A decisão racional de não participar de amigo oculto

Sou novo no trabalho – menos de 1 mês – e resolvi participar do amigo oculto. Que erro.

Não tinha obrigação nenhuma, mas quando vieram me perguntar, achei que seria uma boa idéia pra me integrar com o pessoal, sei lá. Aceitei.

A primeira “dificuldade” foi escolher um presente entre 20 e 30 reais. As opções nessa faixa de preço são, basicamente, CDs. Não tenho nada contra CDs, mas já estamos em 2011 e comprar CD é uma coisa muito bocó. DVD cai na mesma categoria do CD, com o agravante de que achar um dvd entre 20 e 30 reais é mais difícil. Por uma providência divina da indústria, existem várias opções de blu-rays por 30 reais e até por menos (por acaso, esse foi meu presente, o blu-ray de Tropa de Elite 2. Mas ainda não tenho o player de blu-ray. Risos).

Encontrar livros até 30 reais é possível, mas não tão simples.

Como eu conheço pouquíssimas pessoas, o amigo oculto foi muito desagradável pra mim. Intermináveis momentos de vergonha alheia, piadocas e etc. Talvez isso tenha ocorrido por pura antipatia da minha parte pois, repito, não conheço ninguém.

E enquanto estava lá torcendo praquele momento passar logo, fiquei pensando nesse post.

Teve um ano em que devo ter participado de 2 ou 3 amigos ocultos, se cada um deles tinha presentes na faixa de 30-40 reais, devo ter gastado uns 100, 120 reais pra comprar os presentes.

Como cada um escolhe o presente que quer ganhar – o que não tem lógica nenhuma mas é uma forma de evitar surpresas desagradáveis – eu tinha que escolher três presentinhos que coubessem dentro da cota. Isso é uma idiotice sem tamanho porque eu poderia pegar o dinheiro que eu gastei comprando presente pros outros e comprar alguma coisa que eu realmente quisesse e com o valor que eu pudesse pagar e não escolher apenas uma lembrancinha só pra fazer o social.

Dessa vez, minha amiga oculta pediu um cd da Adele. Fiquei surpreso ao descobrir que esse cd estava esgotado nas lojas e não havia tempo hábil pra pedir pela internet. Mas acabei achando na Saraiva. Em seguida, veio a vergonha imensa de um heterossexual (no caso, eu) ir comprar um cd da Adele. Depois, a estranha sensação de enfrentar uma fila pra comprar um cd. Foi como se eu tivesse tivesse sido transportado de volta para 1999.

E pra encerrar. Uma vez teve um amigo oculto com o pessoal da faculdade e eu comprei pra dar de presente o cd acústico do Charlie Brown Jr (se você viveu em 2003/2004, você entende). Como eu tinha que sair pra um compromisso, não pude ficar pra receber meu presente. No dia seguinte, entregaram a caneca de 10 reais que meu amigo oculto me deu.

Sem esquecer de mencionar o amigo oculto entre familiares, onde os presentes variam entre tolhas de banho, jogo de vasilhas, meias, chinelos e etc.

É isso aí, não participo mais de amigo oculto nenhum.

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Sobre Arlen Nascimento
26 anos, Manaus.

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