Porque o iPhone vai continuar mandando no mercado apesar do Android

O iPhone ainda vai mandar uns bons anos no mercado.

No texto 10 Reasons Why iPhone 5 Doesn’t Stand a Chance Against Motorola Droid Bionic o que fica bem explícito é exatamente o contrário: por que o iPhone 5 vai ser um sucesso mesmo com o Droid Bionic existindo.

O mercado de celular hoje não é apenas sobre mais processamento, saída HDMI, gravar vídeos em 1080p, cameras de 8 megapixels: é sobre usabilidade. Você pode ter um hardware mediano e uma camera normal, mas deve, necessariamente, oferecer a melhor experiência pro usuário.

Outro ponto que o texto dá como vantagem é rodar flash. Isso não merece nem essa linha que eu acabei de escrever.

Ser open source é uma faca de dois gumes. É bom porque vai ter um monte de gente melhorando um monte de coisa que precisa ser melhorada. É ruim porque possibilita que qualquer fabricante altere o que achar que deve alterar, mesmo que não seja necessário, criando-se infinitos branches de android, todos incompatíveis entre si em algum nível. O efeito colateral disso é a pior coisa que pode acontecer hoje a uma plataforma mobile: a falta de interesse dos desenvolvedores. O android já tem o problema terrível de portabilidade do mesmo aplicativo para diversos aparelhos que utilizam as mais diversas versões. Ao passo que no mundo iOS, o desenvolvedor deve se preocupar com apenas duas versões e dois aparelhos.

Outro problema sério do android é a estabilidade. Não raro, meu telefone (LG P500) trava, congela nas mais diversas situações (fazendo ligações ou usando normalmente). Outras vezes, o 3G não liga quando eu preciso, sendo necessário um reboot para que funcione.

O gerenciamento do cartão SD é muito falho. Várias vezes, o sistema alertava que o cartão tinha sido removido quando não havia sido. Esse bug deixava meus aplicativos instalados no cartão SD inacessíveis, sendo necessário um reboot para tudo voltar ao normal (esse bug foi resolvido com o update pra versão 2.3).

Uma coisa que eu acho inadmissível é não ser possível configurar um proxy sem precisar rootear o aparelho. Ou seja, você não conseguirá acessar uma rede corporativa a não ser que faça o root do aparelho e, provavelmente, perca a garantia por isso.

Talvez existam truques pra resolver esses probleminhas aí, o problema é que a minha época de ficar fuçando pra resolver esse tipo de problema já passou. O celular deve trabalhar pra mim e não contrário.

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Vamos falar de café

Em Portugal, adiquiri o vício em café. Nem gostava de café expresso, mas como lá só tem café expresso, acabei me acostumando e gostando.

Com o tempo a gente vai percebendo que existe muita diferença, sim, entre um café bem tirado, entre os grãos e essas coisas.

Todos os dias depois do almoço, a gente sentava pra tomar um cafezinho e bater papo. Assim que eu voltei pra cá, fiquei me tremendo uns dias por não tomar aquele café esperto depois do almoço. Primeiro porque não é todo lugar que tem café expresso e segundo porque não é tão barato (a xícara custa, em média, R$ 3).

A diferença imediata do café daqui pro de Portugal é o tamanho. Em Portugal, as xícaras são menores e dificilmente vem cheia. Uma curiosidade interessante é que no Porto (norte), o café é curto e em Lisboa (sul), o café é longo, isso para a mesma dose de pó. Aqui em Manaus, as xícaras são um pouco maiores e vem sempre cheias. No entanto, a quantidade de pó é proporcional.

Então resolvi fazer um guia de cafés de Manaus.

Classe, sempre

 

– Rei do mate. O café de lá é bom e a xícara vem cheia até a borda. Não é uma maravilha, mas é muito justo. Não acompanha biscoitinho e água com gás.

– Café do ponto. O café normal de lá tem grandes diferenças com o café do Rei do Mate. No entanto, o Mogiana é espetacular. O Mogiana é super suave e adocicado. O café aromatizado de chocolate, sinceramente, é um lixo pois o aroma de chocolate acaba atrapalhando o sabor do café. E o creme irlandês não é nada demais, aquele toque de whisky estraga tudo. Recomendo demais o mogiana. Com biscoitinho e água com gás.

– Café Noar. É o antigo Le Caffe, no Millenium, e divide com outro estabelecimento o título de melhor café da cidade segundo eu mesmo. Não sei ao que se deve exatamente a qualidade do café de lá. Os baristas parecem baristas mesmo, que tem alguma instrução pra tirar o café corretamente. E o grão, claro, deve ser de qualidade. Com biscoitinho e água com gás.

– Empório Roma. O café do Roma foi uma grata surpresa, jamais imaginei que fosse encontrar um café tão bom lá. O café do Roma é bem parecido com o café português. Curto e com a espuma mais escura e espessa. Saborosíssimo. É o melhor café da cidade junto com o Café Noar. E ainda é mais barato que os demais, uns R$ 0,30, mas mais barato.

– Vanilla. Um lugar cheio de pompa, com cardápio cheio de nomes em italiano, mas um café péssimo, que deixa um gosto de azedo na boca. Muito ruim. Só vá se não tiver opção.

– Fran’s café. Outro lugar cheio de pompa com um café apenas correto. Não é ruim, mas não se destaca. Ás vezes dá a impressão de que o pessoal caprichou tanto na frescura que esqueceu do carro chefe da cafeteria.

– Fragole. Fica no Veiralves, na frente do Vanilla. Eles tem uma máquina ótima, mas os funcionários não sabem operá-la. Já fui lá duas vezes pra eliminar o transiente e não tem jeito. As funcionárias não sabem usar a máquina e acabam tirando um café ruim.

– Pão e Companhia. Café normal. No mesmo nível do Rei do Mate. Mas a P&C tem uma limonada com água com gás que olha… Boa demais!

– Cacau Brasil. Fica no Millenium, na frente do Café Noar. Tinha uma promoção que comprando um café, você ganhava dois chocolatinhos. O café é bom, no nível do Rei do Mate.

Esses são os lugares que eu fui. Ainda faltam alguns lugares pra ir como a Oiram, Copenhagem e Cacau show.

Os sites de compra coletiva e a venda de dados dos clientes

Quando houve o boom dos sites de compras coletivas no Brasil, eu estava em Portugal. Lá também houve o boom mas de apenas um site, o Groupon. Só voltei pra Manaus no dia 31 de dezembro e só me cadastrei em algum site de compra coletiva bem depois disso, sei lá, coisa de um ou dois meses.

Antes de eu me cadastrar nesses sites, eu NUNCA recebia email/newsletter de nenhuma loja de Manaus. Mas nenhuma mesmo. A atuação das lojas de Manaus na internet sempre foi muito ruim. Poucas lojas tem site decente, outras nem se dão ao trabalho.

Pois bem, coisa de um mês depois que eu me cadastrei em dois ou três sites de compras coletivas, comecei a receber “emails não solicitados” de várias lojas de Manaus. Não apenas de lojas mas também de shoppings e teatros. Relembrando, nunca cadastrei meu email pra receber nada de nenhuma dessas lojas. A única vez que cadastrei meu email em alguma dessas coisas foi no eCenter, no meu email do zipmail. E lá se vão uns 10, 11 anos!

A conclusão a que eu cheguei é que os sites de compras coletivas de Manaus estão vendendo os dados dos seus clientes. Li os Termos de Uso de um dos sites e não havia nada a respeito disso, então é uma puta falta de sacanagem que estejam fazendo isso.

As informações que esses sites tem em mãos valem muito porque representam uma base de dados atualizadíssima, montada toda em 2011!

E pra mostrar que eu não tô falando tanta besteira assim, olhe uma foto que tirei de um outdoor, outro dia.

Venda de dados privados?

Como evitar?

Se você já se cadastrou nesses sites não há nada que se possa fazer, pois mesmo que você apague a sua conta, os dados já foram repassados para terceiros.

É claro que quando os sites forem indagados a respeito disso, irão negar. A não ser que estejam amparados pelos termos de uso que o cliente aceitou. O negócio é ter paciência e ir se descadastrar de um negócio em que você nunca se cadastrou (que nem você teve que fazer com o Badoo).

Se você ainda não cadastrou seu email em nenhum desses sites mas pretende fazê-lo, faça da seguinte forma. Coloque algum identificador único e discreto e que somente você saiba no cadastro desses sites. O identificador deve estar no nome, pois o endereço de email não vai poder ser alterado, já que o email tem que chegar até voce, né?

Exemplo: quando for se cadastrar no Tambacu Urbano, coloque o seu nome como sendo Fulano T da Silva, o “T” siginifica Tambacu. Assim, se por ventura o Tambacu vender os seus dados, algum dia você vai receber um “email não-solicitado” endereçado para o Fulano “T” da Silva. Essa idéia não é minha, vi em algum site por aí que eu não consigo lembrar.

Mas percebi que os “emails não-solicitados” não são personalizados, então mudar só o nome não serve. E ainda: alterar o nome poderia implicar na utilização do cupom, já que é exigido que você apresente o RG na utilização.

Como criar um email para cada site não é prático. você pode criar alias, um apelido pro seu email. No momento do cadastro, você coloca esse alias no lugar do email real. O Gmail permite que você crie alias adicionando um +<identificador> após o seu user name, como em meuemail+compras@gmail.com. Assim você é capaz de “rastrear” o remetente do email. Alguns sites não permitem a utilização do caractere “+” no campo de email na seção de cadastro. Mas na seção de alteração, você pode adicionar um endereço de e-mail com o “+”.

To be continued.

A frescura pra servir um café

Outro dia fui no millenium pra tomar um café, no Café Noar que, diga-se, é o melhor espresso da cidade.
Logo depois que eu paguei, a mulher do caixa perguntou onde eu ia sentar (há umas 5 ou 6 mesas lá), respondi que em qualquer mesa, tanto fazia.
E fui andando pro balcão pra pegar o café.

Eu só queria (eu mesmo) pegar a xícara e me sentar em qualquer mesa.

Mas aí o rapaz que aperta os botões barista me pergunta de novo em qual mesa eu vou me sentar. De novo respondo que em qualquer uma e que tava esperando ele me dar o café pra eu escolher uma mesa. Ele respondeu dizendo que ia deixar o meu café na mesa em que eu estivesse sentado aí eu tive que dizer pra ele, de novo!, que eu tava esperando ali e que eu mesmo ia pegar o café e escolher uma mesa e que não era necessário ele sair lá de onde ele tava só pra deixar o café na minha mesa.

Quanta viadagem pra servir por um cafezinho.

Mas parando pra pensasr é normal esse tipo de comportamento em uma cidade de gente besta, metida a cosmopolita (mas que só conhece fortaleza e, olhe lá, margarita) e cafona. Outro dia, vi num blog um colunista social tecendo loas a um apartamento que estava sendo lançado só porque os banheiros eram equipados com banheiros. Em outro episódio, o mesmo colunista estava relatando que houvera uma recepção chiquérrima na casa de algum emergente aí “regada” a muito Chandon e queijo brie. Queijo brie! Eis o conceito de chiquérrimo em Manaus.

É um pessoal tonto que acha que só porque uns tem um emprego “mais inferior” que o seu (deles), estes devem ser serviçais daqueles. É muito trabalhoso você mesmo pegar a sua xícara de café e sentar numa mesa? Não é. O curioso é que a maioria desse pessoal besta nem trabalha, sequer tem emprego, vivem todos às custas de puxar saco do poderoso do turno.

(post rancoroso)

Pequena constatação sobre vinhos

Não entendo nada sobre vinho. No entanto, sei meia dúzia de termos relacionados a vinho e que dá pra impressionar os mais incautos, que afinal é o objetivo de tudo isso.

Enfim.

Uma coisa que eu percebi é que os vinhos chilenos ou argentinos são muito agressivos, i.e., o contraste entre os sabores é muito grande ao passo que os vinhos portugueses são muito mais suaves, os sabores são mais equilibrados, e acaba sendo mais agradável tomar um vinho português do que um argentino ou chileno.

Uma observação importante é que falo de vinhos baratos, que são aqueles que o meu bolso permite comprar. No brasil, o máximo que eu paguei em um vinho foi 25 reais. Mas geralmente comprava os que tinham preço entre R$ 15 e R$ 20.

Aqui, o vinho mais caro que eu comprei, custou 4 euros e qualquer coisa, o que já é um preço um pouco acima do razoável pra vinhos. É claro que há vinhos de 8, 10, 20 euros, os quais nunca comprarei.

Porca de Murça (2 e pouco) e Periquita (3,99€) foram os dois melhores vinhos que eu tomei aqui. Simplesmente espetaculares.

Fim.

Notas

Gostei desse formato de notas. É prático pois dá pra falar coisas que sozinhas não dariam um post e também não caberiam num tweet (apesar de eu não ter mais twitter).

***

Depois de 3 meses morando no Porto, um mês de (pseudo)férias em Coimbra, agora estou em morando em Lisboa. Os meus chefes mudaram de emprego e chamaram toda a galera do barulho para acompanhá-los nessa alta aventura. Todo mundo aceitou, mas nem todos vão vir morar aqui.

Consegui achar um ótimo apartamento a aproximadamente 2km do novo trabalho. Em 25 minutos chego lá a pé, e como estamos entrando no outono, é tranquilo.
E como cheguei aqui há pouco mais de uma semana, ainda não tenho internet. Já solicitei e deve ser instalada na próxima semana. É uma conexão de fibra de 30Mbps por 19,9€ até o fim do ano, depois aumenta pra 29,9€! Instalação e roteador gratuitos. Ainda inclui uma linha telefônica em que se pode fazer ligações gratuitas e ilimitadas* pra uma caralhada de países, onde o braziu não está incluido.

Aí eu paro e penso: caralho, vou ter uma conexão de 30Mbps na minha casa, só pra mim! Pqpqpqpq. Talvez 30Mbps seja a capacidade do backbone inteiro de Manaus!

Haja HD!

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Uma coisa que tem me irritado sobremaneira nos últimos tempos é o uso “equivocado” de aspas. Nego coloca “aspas” em qualquer merda que não tem o menor sentido. Um exemplo clássico disso é quando se fala dos “políticos”. Espia.

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Dá pra entender porque brasileiro vem pra cá e faz a festa (no pior dos sentidos). Pra eu poder renovar o meu título de residência, eu preciso de uma série de documentos, dentre eles, o atestado de morada (comprovante de residência), que é um documento expedido pela Junta de Freguesia.

Pra eu poder tirar esse atestado, eu preciso a) comprovar a minha residência com alguma conta em meu nome (o que é imbecil porque pra eu poder ter contas no meu nome, eu preciso de um documento que comprove o meu endereço…), ou que alguém declare que eu estou a residir (ó!) naquele endereço, e essa pessoa precisa estar registrada nessa Junta de Freguesia.

Nenhuma dessas duas situações se aplicava a mim. E eu fiquei meio preocupado porque precisava desse documento e meio qeu não tinha o que fazer.

Aí a mulher da Junta me deu uma idéia: disse pra eu ir nas Finanças (a nossa Receita Federal) e pedir alteração de morada. O papel que eles me dariam lá, serviria como comprativo de morada pra Junta. Fui lá nas Finanças e pedi alteração de morada. A mulher apenas pediu meu novo endereço e fez o documento. Levei na Junta e pronto, no dia seguinte fui buscar meu atestado de morada.

É sempre um choque (bom!) ver as coisas funcionando baseadas apenas na boa fé das pessoas.

***

Estou adiquirindo uma verdadeira paixão por cozinhar. Eu não tenho condições de comer fora todos os dias, sai caro demais. O dinheiro que se gasta comendo fora durante uma semana é suficiente pra comer comida pra, sei lá, duas, tres semanas. O lado chato de cozinhar é que se perde tempo e tem que lavar a louça depois, além do maldito cheiro de alho que só sai depois de uns três dias. Mas pra quem tá sem absolutamente nada pra fazer, é um ótimo passatempo. Outro dia fiz um ribs que ficou ótimo!

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Tava conversando com um chegado outro dia e chegamos a conclusão de que Portugal é um excelente pra se morar. Apesar de não ser o mais avançado e ter vários problemas, tem o custo de vida baixo, clima ameno, praia (nas devidas épocas, claro), neve, montanha e etc.

***

Desde que eu comecei a assistir The Sopranos – em 720p porque eu gosto de assistir em fullscreen – tenho vontade de falar “fuck” em toda frase que eu penso em inglês. Por que falar “good morning” se eu posso falar “good fucking morning”, não é mesmo?

Aliás, o que atrai em The Sopranos é a dualidade moral de Tony Soprano. Espetacular.

***

Fim

The final frontier – o novo cd do Iron Maiden

Tô ouvindo o novo cd do iron maiden.

Tô na primeira música e por enquanto parece que a influência principal pra essa música foi o Restart. E eu falo sério… Mas, aguardemos.

In a non related subject (sempre quis dizer isso!), take a look at this: http://twitpic.com/2i3jh1

Voltando. A segunda faixa tem cara de Iron Maiden, heavy metal bom de ouvir, porém um pouco cansativo, um negócio meio suingado… (ou swingado, sei lá). Mas mesmo assim, bem fraco. O solinho do final dessa música parece muito com a introdução de Wasted Years.

Aliás, enquanto tô escrevendo isso aqui, me veio um pensamento recorrente: por que diabos jornalista escreve tão mal? Como pessoas que vivem da escrita (em alguma instância) podem escrever de forma tão precária? Mas continuemos com a programação normal.

Terceira faixa: zzZzZZzzzzzZZzzZZzZzZ…

Quarta faixa: iguais a segunda e a terceira, mas um pouquinho pior. Mas se salva por ter uns momentos apoteóticos. Esses momentos só acontecem no refrão, e infelizmente não salvam a música.

A quinta faixa é rapidinha, aquele estilo patenteado pelo Iron. Por enquanto, tá boa.

Sexta faixa: parece uma música do Legião Urbana, mas com guitarras mais intensas.

Sétima faixa: boa. Mas podia ser mais curta. Acabou tendo o seu impacto muito diluído.

Oitava faixa: boa. É o Iron Maiden moleque, o Iron Maiden de raiz que a gente gosta.

A nona faixa já começou mal. Só digo isso. A segunda parte da introdução dá uma melhorada, mas é meio cansativa.

A décima faixa começa bem. Muito boa. Tem um clima épico.

Ufa, terminou! Ainda bem…

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