca sabe quanto as compras vão dar. E tem vezes, que, ou eles não cobram ou então já tava embutido no preço. Vá saber. Eu concordo em deixar claro quanto do preço é de taxa, mas separar, não.

– Tip: outra coisa que me irrita, menos que o tax, é a gorjeta. Elas giram em torno de 10 a 20% dependendo do serviço. O engraçado é que nos restaurantes, a gorjeta é chamada de gratuity. E varia de acordo com o número de pessoas. Dependendo do lugar, mesas com 8 pessoas são ‘sugeridas’ a pagar 18%. Quando o serviço é bom, vá lá, mas quando o serviço é ruim (como normalmente é em Manaus) é foda pagar os 10%…

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Sobre Arlen Nascimento
26 anos, Manaus.

One Response to USA – Vamos copiar o que dá certo

  1. A máquina dos jatos serve pra indentificar toxinas, doencas que você tem guardadas no seu bolso em suas roupas… venenos, chumbo… drogas e outras.

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