Sketches da vida real – petit gateau

Pra encher linguiça e colocar uns posts a mais, decidi criar a categoria sketches da vida real, que são coisas imbecis que eu faço por ai. Eu acho super engraçado. Mas vai ver é sem graça.

Tava andando a esmo e passei na frente de uma loja da Ben & Jerrys e resolvi entrar pra tomar um sorvete caro.

Dei uma olhada e vi que tinha petit gateau e como nunca tinha comido um petit gateau na minha vida, resolvi pedir pra ver porque falavam tanto disso.

Ao fazer o pedido, a mulher do caixa perguntou se eu só queria o petit gateau mesmo. Eu disse que sim, óbvio, minha senhora, quero o petit gateau, faz favor. Ela fez uma cara de incredulidade e registrou o pedido.

E fiquei esperando no balcão. Ela foi na geladeira, pegou um bolinho, botou num prato e colocou no microondas. Uns 2 minutos depois, ela pegou e me entregou.

Ai que eu fui entender. Petit gateau é só o bolinho. O sorvete é comprado a parte. Ou seja, me fudi. Ia ter que comer um bolinho de chocalate caríssimo (2, 3 euros, sei lá) no cuspe!

A essa altura eu já tava morrendo de vergonha e a mulher lá já devia ter percebido a minha caboquice.

Eu poderia, óbvio, assumir o engano, comprar o sorvete e pedir pra ela colocar no prato, afinal eu estava pagando.

Mas o orgulho me impediu. Aí tive que fazer aquela cara de ‘hmmm que vontade de comer apenas esse bolinho. Quem disse que eu queria sorvete, moça?’.

E fui pra mesa, resignado, comer o meu bolinho de chocolate mas mantendo a pose de que aquilo era tudo que eu queria mesmo.

E ainda queimei a boca.

Fim.

Sushi

Tenho ouvido muitos casos de pessoas que tiveram caganeira depois de comerem sushi/sashimi.

Bom, se esse foi o seu caso, tenho uma coisa pra dizer pra você.

Acho é pouco, e que isso sirva pra você deixar de ser tonto e ficar falando ‘ainnn adoro comida japonesa, minha preferida’.

Amigo, temos feijoada e churrasco facilmente acessíveis e você vai ficar falando que “A-M-A” salmão cru (e contaminado)??

Sushi e teamki dá pra comer, mas sashimi é uma merda completa. Parecia que eu tava comendo isopor gelado.

Da próxima, vê se põe wasabi naquela merda. ‘Aiinnn o gosto é ruim’. Amigo, o wasabi serve para limpar o peixe cru.

Abraços.

A bolha da picanha

O preço médio do quilo da picanha no bafo em Manaus é R$ 70! Setenta reais por um quilo de carne assada numa churrasqueira fechada. O quilo da mesma carne que pode ser encontrada por R$ 16 nos açougues (crua, obviamente).

Claro que tem o beneficiamento, custo Brasil, crise do petróleo e bla bla bla.

A bolha das tulipas aconteceu quando o preço da tulipa estava inacreditavelmente alto. Aí, de repente, a galera se deu conta: égua, isso aqui é apenas uma tulipa! Por que diabos eu estou pagando 24 toneladas por um bulbo de tulipa!? E aí foi ladeira abaixo.

Ou seja, aquilo ali é apenas picanha (deliciosa, claro. não é isso que está em questão). Por que pagar o preço de filé argentino por um quilo de picanha?

A ideia implementada

Neste post, falei sobre a ideia de criar um guia para comer e beber em Manaus. A intenção não é ser, exatamente, um contraponto ao guia da Veja, apenas uma visão com menos (na verdade, nenhum) lobby.

Há alguns anos, já tinha criado um blog pra falar de comida, o Coma Bem Manaus, mas que por diversos motivos (na verdade, apenas um, falta de vergonha mesmo), acabei largando de mão.

Aí, essa semana, criei o Comer e Beber Manaus. Com domínio próprio e tudo! Este blog vai substituir o Coma Bem Manaus.

Não posso garantir que o Comer e Beber Manaus não vá ter o mesmo destino. Mas acho que o fato de eu ter gastado dinheiro com domínio e hospedagem irá me incentivar, senão estarei jogando dinheiro fora.

Também vou contar com a ajuda de um amigo, que se dispos a escrever lá comigo.

Então é isso. Visitem o Comer e Beber Manaus em http://www.comerebebermanaus.com/.

Guia não veja manaus

Update: a ideia já está implementada e funcionando aqui http://www.comerebebermanaus.com/

Esses dias saiu o guia comer e beber da veja manaus.
Já acompanho faz uns anos e sempre é a mesma coisa. Raríssimas são as variações.

Tem jurado ali que só pode ter achado a boca no lixo. Teve voto de melhor chopp no Mercato. O mercato tem chopp kaiser!
Ai eu fiquei pensando, será que todos os jurados de uma categoria vão em todos os lugares? A única explicação pro sujeito escolher o chopp do mercato ao inves de um lugar que tenha chopp Brahma, por exemplo, é ele ter ido somente no mercato. Não há outra justificativa.

Você pode até alegar que é questão de gosto. Mas não é o caso de ser gosto pessoal. É o caso de falta de gosto mesmo. Suspeito que o sujeito sequer tenha papilas gustativas pra fazer uma escolha daquelas.

Lendo a lista, a hipótese de lobby fica muito patente por dois motivos. O primeiro é que tem bar/restaurante bem questionáveis que não saem da lista. E o segundo é que já tem lugar que acabou de abrir e já figura na lista como tradicional. Mas espero que seja apenas maldade minha e competência deles.

Como diabos o bar do armando (imundo, sem estrutura, onde se senta dentro do esgoto) pode sequer ser indicado a alguma coisa que não seja pejorativa?

E como pode a peixaria do Jokka Loureiro esta na categoria bom e barato? Sem dúvida nenhuma, o peixe lá é ótimo, mas não é barato de jeito nenhum. Fui lá com mais dois colegas de trabalho e a conta ficou em R$ 100. Ao passo que em outras peixarias, o mesmo consumo fica na casa dos R$ 50.

Claro que não quero que a veja pare de fazer o guia (nem que eu quisesse eles iriam parar, diz ai). Pelo contrário, acho que a iniciativa é muito boa. Só acho que eles deveriam fazer alguns ajustes e filtros. Poderiam, por exemplo, escolher lugares onde se vai, de fato, para comer e não pra ser visto. O problema é que um filtro desse derrubaria 80% da lista…

Enquanto lia o guia, uma antiga ideia me veio a tona novamente, retomar o blog Coma Bem Manaus, mas de maneira diferente.

Criar uma espécie de “guia não veja manaus”, com lugares mais simples e baratos (gastar R$ 100 pra comer 4 costelinhas de tambaqui com farofa soa pornográfico).
A lista iria desde lugares pé sujo (porém limpos) até lugares mais arrumados – ou, vá lá, chiques – mas mantendo sempre o foco em ser simples. O problema de uma empreitada dessas são os custos que sairiam do meu próprio bolso, já que nenhum empresário iria pagar pra alguém, eventualmente, falar mal do produto dele.

Como você já percebeu, tô dando a idéia aqui.
Se você tem interesse em fazer um negócio desses, entre em contato comigo (sério).
arlen.nascimento at gmail com

Vamos falar de café

Em Portugal, adiquiri o vício em café. Nem gostava de café expresso, mas como lá só tem café expresso, acabei me acostumando e gostando.

Com o tempo a gente vai percebendo que existe muita diferença, sim, entre um café bem tirado, entre os grãos e essas coisas.

Todos os dias depois do almoço, a gente sentava pra tomar um cafezinho e bater papo. Assim que eu voltei pra cá, fiquei me tremendo uns dias por não tomar aquele café esperto depois do almoço. Primeiro porque não é todo lugar que tem café expresso e segundo porque não é tão barato (a xícara custa, em média, R$ 3).

A diferença imediata do café daqui pro de Portugal é o tamanho. Em Portugal, as xícaras são menores e dificilmente vem cheia. Uma curiosidade interessante é que no Porto (norte), o café é curto e em Lisboa (sul), o café é longo, isso para a mesma dose de pó. Aqui em Manaus, as xícaras são um pouco maiores e vem sempre cheias. No entanto, a quantidade de pó é proporcional.

Então resolvi fazer um guia de cafés de Manaus.

Classe, sempre

 

– Rei do mate. O café de lá é bom e a xícara vem cheia até a borda. Não é uma maravilha, mas é muito justo. Não acompanha biscoitinho e água com gás.

– Café do ponto. O café normal de lá tem grandes diferenças com o café do Rei do Mate. No entanto, o Mogiana é espetacular. O Mogiana é super suave e adocicado. O café aromatizado de chocolate, sinceramente, é um lixo pois o aroma de chocolate acaba atrapalhando o sabor do café. E o creme irlandês não é nada demais, aquele toque de whisky estraga tudo. Recomendo demais o mogiana. Com biscoitinho e água com gás.

– Café Noar. É o antigo Le Caffe, no Millenium, e divide com outro estabelecimento o título de melhor café da cidade segundo eu mesmo. Não sei ao que se deve exatamente a qualidade do café de lá. Os baristas parecem baristas mesmo, que tem alguma instrução pra tirar o café corretamente. E o grão, claro, deve ser de qualidade. Com biscoitinho e água com gás.

– Empório Roma. O café do Roma foi uma grata surpresa, jamais imaginei que fosse encontrar um café tão bom lá. O café do Roma é bem parecido com o café português. Curto e com a espuma mais escura e espessa. Saborosíssimo. É o melhor café da cidade junto com o Café Noar. E ainda é mais barato que os demais, uns R$ 0,30, mas mais barato.

– Vanilla. Um lugar cheio de pompa, com cardápio cheio de nomes em italiano, mas um café péssimo, que deixa um gosto de azedo na boca. Muito ruim. Só vá se não tiver opção.

– Fran’s café. Outro lugar cheio de pompa com um café apenas correto. Não é ruim, mas não se destaca. Ás vezes dá a impressão de que o pessoal caprichou tanto na frescura que esqueceu do carro chefe da cafeteria.

– Fragole. Fica no Veiralves, na frente do Vanilla. Eles tem uma máquina ótima, mas os funcionários não sabem operá-la. Já fui lá duas vezes pra eliminar o transiente e não tem jeito. As funcionárias não sabem usar a máquina e acabam tirando um café ruim.

– Pão e Companhia. Café normal. No mesmo nível do Rei do Mate. Mas a P&C tem uma limonada com água com gás que olha… Boa demais!

– Cacau Brasil. Fica no Millenium, na frente do Café Noar. Tinha uma promoção que comprando um café, você ganhava dois chocolatinhos. O café é bom, no nível do Rei do Mate.

Esses são os lugares que eu fui. Ainda faltam alguns lugares pra ir como a Oiram, Copenhagem e Cacau show.

Arroz e feijão: um tutorial

Fiz um vídeo mostrando e, vá lá, ensinando a fazer a arroz e feijão.

Tudo bem que eu uso feijão enlatado, que já é meio caminho andado. Mas como eu não sei usar panela de pressão (e não tem aqui em casa), eu tenho um certo pavor delas.

O vídeo

Foi o meu melhor feijão. Ficou no ponto de sal (na verdade, não coloquei sal nenhum, tudo veio do chouriço, bacon e caldo de carne).

Cuidado: a edição é muito tosca.

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