A frescura pra servir um café

Outro dia fui no millenium pra tomar um café, no Café Noar que, diga-se, é o melhor espresso da cidade.
Logo depois que eu paguei, a mulher do caixa perguntou onde eu ia sentar (há umas 5 ou 6 mesas lá), respondi que em qualquer mesa, tanto fazia.
E fui andando pro balcão pra pegar o café.

Eu só queria (eu mesmo) pegar a xícara e me sentar em qualquer mesa.

Mas aí o rapaz que aperta os botões barista me pergunta de novo em qual mesa eu vou me sentar. De novo respondo que em qualquer uma e que tava esperando ele me dar o café pra eu escolher uma mesa. Ele respondeu dizendo que ia deixar o meu café na mesa em que eu estivesse sentado aí eu tive que dizer pra ele, de novo!, que eu tava esperando ali e que eu mesmo ia pegar o café e escolher uma mesa e que não era necessário ele sair lá de onde ele tava só pra deixar o café na minha mesa.

Quanta viadagem pra servir por um cafezinho.

Mas parando pra pensasr é normal esse tipo de comportamento em uma cidade de gente besta, metida a cosmopolita (mas que só conhece fortaleza e, olhe lá, margarita) e cafona. Outro dia, vi num blog um colunista social tecendo loas a um apartamento que estava sendo lançado só porque os banheiros eram equipados com banheiros. Em outro episódio, o mesmo colunista estava relatando que houvera uma recepção chiquérrima na casa de algum emergente aí “regada” a muito Chandon e queijo brie. Queijo brie! Eis o conceito de chiquérrimo em Manaus.

É um pessoal tonto que acha que só porque uns tem um emprego “mais inferior” que o seu (deles), estes devem ser serviçais daqueles. É muito trabalhoso você mesmo pegar a sua xícara de café e sentar numa mesa? Não é. O curioso é que a maioria desse pessoal besta nem trabalha, sequer tem emprego, vivem todos às custas de puxar saco do poderoso do turno.

(post rancoroso)

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