As idéias revolucionárias e as coisas que simplesmente funcionam

O meu problema é que eu sempre quero ter ideias revolucionárias. Talvez eu ache que as ideias simples são bobas e eu acabo descartando. E o que acontece, é que eu não tenho ideia nenhuma.

Só que na maioria dos casos, uma ideia, por mais simples que seja, é o suficiente.

Falo isso porque semana passada fui a uma feira aí em São Paulo. A grande maioria dos produtos apresentados lá, não tinha absolutamente nada de revolucionário. Eram coisas simples, mas que funcionavam. Vi o stand de uma empresa cujo carro chefe era um ‘sistema de gerenciamento de conteúdo para emissoras de televisão’. O que o tal sistema fazia era cadastrar vídeos e indexá-los através de palavras chaves. Trivial. Não precisa ser nenhum ás da programação pra fazer um sistema desses. O grande mérito do sistema era funcionar pro usuário final, o que no fim das contas é o objetivo.

Falo isso porque depois de tanto tempo no mundo acadêmico, de certa forma, eu me acostumei com as excelentes ideias, mas que não funcionam e/ou não servem pra nada! Essa falta de pragmatismo da academia é um que já existe há anos e, provavelmente, nunca vai acabar. Aí fica o mercado de um lado, criando soluções (algumas vezes, meia-boca) e ganhando dinheiro, e a academia de outro lado, cheia de ideias que nunca vão servir pra nada, precisando de dinheiro!

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