Vamos falar de café

Em Portugal, adiquiri o vício em café. Nem gostava de café expresso, mas como lá só tem café expresso, acabei me acostumando e gostando.

Com o tempo a gente vai percebendo que existe muita diferença, sim, entre um café bem tirado, entre os grãos e essas coisas.

Todos os dias depois do almoço, a gente sentava pra tomar um cafezinho e bater papo. Assim que eu voltei pra cá, fiquei me tremendo uns dias por não tomar aquele café esperto depois do almoço. Primeiro porque não é todo lugar que tem café expresso e segundo porque não é tão barato (a xícara custa, em média, R$ 3).

A diferença imediata do café daqui pro de Portugal é o tamanho. Em Portugal, as xícaras são menores e dificilmente vem cheia. Uma curiosidade interessante é que no Porto (norte), o café é curto e em Lisboa (sul), o café é longo, isso para a mesma dose de pó. Aqui em Manaus, as xícaras são um pouco maiores e vem sempre cheias. No entanto, a quantidade de pó é proporcional.

Então resolvi fazer um guia de cafés de Manaus.

Classe, sempre

 

– Rei do mate. O café de lá é bom e a xícara vem cheia até a borda. Não é uma maravilha, mas é muito justo. Não acompanha biscoitinho e água com gás.

– Café do ponto. O café normal de lá tem grandes diferenças com o café do Rei do Mate. No entanto, o Mogiana é espetacular. O Mogiana é super suave e adocicado. O café aromatizado de chocolate, sinceramente, é um lixo pois o aroma de chocolate acaba atrapalhando o sabor do café. E o creme irlandês não é nada demais, aquele toque de whisky estraga tudo. Recomendo demais o mogiana. Com biscoitinho e água com gás.

– Café Noar. É o antigo Le Caffe, no Millenium, e divide com outro estabelecimento o título de melhor café da cidade segundo eu mesmo. Não sei ao que se deve exatamente a qualidade do café de lá. Os baristas parecem baristas mesmo, que tem alguma instrução pra tirar o café corretamente. E o grão, claro, deve ser de qualidade. Com biscoitinho e água com gás.

– Empório Roma. O café do Roma foi uma grata surpresa, jamais imaginei que fosse encontrar um café tão bom lá. O café do Roma é bem parecido com o café português. Curto e com a espuma mais escura e espessa. Saborosíssimo. É o melhor café da cidade junto com o Café Noar. E ainda é mais barato que os demais, uns R$ 0,30, mas mais barato.

– Vanilla. Um lugar cheio de pompa, com cardápio cheio de nomes em italiano, mas um café péssimo, que deixa um gosto de azedo na boca. Muito ruim. Só vá se não tiver opção.

– Fran’s café. Outro lugar cheio de pompa com um café apenas correto. Não é ruim, mas não se destaca. Ás vezes dá a impressão de que o pessoal caprichou tanto na frescura que esqueceu do carro chefe da cafeteria.

– Fragole. Fica no Veiralves, na frente do Vanilla. Eles tem uma máquina ótima, mas os funcionários não sabem operá-la. Já fui lá duas vezes pra eliminar o transiente e não tem jeito. As funcionárias não sabem usar a máquina e acabam tirando um café ruim.

– Pão e Companhia. Café normal. No mesmo nível do Rei do Mate. Mas a P&C tem uma limonada com água com gás que olha… Boa demais!

– Cacau Brasil. Fica no Millenium, na frente do Café Noar. Tinha uma promoção que comprando um café, você ganhava dois chocolatinhos. O café é bom, no nível do Rei do Mate.

Esses são os lugares que eu fui. Ainda faltam alguns lugares pra ir como a Oiram, Copenhagem e Cacau show.

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Sobre Arlen Nascimento
26 anos, Manaus.

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