Umas palavras sobre Radiohead

Coloquei Oasis pra tocar. Começou a tocar wonderwall. E resolvi procurar por performances ao vivo dessa música. Achei umas muito boas, procura lá.

Aí nos vídeos relacionados apareceram dezenas de vídeos do Radiohead. O thumbnail de um vídeo me chamou atenção, High and Dry da época em que o Thom Yorke tinha o cabelo laranja. Cliquei no vídeo e asssiti.
É muita diferença. Muita mesmo. Naquela época, o Radiohead era apenas estranho. Hoje em dia, eles são super estranhos. Mas apesar de a estranheza ter aumentado, até que o Thom Yorke ficou mais apresentável. Hoje ele tem menos cara de retardado. O Jonny Greenwood, no entanto, continua freak.

Na época do The Bends, eles até que pareciam mais normais Creep, Black Star, Street spirit (fade out). São tantas emoções, bicho…

E enquanto eu ia navegando por vídeos e mais vídeos, eu vi o Johnny Depp num thumbnail com o título de Creep e fui ver do que se tratava. Não sei se gosto do Johnny Depp. Acho que não. Se duvidar, ele nem sabe mais quem é. Acho ele muito caricato, muito personagem, mas divago.

Deve ser algum filme cuja triha sonora é essa. É uma versão acústica de Creep, muito bonita. http://www.youtube.com/watch?v=oFtw8G5nSI4

Não sei bem quando o Radiohead passou de estranho pra muito estranho. Acho que foi depois de Ok Computer. O Kid A ainda é aceitável, do ponto de vista de uma pessoa não tão normal, mas menos esquisita que eles (bom, é o que eu acho…), mas há de se ter paciência. É no Kid A que as músicas esquisitas começam a aparecer.

Já no Amnesiac, eles tocaram o foda-se. Fizeram um disco (taí um dos meus grandes conflitos. Não sei como chamar uma obra fonográfica. “Album” soa pedante, muito pseudo-intelectual. “Disco” soa datado, assim como “cd” e ainda me passa a idéia da coisa física mesmo (o vinil e o cd, respectivamente) e hoje em dia é muito estranho pensar em música e associar com coisas como vinil e cd). Mas isso foi apenas uma digressão.

Pois bem, fizeram um disco/cd/album que ninguém entendeu porra nenhuma. E eu acho de verdade que quem diz que entendeu tá fazendo média. Músicas estranhíssimas (estranhas até pro nível Radiohead de esquisitice).

No entanto, Hail to the thief é foda. 2 + 2 = 5 é absurdamente foda! Aquela parte depois do refrão é muito divertida, não sei explicar. O ritmo, a levada. Ficar deslizando no braço da guitarra com aqueles acordes esquisitos e ainda sair um som legal é, na falta de uma palavra melhor, recompensador.
O mais legal é que dá pra descer o braço na guitarra e fica parecido com o original. Bom, só vai entender essa maluquice quem sabe tocar algum instrumento.

E assistindo à esse vídeo, eu vi como aquele barulhinho do início é feito: batendo no captador. Que coisa…

Pois é, no hail to the thief ainda tem Go to sleep. Eu acho o refrão dessa música muito foda. Passa uma leveza, uma paz (I’m gonna go to sleep; let this wash all over me). Aquela levada da bateria é muito gostosa. A introdução com aqueles acordes que vão crescendo, crescendo e depois vão diminuindo, diminuindo é muito interessante. Ih, alá eu chamando música de ´interessante´… pqp… Assista ao clipe, que pode até não ter sentido nenhum, mas é plasticamente bonito.

E ainda tem There There. Uma música sombria, com um clipe bizarro, mas que não é menos legal por isso. Aliás, fui escrever a palavra bizarro e notei algo recorrente, sempre escrevo bizzaro e em seguida corrijo. Mas bizzaro sempre sai primeiro.

Aí depois de 4 anos veio In rainbows. Certamente é o disco mais normal em tempos. Já começa 15 step que dá uma vontade absurda de dançar, ou no meu caso, se mexer descompassadamente. Apesar de essa música parecer absurdamente eletrônica, as versões dela ao vivo ficam muito boas. Algumas bandas tem esse sério problema, fazem excelentes músicas em estúdio mas não conseguem executá-las com dignidade ao vivo, o que é triste.

E nem vou me alongar muito descrevendo as músicas senão ia ter que falar sobre todas.

No entanto, não poderia deixar de falar sobre Jigsaw falling into place (versão de estúdio e ao vivo). Que música é essa, meu amigo? Tem um clima sombrio, mas no final se abre de um jeito que eu não consigo expressar em palavras. Aquele som que fica “subindo e descendo” durante música dão sensação de inquietação que misturado com o ritmo acelerado me faz ouvir essa música não menos que cinco vezes todas as vezes que eu a ponho pra tocar.

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Sobre Arlen Nascimento
26 anos, Manaus.

One Response to Umas palavras sobre Radiohead

  1. ygor lelis says:

    powha foka eu sou sou leigo p karalho com esse negocio de computador, pqp, tbm nunca me interessei com essa merda em geral… mas me explica porq a gente naum consegue adicionar alguns videos do youtube no orkut… ps.: toda vez que eu naum consigo aparece uma mensagem diferente nessa bostah!!

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