Passagens da minha vida – Mortal Kombat III

Eu sempre lembro de umas coisas sem pé nem cabeça que eu ja fiz, e às vezes calha de ser alguma coisa engraçadinha.

Era 1995 (eu tava na quarta série) e o jogo Mortal Kombat III tinha acabado de ser lançado. Por acabado de ser lançado, leia-se tinha acabado chegar em manaus. Não lembro em que mês foi isso.
Mortal Kombat foi um marco daquela época. As versões I e II já eram aclamadíssimas, muito violentas e muito mais legais que Street Fighter, a despeito da grande popularidade e facilidade ao acesso deste (toda e qualquer bugega tinha uma arcade de Street Fighter).  Mas, segundo eu lembro, Street Fighter já era um jogo meio antigo e há tempos não tinha uma versão nova.
Aí, quando o Mortal Kombat III (aliás, eu pronuncio como se as palavras fossem em português mesmo) chegou foi aquela coisa. Naquela época a internet não existia na prática, então tudo era mais dificil. Mas alguém me falou que um lugar (o único lugar!) já tinha uma máquina de Mortal Kombat,  o Mangueirão, que ficava na esquina da Epaminondas com a Leonardo Malcher. Salvo engano, o Mangueirão também funcionava como oficina (de kart ou de moto, não lembro) e tinha uma sala só com arcades. A maioria dos jogos que o Mangueirão tinha, só tinham lá mesmo.

Aí reuni uns 2 ou 3 amigos que estudavam comigo e fomos lá.

Em 1995, com 10 anos de idade, ir ao centro da cidade sozinho e escondido (embora eu não estivesse gazetando aula, nenhuma mãe gostaria de saber que o filho ficava andando por essas casas de vídeo game do centro. Se o negócio é bem marginalizado hoje, calcule naquela época.) era uma grande aventura.

Então fomos. Chegando lá, era proibida a permanência de pessoas com fardamento escolar, e como não tínhamos levado nenhuma camisa extra, tivemos que tirar a blusa pra poder ficar lá dentro. Lá dentro, fiquei vislumbrado com o que tava vendo. E mais ainda quando eu vi o Mortal Kombat III. Personagens diferentes e gráficos muito superiores a versão anterior.

Então vamos jogar. Lembro que a ficha era muito cara pros meus padrões e mais cara que em qualquer outro lugar. Custava, sei lá, uns 2 reais. E em 1995 isso era uma quantia que fazia até quem não tinha 10 anos de idade pensar bem antes de dar em uma ficha de video game.

Mas eu tinho ido até lá exclusivamente pra isso.

(Pensando agora, não tenho a mais puta ideia de onde eu tirei 2 reais pra comprar essa ficha pois  nunca tive mesada e a mamãe não era de me dar dinheiro a toa. Talvez tenha sido meu pai, mas não estou bem certo)

Com muita dor no coração, comprei a ficha e fui jogar.

(estou maravilhado com a nitidez com que eu me lembro disso!)

Já tinha um maluco jogando e que não tava dando a menor pinta de que iria sair logo então a única  coisa a fazer era desafiá-lo (pois o meu tempo lá era contado, mamãe não podia desconfiar desse meu passeio). O que é sempre ruim, a não ser que vc seja um viciado e vá tirar o desafiado.

Lembro da tela da escolha de personagens. Muitos personagens novos, mas fui de Scorpions mesmo porque eu sabia a “magia” (dois pra trás + soco) e o cara jogou com o Cyrax.

Desnecessário dizer que o cara ganhou de mim enquanto conversava com o amigo que tava do lado dele, mal olhava pra tela, o filho da puta. Só mandava aquela teia maldita do Cyrax. Mas ele não ganhou de perfect, isso eu lembro.

Como eu não tinha mais dinheiro e a ficha era cara demais, saímos, vestimos nossas fardas e voltei pra casa impressionado com tudo aquilo.

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Grande descoberta dos cientistas ingleses

Cientistas ingleses recentemente descobriram que o tamanho do carro é inversamente proporcional ao tamanho do cerébro da pessoa.

Cientistas da Universidade de Weissen concluiram um estudo inédito que descobriu o que todo mundo já sabia: que pessoas que tem carro grande, tem o cérebro pequeno e, portanto, dificuldade pra pensar.

“Resolvemos iniciar esse estudo pois sempre víamos essas pessoas do alto de suas Hilux e Frontiers fazendo verdadeiras barbaridades no trânsito”, diz
o Dr. Kissy Foda, coordenador do estudo.

A equipe do Dr Kissy manteve dois grupos de ratos isolados. O grupo 1 foi criado num ambiente saudável e respeitoso ao passo que o grupo 2 foi submetido a toda sorte [nessa hora, Dr Kissy fez “aspas” com os dedinhos] de humilhações, incluindo currações na hora do recreio e ser o último a ser escolhido pro time de queimada. Ainda havia um terceiro grupo de ratos anencéfalos.

Depois de 18 anos, cada rato recebeu um cheque em branco para comprar o carro que desejassem. Todos os membros do grupo 1 escolheram carros normais (hatches e sedans), o único desvio nesse grupo foi o rato Stuart que optou por um novo uno verde limão e ainda o equipou com o adesivo “eu amo minha espoza”.

Já os ratinhos do grupo 2, sem exceção, escolheram as maiores pickups que se encontravam disponíveis (Hilux, Frontier, F250) mesmo sem nenhum deles realmente precisar de um carro desses, já que nunca saem da cidade e, quando precisam encarar um terreno mais arisco, morrem de pena do seu carro,
que foi projetado exatamente pra isso, exclama o Dr. Shimb Inha, o assistente indiano do Dr. Kissy).

O monitoramento do cerébro dos ratos indicou que os elementos do grupo 2 apresentavam um grave quadro de regressão cerebral. “Os sintomas desse quadro são uma espécie de sadismo enquanto se dirige. Os ratos do grupo 2, não tem capacidade de sequer conduzir um velocípede em uma sala com paredes de espuma, imagine um carro que pesa 5 toneladas! É com preocupação que vejo essas pessoas conduzindo carros. E, embora possuam carros que custam em média 100 mil reais, essas pessoas acham um absurdo pagar 3 reais de estacionamento e preferem deixar seu carro no estacionamento
do Carrefour. Esses motoristas utilizam o carro para se afirmar, para mostrar sua identidade. Sem o carro, eles se sentem uns bostas n’água”, preocupa-se o Dr Kissy.

Os ratos do grupo 3 também receberam um cheque em branco para comprar o veículo que desejassem e, todos, sem exceção, escolheram motos. “Só não tendo cerébro mesmo pra escolher andar de moto”, diz o Dr. Shimb Inha.

Fonte: Arial

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