Não é software livre? Sou contra!

Esses dias tá rolando uma discussão na lista de email da faculdade.

Um aluno mandou um link de uma notícia que dizia que em Stanford criaram um disciplina pra desenvolver aplicativos pro iPhone.

Quase que imediatamente, outra pessoa respondeu dizendo que não era uma coisa tão legal assim já que tudo é
proprietário e perguntou porque não desenvolver aplicativos pra Symbian, Android ou Maemo já que é
open source – mas eu nem sei se é mesmo.

Militâncias me incomodam. Essa militância do software livre, então… it’s a pain in the ass!

Já escrevi sobre O Erro do Software Livre– aliás, foi um verdadeiro sucesso, foi linkado no meio bit e tudo! –  e, na minha opinião, em vez de ajudar, esse comportamento só afasta ainda mais as pessoas que, por ventura, teriam algum interesse por linux.

Hoje, a melhor maneira – não-profissional ou não-industrial – de ganhar dinheiro com software é através da AppStore.
Lá está cheio de gente, que vendendo aplicativos bobos por US$ 0,99 já ganharam 10000 fucking dollars!!
E para o usuário leigo é muito mais fácil instalar aplicativos no iPhone (via AppStore) do que no Symbian.
Já que é preciso ou assinar o aplicativo (o que é um saco) ou configurar o celular pra ignorar aplicativos não-assinados. Mas nem sempre isso funciona.

Aproveito e abro um parentese. É incrível como a Apple consegue tirar leite de pedra. Em plena era dos torrents,
a iTunes Store fatura milhões de dólares vendendo… músicas! Fecha parentese.

O usuário leigo – os não-desenvolvedores – não quer saber se aquele programa que elas usam é livre ou não.
Elas só querem que funcione. Se o programa for bom e for pago, elas vão pagar – considerando o mundo corporativo.
Senão a Adobe, Macromedia, Microsoft e tantas outras já teriam ido pro saco.

Aí também entra uma outra questão interessante. Talvez pela abundância de bons aplicativos gratuitos
(freeware, shareware, open source), os usuários de Symbian não se mostram muito dispostos a pagar por aplicativos.
Já que poucos aplicativos possuem versão paga. Mas isso é totalmente empírico da minha parte.

E isso puxa outra questão interessante, mas essa é da cultura do brasileiro: o pobrismo; a vergonha de ganhar dinheiro.
Ganhar dinheiro é feio, e caso você cometa esse pecado mortal você não pode comprar um carro conversível,
afinal num país capitalista pobre como o Brasil é um absurdo ter essas coisas.
Exceto se você tiver a indulgência pra ser rico.

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Sobre Arlen Nascimento
26 anos, Manaus.

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