Uma coisa é uma coisa. Mas outra coisa é outra coisa

Acompanhando os blogs brasil a fora, é possível perceber como as coisas são polarizadas entre esquerda e direita. Divisão essa que eu acho que não cabe hoje em dia, pelo menos no brasil. Existe quem está no poder e quem não está.

Os esquerdistas se auto-proclamam (tem hífen?) humanistas, defensores dos fracos e oprimidos, preocupados com o aquecimento global e com a preservação do ‘pulmão do mundo’ (sic).

O mais divertido, porém, é como os ‘esquerdistas’ pintam os ‘direitistas’. Capitalistas, neoliberais, odiadores de pobres e etc.

Não me considero de direita e, deus-me-livre, nem de esquerda, haja vista os exemplares da esquerda: pt, pstu, movimentos estudantis, sindicatos e outras pragas. Apesar de eu ter convicção de o pt se intitular de esquerda só pra enganar os trouxas que não se tocaram que o Muro caiu, bjonãoligapraele. Mas, não vejo problema nenhum em se dizer de direita. Só que os humanistas da esquerda não aceitam que alguém possa ser de direita ‘num país capitalista pobre como o brasil’.

Na cabeça dos esquerdistas, eles têm todo o direito de fazer qualquer coisa, afinal, estão sempre pensando no coletivo e são contra a burguesia. Com a direita não é bem assim.

Se Fernando Henrique Cardoso desse um tapa no visu, botox, papada, bolsa dos olhos, lipo, rinoplastia, lifting e várias outras coisas que o Sean e Christian fazem lá em nip/tuck :D. Imagine o escandalo que seria! ‘FHC gasta 20mil reais em plásticas enquanto pobres morrem de fome no nordeste’, ‘FHC e sua insensibilidade social’ e outras epígrafes (ho ho ho) que minha criatividade não consegue formular agora.

Recentemente, Dilma Roussef fez uma revisão geral na lataria: lanternagem, pintura e quiçá no motor. E o que os esquerdistas babam? ‘Ah, a nossa presidente tem que ficar bonita mesmo’, ‘agora é que eu voto nela, mesmo!’. Duvida, dá uma olhada aqui.

Tanto Fernando Henrique quanto Dilma Roussef tem o direito absoluto de fazerem plásticas. Problema deles. Mas como Dilma Roussef é ‘de esquerda’, ela tem o perdão pelo pecado de ser rica.

Outra observação é que há um ano ou dois, Lula está em plena campanha pela sua candidata. Leva Dilma aonde quer que ele vá: batizados, aniversário de sobrinho, inaugurações de canteiros de obras, lançamento de licitações e ainda apelidou-a de mãe do orçamento. Ou mãe do PAC, como ele própio insiste e como ele mesmo diria.

Mas, se o José Serra aparece no jornal nacional falando qualquer coisa, aí é um escandalo. É ‘josé serra em campanha no PIG’, ‘José serra faz campanha e o Gilmar Mendes não vai fazer nada?’ e outras coisas desse tipo. E se ele ousa pronunciar o nome de São Lula em vão, aí é um deus nos acuda…

Porque, afinal, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Título do post em homenagem ao finado Imprensa Marrom. R.I.P.

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Sobre Arlen Nascimento
26 anos, Manaus.

One Response to Uma coisa é uma coisa. Mas outra coisa é outra coisa

  1. mariane says:

    Eu até simpatizava com o PSOL por causa da Heloísa Helena e Luciana Genro, que nunca estiveram envolvidas em nenhum escândalo. Também simpatizava com o PT pq eles faziam boas admistrações na prefeitura de porto alegre,

    Mas como tu bem disse, o PT foi mto contraditório quando tomou o poder da presidência, o que me fez perder toda a simpatia que eu nutria pela tal esquerda.

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