Nós precisamos saber a hora de parar

Tava vendo o jornal da globo ontem e, claro, o assunto foi a eleição do Obama.

Obama assim, assado, mãe do Obama, avó do Obama, pratos preferidos do Obama, Pedro Bial e ´o sorrisão matador´ de Obama, mulher do Obama, filhas do Obama. Enfim, Obama…

Até aí, tudo bem. Mas o problema é que, algumas vezes, a gente não sabe a hora de parar e acaba passando vergonha.

Pois é, e o quê que o jornal da globo inventa? Colocar ‘personalidades’ pra comentar a vitória do dito cujo.

E qual ´personalidade´ eles colocaram? Roque Junior!! Isso mesmo, o cientista político Roque Junior!! Porra, só porque ele é preto também? Desde quando isso imputa a alguém alguma coisa?

Ah, colocaram o sociólogo Falcão d´O Rappa também.

Além deles dois colocaram o presidente da FIEAM, uma senhorinha da pastoral da criança (!) e alguns outros expoentes do pensamento nacional.

Claro que todos eles repetiram a mesma baboseira de que ele vai mudar o mundo e bla bla bla. Há um certo exagero nisso, é claro que eu acho que ele não vai ser a mesma decepção que o Lula foi e vai ser melhor que o Bush (embora isso não seja tão difícil).

O que eu gosto no Obama é que ele não fica – não que eu saiba – chorando as pitangas por ser preto. Que eu saiba – e eu não sou lá muito informado sobre isso – ele nunca se utilizou desse subterfúgio barato para obter qualquer tipo de vantagem sobre o McCain. Ele trata a sua cor como deve ser: uma mera questão melanínica.

Ele seguiu um caminho muito mal visto aqui no braziu, mas que insiste em dar certo:estudou e trabalhou.

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USA – Vamos copiar o que dá certo

Algumas coisas aqui nos EUA (muitas coisas) são bem mais práticas e simples do que no Brasil. Então por quê não copiar essas coisas ai pro Brasil?

– A água aqui é de graça. Já aconteceu duas vezes comigo. No restaurante, pedimos água, a mulher trouxe um copaço. Lá pelas tantas, o copo foi secando e lá vem a mulher com uma jarra de água e reabastece nossos copos. Na hora da conta, o valor da água veio 0,00. Ok, era um restaurante numa cidadezinha da Virginia. Hoje aconteceu de novo em New York, em plena Manhattan. Era um restaurante razoável, pedi água porque estava sedento e depois lá vem o garçom e reabastece o copo. Ou era de graça ou era um valor fixo. Não veio nada na conta. Já me disseram que é água da torneira. Mas, lembre-se, a água da torneira daqui é bem diferente.

– Celular. Assim que eu cheguei, eu comprei um celular aqui. Foi uma das melhores coisas que eu fiz. Paguei 40 dólares. O celular é um motorola vagabundo (pleonasmo), mas já veio com 25 dólares de crédito, o minuto custa 10 cents (!) e liga de graça pra AT & T ilimitado! Em contrapartida, eu pago 1 dólar por cada dia que eu uso o celular e pago por chamada recebida (aqui nos EUA é assim! os pós-pagos tb!). Não existe roaming e interurbano dentro dos EUA e em alguns outros países como Canadá e México. Eu sempre ligo pro Brasil do celular e 3 minutos custam 1 dólar! 1 dólar por uma chamada internacional pra celular!!

Por que não pode ser assim no Brasil? Privatizem as telecomunicações no Braziu! Qual o custo de uma chamada local pra uma operadora? Zero! Elas estão na mesma rede! Mas vamos ser realistas e adicionar os custos de manutenção e etc. Chega a 1 centavo? Com exagero, talvez.

– Sistema de transporte: já experimentei os metrôs de Washington DC e NYC. Em DC, o metrô é caríssimo (uma viagem minha chegou a custar mais de 4 dolares!). Mas em NYC é barato e super eficiente. Assim que eu cheguei aqui eu comprei o ticket de 7 dias ilimitado. Ilimitado! Durante 7 dias eu ando o quanto eu puder de metrô por 25 dólares! O metrô aqui vai pra todo lugar. Tem linhas que vão do The Bronx até Staten Island! (olhe no mapa) Eu tô na rua 200, a times square fica por volta da rua 42 (por aí), em meia hora, eu tô lá. Esse fim de semana, alguns trechos do metrô estão em manutenção e esses trechos estão sendo feitos de ônibus. Pra se ter uma idéia, pra vir da rua 168 até a 200, levamos quase o mesmo tempo do pra vir da 59 até a 168! O trânsito aqui sucks! Claro que ter um carro é ótimo, mas gastar menos e ser bem atendido é melhor ainda. O metrô é o transporte do futuro.

– Segurança. Em nenhum momento eu senti medo aqui. Nenhum! E olha que aqui tem um galera que só de olhar pra cara já apavora. Claro, estamos falando de Manhattan, no Bronx dizem que a estória é outra, mas, o que diabos eu vou fazer no Bronx? O zoológico? Não, obrigado.

O impressionante é que não se vê muito policial na rua, sempre tem um ou outro rodando, mas não é aquela coisa ostensiva, mas mesmo assim, é super tranquilo. O metrô também é super tranquilo, e eu só vi policial com cachorro e o caralho em apenas uma estação.

Eu diria que você pode contar dinheiro na rua, sem medo nenhum, apesar, de claro, o bom senso não recomendar isso.

– Educação: pode dizer que os americanos são frios. Mas eles são educados. Muito educados. Tudo aqui é excuse me, sorry, thanks, you’re welcome.

Porém, tem coisas que a gente realmente não precisa copiar.

– Paranóia. A paranóia com segurança aqui é grande. Pra ir pra estátua da liberdade é foda. É airport style security, mano! Pra entrar na estátua é no backpacks, tudo de novo e no food or drinks allowed! Passa até por uma máquina que dá três jatos de ar na pessoa (se alguém souber que diabo é isso, diz aí). Policiais armados até os dentes com metralhadora e o cacete é comum aqui. Como já falei, em DC o policial deu um chega pra lá num cara e disse pra ele manter uma certa distância.

– Tax: taí um coisa que eu não gostei daqui. As taxas aqui não estão no valor do produto, elas só vão ser acrescentadas no final da compra, no caixa. Cada estado tem a sua alíquota, gira em torno de 7%, 8%. É um inferno porque você nunca sabe quanto as compras vão dar. E tem vezes, que, ou eles não cobram ou então já tava embutido no preço. Vá saber. Eu concordo em deixar claro quanto do preço é de taxa, mas separar, não.

– Tip: outra coisa que me irrita, menos que o tax, é a gorjeta. Elas giram em torno de 10 a 20% dependendo do serviço. O engraçado é que nos restaurantes, a gorjeta é chamada de gratuity. E varia de acordo com o número de pessoas. Dependendo do lugar, mesas com 8 pessoas são ‘sugeridas’ a pagar 18%. Quando o serviço é bom, vá lá, mas quando o serviço é ruim (como normalmente é em Manaus) é foda pagar os 10%…

USA – Ground zero, Century 21, Brooklyn Bridge, J&R and beyond

Bom, hoje eu fui nesses lugares aí do título.

O ground zero é o que sobrou das torres gêmeas. Tão construindo alguma coisa lá que eu não faço idéia do que seja. Assim que eu cheguei lá, me deu um arrepio, é um lugar um pouco carregado, sei lá. Como ontem foi 11 de setembro, tinha flores, homenagens, etc. Eu achei muito legal uma bandeira dos EUA com o nome de todas as vítimas.

Ali naquela região tem muitos prédios, muito altos. Agora, imagine você, que ali tinham dois (dois!) prédios mais altos ainda!!

Depois, fui na Century 21. Essa loja é uma dica do fantástico Nova York para mãos de vaca. Segundo consta, a Century 21 vende as peças de marca da estação passada. Eu fui lá e comprei camiseta da Nike por 10 dólares, óculos escuro da Tommy Hilfiger por 15 dólares e etc. Bom, eu espero que seja tudo original (usar coisa de marca falsificada é deplorável…). Mas eu creio que seja, sim. Eu acho que uma loja daquele tamanho teria muitos problemas em vender coisas falsificadas tão descaradamente. A loja tem uns 4, 5 andares e tem de sapato a cama, mesa e banho. É bom ir com paciência porque é tudo jogado lá.

Em seguida: Brooklyn bridge. Muito legal. Bem bonita e tem um visual fantástico. Assim que eu vi a ponte, eu me arrepiei. Eu só fui até a metade e voltei porque eu não tinha muito interesse no brooklyn, não. Dizem que é o bairro mais charmoso de NYC. Então, tá…

A ponte balança muito! Tem horas que parece que vai cair. E também, vai que a Al-qaeda resolve fazer o 12 de setembro e jogar um avião na ponte? Eu tenho certeza (e o governo americano também) que a ponte é praticamente um alvo com uma seta fluorescente…

Aproveitei e fui na Wall Street. Taí um lugar que ninguém precisa ir. É um bequinho que tem a bolsa de valores, só isso. Um pouco mais pra baixo é que tem um pouco mais de cara de rua importante. O estranho é que apesar de essa parte da cidade ser importante, é bem largado. Essa região tem um ar muito soturno, sinisitro. Mas não tem perigo, não.

De Wall Street aproveitei pra ir até o Pier 17 que é um shopping legalzinho, bom pra comprar uns souvenirs e comer. Eu comi algum prato chinês aí que tava gostoso e foi baratinho (6,99 usd). O pier também tem um terraço de onde se tem uma vista muito legal da ponte do Brooklyn.

Hoje o que atrapalhou um pouco foi a chuva. E o pior era que não chovia de uma vez, ficava naquelas de chove, não chove.

Depois fui até a J&R pra comprar as muambas que me pediram. A loja, definitivamente, é a maior da cidade mas, em compensação, é a mais tosca. Eu acho que o dono deve ser paquistânes, indiano, sei lá e parou no tempo, o bichinho… O que me fez achar isso foi que a mulher do caixa que era tambem dessa nacionalidade aí. Então deve ser um negócio meio que em família e tal.

Pois bem, a loja é tosca porque você tem que ir lá com o vendedor, aí ele faz uma notinha manuscrita e você vai no caixa e paga e volta com o vendedor pra ele dar o produto pra você. Mas, eu não sei porque cargas d´água em outro balcão a mulher já me deu o produto. Pois é, em cada andar, bem na saída da escada, tem aquelas paradas de apitar e como eu tava com um cartão de memória na mão, toda vez que eu passava por aquilo, aquela merda apitava. Pelo menos ninguém veio me encher o saco. Ah sim, a partir do segundo andar, nada de mochilas, você deixa lá num guarda volumes.

Beleza, subi, desci e fui pagar. O que eu encontro no caixa? Uma máquina reZistradora! Daquelas bem old-school mesmo, com display verde e tudo!

Acha que acabou? Nada, depois que volta com o vendedor pra pegar os produtos, você vai com eles na mão até a porta. Chegando lá, um carinha confere tudo e dá a sacola pra você. Ou não.

Isso sem contar os terminais de consulta dos vendedores. Mermão, era monitor de 14 polegadas e um sistema daqueles de drogaria, tipo clipper? Pois é…

É um contracenso uma loja daquele porte ser tão arcaica.

USA – Central Park, 5th avenue e etc

Hoje, eu fui no central park, museu de história natural e 5th avenida.

O central park é um lugar fantástico, sensacional, incrível. É daqueles lugares que não dá vontade de ir embora. Com uma comidinha, um livro ou uma boa companhia, o dia passa brincando. Aliás, os americanos se alimentam muito mal mas, parodoxalmente, eles têm mais qualidade de vida que a gente. Aqui tem muitos parques, lugares pra você sentar e ler um livro, ver o tempo passar…

Em Manaus, temos o recente ‘parque’ dos bilhares. Que, segundo dizem, o nome de ‘parque’ foi uma ordem do Serafim… Pois bem, mas lá não é o melhor dos lugares pra passear. Já ouvi relatos de sequestros relâmpagos por lá!

Apesar de o central park ser um lugar deserto e ter muitos mendigos, é muito seguro. Ah, sim, lá também tem muitos esquilos. Pra quem nunca viu, é um prato cheio.

Tem vários músicos se apresentando por lá também. Hoje tinha umas bandas de jazz sensacionais. Um baixo acústico, um sax e um violão e mais o clima de tranquilidade: de que mais você precisa?

Do lado oeste do central park, tem o American Museum of Natural History. É fantástico, e olha que eu não sou muito chegado a museu, não. Esse museu é aquele que tem os dinossauros, a baleia azul, uns elefantes, tem um monte de coisa legal. E o melhor de tudo é que a entrada é sugerida, ou seja, você paga o quanto quiser. É, é isso mesmo. O preço sugerido é 15 dólares/adulto, mas eu, por exemplo, paguei 2 dólares. É um pouco constragedor, é verdade. O cara me perguntou de onde eu era, se eu tava sozinho e disse:

– suggested fee is 15 dollar, sir.

Aí eu coloquei os meus dois dólares no balcão e ele falou:

– Oh, so you’re gonna give only two dollars? Ok, i get you.

E me deu o ticket.

É claro que eu não vi tudo, não passei do segundo piso.

Saindo de lá, atravessei o central park e fui descendo a quinta avenida. Logo depois que o central park acaba, tem a loja da Apple e a Fao Schwartz.

Mermão, a loja da Apple é pra botar qualquer um doido, maluco! Cara, pode falar o que quiser da Apple, mas temos que admitir que Steve Jobs é um gênio. Tem coisa mais sedutora do que deixar qualquer pessoa mexer, por quanto tempo quiser, em todos os produtos da apple? Não, não tem!

E é em todos os produtos mesmo! E com internet de graça!

Tem um bancada de iPods nano, outra de iPod classic, outra de iPod touch, uma iMac, uma macbook, uma de macbook air e o que mais você possa imaginar. Por esse motivo, a loja é packed! Eu consegui mexer nos novos iPods nano (prefiria o antigo), no Touch (fiz até um postzinho por ele) e num iMac (o gmail era bloqueado…). Isso tudo, sem contar o cubo de vidro na rua e a escada de vidro.

Bom, a quinta avenida é aquele lugar onde você não vai comprar nada, mas tem que ir. Imagine qualquer grife. Sim, tem uma loja na quinta avenida. E essa outra aí também.

Na quinta avenida também estão o Rockefeller Center e o Empire State Building (não é bem na quinta avenida, mas é por ali). O Rockafeller Center é belíssimo. E bem do lado tem uma loja da NBC. A NBC Experience Store.

É impressionante como aqui qualquer coisa tem loja. Tem loja da NBA, do CBS, da NBC, da ESPN, do escambau. O pessoal sabe fazer dinheiro aqui. E no caso da loja da NBC, o nome é perfeito: experience store.

É realmente uma loja de experiências. Por exemplo: eu fiquei maluco quando eu vi a camiseta da Nerd Herd do seriado Chuck (assistam, é muito legal). Tinha também a camiseta da Buy More! Quem é fã, vai lá e compra porque se identifica. Tinha muita coisa do The Office e Heroes também. Na loja da CBS só tinha coisa do CSI.

Uma coisa esquisita que eu notei na 5th avenida é a ausência de restaurantes. Só vão aparecer restaurantes (fast food ou não) lá pela rua 30. Pra quem veio lá dá 70 e poucas na pernada…

Ah, eu vi o McCain!

Eu tava andando por lá e de repente veio um monte de carro da polícia com as sirenes ligadas e aqueles carrões pretos do serviço secreto (igual aos dos filmes!) e os carros da polícia buzinavam desesperadamente. Quando eu olhei pra uns dos carros pretos, eu vi uma mulher muito bonita (parecia uma boneca), quando eu olhei de novo, quem tava do lado dela? O John McCain!

Eu sei que não tem nada demais ver o McCain e tal. Mas, sei lá, é uma coisa louca uma pessoa que a gente só vê na televisão de repente tá ali do nosso lado…

Aventura em Baltimore

Cheguei em Baltimore hj pra conferência. Depois do almoço, resolvi dar uma volta pra
conhecer a cidade já que eu só fico aqui até quarta. Primeiro fui no banco trocar uns
traveler cheques e depois a minha intenção era ir até o porto, que é tipo um pier,
o inner harbour.

Blza, fui andando pra frente, em um momento eu vi um mapa no meio da rua, dei uma conferida
e conclui que eu tava no caminho certo. E continuei andando pra frente.

Depois, de algumas quadras, as ruas começam a ficar mais desertas e eu fico um pouco
cabreiro, mas de vez em quando tem umas pessoas nas ruas e etc. Blza, continuei andando.

Mais algumas outras quadras na frente, as pessoas que estão pelas ruas vão mudando. O
número de pessoas brancas vai diminuindo muito, dava até pra contar nos dedos.

E minha consciência falando: volta, arlen. Eu só dar meia volta. Mas não, continuo
andando.

Mais outras quadras depois, eu percebo que eu estou num gueto! Nas quebradas, mesmo!
Sabe aqueles cenários de filme? Pois é, era igualzinho. Dava pra contar nos dedos o número
de pessoas brancas e elas rareavam cada vez mais. E eu ficando preocupado. Vez por outra,
aparecia um rosto simpático e eu tinha vontade de chegar com a pessoa e dizer:
meu senhor, eu tô perdido, me tira daqui? Mas, não, eu inteligentemente continuava andando
pra frente.

Não é preconceito, nem racismo. E eu não tavam com medo do lugar pelo fato de as pessoas
serem pretas. Eu tava com medo por causa jeito das pessoas.

Como eu já falei era igual filme. Aqueles negões estilo gangsta conversando na frente de
uma casa e quando eu passava, eu sentia os olhares de what da fuck? Porque, melanínicamente
falando, eu sou bem diferente deles…

Daí tomei uma decisão: entraria no primeiro táxi que aparecesse. Grande idéia, Arlen!
Mas… cadê os táxis?

Mermão, não passava um táxi, não passava um ônibus, não passava nem uma melancia aberta!!
hehe

E de vez em quando, eu cruzava com um caboco altamente barra-pesada. Por umas duas ou três
vezes, eu apenas esperei ser assaltado ou coisa bem pior… mas, thanks god, era tudo
paranóia da minha cabeça doente.

Mas acompanhe comigo: eu passava por um grupo, quase que imediatamente, um outro cara la na
frente, olhava pra trás e balançava a cabeça pra alguém do grupo que eu acabara de cruzar.
Quem não pensaria no pior? Quem? E parece uma coisa, porque o cara que tinha balançado a
cabeça, meio que vinha em minha direção como se quisesse bloquear o meu caminho. E, repito,
isso não aconteceu só uma vez, não!!

É claro que todo mundo que olhava pra mim, sabia que eu tava perdido, mas na minha cabeça,
se eu desse meia volta e viesse pelo mesmo caminho, ia ser bem pior… e continuei
andando… Pegar uma rua tranversal e voltar por outra, nem pensar! Pois as ruas
transversais eram bem mais sinistras que a que eu tava andando… and keep walking…

Até que a paisagem mudou um pouco, não se tinham mais casas, apenas uns galpões e a rua
tomou proporções de uma highway e ao fundo, era possível ver uns containers.

Ah sim, durante todo esse percurso, eu ainda pretendia pegar o táxi. Mas, como, se não
passa táxi?

Pois é, como a rua era bem mais movimentada, decidi parar no ponto de ônibus
e ficar esperando. Apesar de a rua ser movimentada, o lugar era totalmente deserto.

Ah, eu falei que eu tinha ido no banco, né? Pois é, eu tinha nada menos que 400 dólares no
bolso!! E a câmera no outro! Um pouco antes disso, eu já tinha tirado o cartão de memória
da câmera e guardado num bolsinho. Agora eu peguei o dinheiro que tava no bolso e coloquei
dentro da cueca! E deixei a câmera e o celular como cortesia, mesmo…

Espera, espera, espera e de repente vem se formando no horizonte a imagem de um ônibus – o
mais glorioso obejto do universo naquele momento até então… – e quando eu, todo
serelepe, quase que ajoelho pro ônibus parar, eu leio no lugar do destino: not in service…

Espraguejei toda a geração do motorista e do ônibus, mas continuei lá, firme.
E lá vem mais dois ônibus e… not in service… pqp!

Mais alguns minutos e lá vem um táxi e logo atrás um ônibus. Claro, eu preferi pegar o
ônibus e adivinha? Mifu… o ônibus tava not in service e quando o taxista passou por mim
ainda deu uma buzinada…

Concomitantemente ao táxi e ao ônibus quem dobra a esquina que ficava a cerca de 10 metros
da parada? Um marmanjão, todo rasgado, andando naquelas bicicletinhas bmx. Neste momento,
apenas esperei ele me abordar e entregar as minhas coisas pra ele… sério…

Fiquei lá, com um olho no peixe e outro na gato, enquanto ele vinha pedalando alegremente
em minha direção. Ele, claro, deu uma olhada de what da fuck e continuou. Fiquei levemente
aliviado, até que 17,5 ms depois eu ouço o pé dele arrastar no chão parando a bicicleta.
– Game over, pensei…

Ele ficou lá parado, meio de costas pra mim, eu fiquei olhando de canto de olho pra ele
e ele pra mim. Ele colocou a mão no bolso, tirou umas paradas e começou a fazer
alguma coisa com as mãos. Fiquei manjando um pouco mais e percebi que o puto tinha parado
pra fazer um cigarro de maconha no meio da rua às 3 da tarde!!!

Aí, meu amigo, haaaaaaaja coração!!!! Vou te contar, viu?!
Quando eu percebi que parou ‘só’ pra confeccionar o seu cigarrinho do capeta, confesso
que fiquei 16% mais tranquilo, mas vá saber, né?

Só sei que foram uns 10 minutos da mais pura tensão. O mais louco era que o cabra
não se fazia de rogado. O pessoal que passava de carro dava umas olhadas sinistras, teve um
senhora que passou e ficou falando umas coisas, só deu pra ouvir ‘smoking’

Passaram mais alguns táxis que estavam ocupados e passou um corno que não parou!!

Até que veio um táxi amarelinho, lindo, maravilhoso, confortável, com um motorista
simpático. Traumatizado, disse pra ele me levar direto pra casa, a corrida custou 10
dólares e mais um tip de 3 dólares. Eu achei barato pra distância. Mas, podia custar até
50 doláres que eu nem ligava…

USA – buy, buy, buy

Hoje fui na Best Buy e na Microcenter. Na Microcenter, comprei um mouse microsoft de 10 usd que é uma merda e tripé de 0.99!!

Na Microcenter quase comprei o PS2 que tava 130 usd um novo, ou 90 usd o refurbished. Muitos jogos, muita coisa. Nessa loja eu fiquei meio maluco.

Mas minha cabeça explodiu mesmo na Best Buy! Mermão… pqp!!

Lá eu quase comprei o PS2 de novo, lá eu quase comprei um MP4 da Sony de 8GB que tava 149 usd!! mais barato que na loja da própria sony!

A loja da sony e da apple tb são legais, mas a best buy é muito melhor!

Lá tem PS3 com guitar hero pra jogar, Wii, XBox, etc e etc. É uma loucura!

Fui também na Victoria´s Secrets…ui ui ui

Comprei uns cremes lá. O foda é que a sacola de lá é rosa choque e bem grande. Imagine que gracinha era eu e o Máiquel andando pelo metrô com essa sacola…

Comi um sanduíche de pastrami no Subway, muito bom. Os sanduíches lá tem dois tamanhos: 6″ e footlong (20 e poucos centímetros). Tem um sanduíche lá que vem um monte de almondega dentro!!

A alimentação aqui por esses dias têm sido exemplar: McDonalds, Subway, pizza, refrigerante infinito, M&M´s, pringles…

USA – coisas aleatórias

Quando eu viajo (quem lê e não me conhece vai achar que eu viajo muito), eu prefiro ficar na casa de uma pessoa pelo couchsurfing do que ficar num hotel. Claro que ficar num hotel é muito mais cômodo: a cama se arruma, o banheiro se limpa, as tolhas se lavam, é uma maravilha.

Mas hotel é um negócio muito impessoal, afinal vc é um cliente. Apesar de existirem excelentes guias, as dicas das pessoas que moram no lugar são muito valiosas. Exemplo: eu comprei um guia de Nova York da Folha. O guia é excelente, tem fotos legais e etc, mas é um guia feito para pessoas que têm dinheiro.

Quando você convive com um morador mesmo, você tem a chance de viver com um nativo, ir nos lugares que eles vão e etc.

Voltando ao post. O american way of life é uma coisa muito maluca. Aqui não existe nada pequeno. Hoje eu fui no Starbucks e pedi um Moccha pequeno que deve ter uns 500ml. O moccha é gostoso mas um pouco enjoativo.
Falando em Starbucks, é impressionante como em cada esquina tem um. E não é exagero, em cada esquina tem um Starbucks. E sempre tem gente dentro!

No Brasil, ir ao MacDonalds é um programa. Nos EUA, os mendigos comem no MacDonalds. Tanto que em alguns restaurantes, o refil infinito foi abolido por causa deles. No restaurante que eu fui, o tempo máximo de permanência é 30 minutos sob pena de ser expulso pelo gerente. E enquanto eu tava lá, tinha uns 3, 4 mendigos.

A tecnologia é uma coisa que me impressiona a cada dia. Ontem, estávamos num restaurante jantando e lembraram de um vídeo de um tal de Carro Velho (assistam que é muito bom!). Aí, um deles pegou o iPhone, entrou no youtube e  mostrou o vídeo pra gente! Simples e lindo. Mas no Brasil não funciona bem assim.

Um exemplo: acabamos de comer uma pizza pedida pelo site da domino´s. Depois de fazer o pedido é possível acompanhar o preparo da pizza: fulano de tal acaba de pegar a massa, fulano coloca no forno, fulano saiu pra entregar a sua pizza. Claro que pode ser mentira, mas não deixa de ser legal.

Pringles custando 1,25 usd…

Uma coisa inusitada é o tip. Tip é a porra da gorjeta. Mas é praticamente obrigatória. O inusitado é que na conta a gorjeta é chamada de gratuity. No cardápio tinha bem assim: In a group of 8 or more, a gratuity of 18% is suggested.

Não lembro de mais coisas

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