Uma experiência

Semana passada, comprei dois cabos pra ligar o computador na TV. Se a tv fosse moderna, um cabo vga bastaria. Mas a tv aqui de casa é de tubo, tem entradas svideo, scart e rca. E aí que eu me confundi e os cabos que eu comprei, não serviram pra nada.

Fui à loja para efetuar a troca. Mas como já havia comprado o cabo adequado no eBay – e que acabou nem servindo -, eu não queria trocar por outro cabo. Mas como eu precisava comprar outras coisas na mesma loja, eu só ia trocar um produto por outro.

Cheguei na Worten e disse que queria devolver. O cara perguntou se havia algum problema, e então conferiu a nota, os cabos e a embalagem. Eu estava esperando um vale no mesmo valor da compra, tal como aconteceu na Fnac outra vez. mas qual não foi minha surpresa quando o cara simplesmente me devolveu o dinheiro. Sem perguntas, sem questionários, sem assinaturas. Nada. Deu o dinheiro na minha mão e fim.

 

 

Anúncios

A internet não é de graça

A internet não é de graça

Nós brasileiros temos uma mania de querer tudo de graça. Pouco importa se determinado serviço ou produto custa dinheiro pra alguém, mas a gente quer de graça, porque (a gente :P) somos contra a censura! (?)

Apesar do espírito libertador (e liberatário) que a internet nos permite experimentar, a internet não é de graça.

Armazenamento vem se tornando cada vez mais barato com o passar do tempo (um hd externo de 1TB custa menos de 100 euros). No entanto, quando se fala de largura de banda e tráfego, o buraco é bem mais embaixo. (O exemplo do HD externo é meio bizonho porque não reflete exatamente o caso de um servidor de dados que utiliza artifícios e técnicas bem mais complexas, e, portanto caras, pra armazenamento. Mas você pegou o ponto.

O verdadeiro problema surge quando você precisa disponibilizar os dados online. Um exemplo prático: um nerdcast típico tem (com duração de 1 hora e 15 minutos), tem um tamanho de, aproximadamente, 50MB. Segundo os próprios donos do site, cada edição tem 10000 downloads. Fazendo as contas, temos 50MB * 10000 = 500GB. Isso pra cada edição! Lembre-se que são 4 por mês. Você tem noção do que são 2TB de tráfego? É MUITA coisa! Creio que se não fosse pela hospedagem do Ig, o nerdcast já teria ido pro saco há tempos.

Hospedagens com armazenamento e tráfego – ditos – ilimitados (http://www.top10webhosting.com/) não são caras. Mas pra quem tem só um pouquinho de conhecimento técnico sabe que esse negócio de tráfego ilimitado é lenda (http://www.findmyhosting.com/the-truth-about-unlimited-bandwidth/). A frase mais importante desse texto é “Your web host is not going to run at a loss for long – they could shut down your website or even charge you extra (read the terms of service).”.  Leia isso também, mas descarte as informações comerciais.

Tudo isso falado aí em cima é referente somente a aspectos técnicos. Nem mencionei o custo da produção do conteúdo. E nem vou mencionar porque não faço ideia disso.

E aí eu pergunto, que mal há em pagar por um serviço/produto que lhe apeteça? Isso se aplica a sites de download ou pra jornais online. Qual o lógica de os produtores de conteúdo da internet terem que procurar outro tipo de financiamento (sustento) que não o consumidor desse conteúdo? Deixa que eu mesmo repondo: nenhuma!

Você por acaso chega na banca do Manuel e simplesmente pega o jornal do dia e vai embora? Não, você paga! E porque na internet tem que ser diferente? A dinâmica da internet não deixa de valer porque você pagou pra ler o conteúdo de determinado site, esse não é o mérito.

Há diversos exemplos de sites que fecharam o seu conteúdo só para assinantes e que nem por isso deixaram de fazer sucesso. O maior exemplo brasileiro disso é o UOL. E por várias vezes já me senti tentado em assinar o UOL só pra ler as notícias que eram fechadas pra assinantes, só não o fiz porque não tinha internet em casa à época.

O forum Something Awful (http://forums.somethingawful.com/) é gratuito para leitores, mas pago pra quem quiser postar. Essa fórmula é interessantíssima porque dá uma mostra do conteúdo do site mas só lhe permite interagir mediante pagamento (https://secure.somethingawful.com/products/register.php). O valor chega a ser ridículo, uma taxa única de 10 dólares!

O argumento de que pagar é contra os princípios da internet é falso. A iTunes Store é o maior case da indústria fonográfica (quiçá de toda a sua história). O business da iTunes Store é exatamente vender música… na internet! E pior, música com DRM!

Já tem uns dois anos que eu pago o rapidshare premium, e sinceramente, vale cada centavo. Não ter que esperar pra fazer downloads e ter a velocidade do download limitada apenas pela sua conexão é sensacional. Já cheguei a baixar 6GB em 2 horas Da primeira vez assinei por 3 meses só pra experimentar. Foi amor verdadeiro. Depois, assinei 6 meses junto com uns colegas e da última vez assinei por um ano também em conjunto. A cota ficou em cerca de 50 ou 100 reais pra cada um, não lembro bem. E quando acabar, vou assinar de novo.

E se, vamos dizer, um jornal arrumar outras fontes de financiamento? Vai acontecer o que acontece com a Veja: nego vai dizer que não vai mais comprar a revista porque tem muita propaganda… Ou então vai chamar de vendido…

Aí fica difícil, né?

Mas alguém sempre vai ter que pagar a conta.

Post post

Já percebi há algum tempo que apesar de pensar em vários assuntos o tempo todo – e que poderiam virar posts aqui -, tenho tido uma certa dificuldade de organizar meus pensamentos. Ou seja, penso em várias coisas, mas não sei por onde começar e quando tento escrever alguma dessas coisas, inevitavelmente me perco e o texto fica uma merda.

Sem dúvida isso é reflexo das 12, 14 horas diárias que eu passo na internet, fazendo coisa úteis e tantas outras inúteis. Já tem um bom tempo que eu não leio livro nenhum. Faltam apenas 30 páginas pra terminar de ler a biografia do Eric Clapton, mas abandonei desde agosto…

Chego em casa por volta das 19 horas. Tomo banho, como qualquer coisa e sento na frente do computador. E fico assim até meia noite, uma da manhã. Só mongoleando na internet.

Já decidi que deveria usar esse tempo livre pra fazer alguma coisa de útil (desenvolver algum software, participar de algum projeto open source de olho no google summer of code…), mas não, fico aqui nesse loop infinito de youtube, blogs…

Enfim.

Pequena constatação sobre vinhos

Não entendo nada sobre vinho. No entanto, sei meia dúzia de termos relacionados a vinho e que dá pra impressionar os mais incautos, que afinal é o objetivo de tudo isso.

Enfim.

Uma coisa que eu percebi é que os vinhos chilenos ou argentinos são muito agressivos, i.e., o contraste entre os sabores é muito grande ao passo que os vinhos portugueses são muito mais suaves, os sabores são mais equilibrados, e acaba sendo mais agradável tomar um vinho português do que um argentino ou chileno.

Uma observação importante é que falo de vinhos baratos, que são aqueles que o meu bolso permite comprar. No brasil, o máximo que eu paguei em um vinho foi 25 reais. Mas geralmente comprava os que tinham preço entre R$ 15 e R$ 20.

Aqui, o vinho mais caro que eu comprei, custou 4 euros e qualquer coisa, o que já é um preço um pouco acima do razoável pra vinhos. É claro que há vinhos de 8, 10, 20 euros, os quais nunca comprarei.

Porca de Murça (2 e pouco) e Periquita (3,99€) foram os dois melhores vinhos que eu tomei aqui. Simplesmente espetaculares.

Fim.

Notas

Tenho tido preguiça pra atualizar o blog. Até penso em posts (e tenho uns 3 ou 4 escritos, só esperando revisão) mas dá uma preguiça de escrever…

Bom, tudo continua o mesmo marasmo de sempre. O outono chegou e digo logo que é uma estação agradabilíssima. As variações de temperatura são bruscas. Em um dia chove muito e faz 14, 15 graus. No outro, faz sol o dia inteiro e a temperatura fica na casa dos 25! E 25 graus é muito quente! 😀

Em alguns dias pela manhã, chega até a sair fumacinha da boca! 🙂

Por causa do vento gélido, acabei ficando gripado, com episódios de febre. E ficar com febre quando faz 15 graus não é nada agradável. Essa gripe me mostrou que o corpo humano é capaz de produzir catarro em quantidades industriais.

Por conta disso, tive que comprar um cachecol. Alias, comprei dois. Pode rir. Usar cachecol é muito gay, mas fazer o quê? É normal aqui. E é bem melhor que ficar gripado.

Não se apaixone

****

Semana passada nevou na Serra da Estrela. Isso significa que em breve, talvez, eu vá esquiar. Torçam por mim.

****

A Pizza Hut daqui tem skype. E você pedir pizza por lá! Sensacional.

****

Nunca fui um life ruler. Sempre fui mais de ficar em casa. Às vezes saía, mas sempre fiquei mais em casa que na rua. Mas ultimamente, tenho ficado muito em casa por puro prazer. Fico aqui, assisto à filmes, series, cozinho, reflito. Ficar sozinho é um exercício muito bom. É uma forma de aprender a conviver consigo mesmo, afinal, mesmo acompanhado, você sempre fica sozinho no final. Papo cabeça.

****

Hoje eu fiquei impressionado com a intromissão e cara de pau do colega de trabalho paquistanês. Por causa da sua péssima higiene pessoal, ele já não é muito bem quisto. Pra você ter uma ideia, o aroma de cocô que ele exalava me dava muita dor de cabeça, o que fez com que o meu estoque de analgésicos (uns 30 comprimidos de neosaldina) acabasse um mês após a minha chegada aqui.

****

Aliás, isso é uma coisa que eu tava pensando outro dia. Eu tinha dor de cabeça quase todos os dias e sempre tomava um remédio. Depois que os meus comprimidos acabaram aqui, eu não comprei mais e parei de tomar. Suprise, surprise: quase não tenho mais dores de cabeça.

****

Ainda vou escrever um post mais detalhado sobre isso. Mas não é que os portugueses sejam burros (ok, alguns são mesmo :), é que eles são um bocado ingênuos. A malícia que a gente adquire por pura questão de sobrevivência, acaba nos tornando muito safos.

****

Não consigo mais pensar em nada pra escrever. É tudo.

%d blogueiros gostam disto: