Ryanair – um ônibus que voa

Pela primeira vez voei de Ryanair, a low cost mais famosa da Europa. Consegui comprar uma passagem ida e volta pra Bordeaux por 23 euros, e ainda custou caro. Existem promoções em que as passagens custam 1 centavo de euro!

Esse preço só é possível porque a Ryanair utiliza aeroportos secundários e longíquos (o terminal em que a Ryanair opera em Bordeaux é um galpão!) e todos os serviços que não são essenciais são cobrados. O passageiro só tem direito a um volume de mão com peso de até 10kg. Se quiser despachar alguma bagagem, o preço fica em torno de 30 euros. O check-in deve ser feito on line e o passageiro deve levar o cartão de embarque já impresso, caso contrário, paga 20 e tantos euros. Não há assento marcado. Caso o passageiro queira embarcar antes dos demais, deve pagar pra isso.

Todas essas impressões são antes de embarcar. Dentro do avião, a quebra de paradigmas é maior.

O embarque não é feito pelos fingers, é na pista mesmo, perto da sala de embarque, que dá pra ir andando. O embarque é o prenúncio de um pandemônio, me lembrou o T2. Mas apesar de ser um dos últimos a entrar, consegui um lugar na janela. A primeira coisa que eu notei é que não existe aquele bolsão na poltrona da frente. Ok, o bolsão nem faz tanta falta assim. Mas a mesinha estava imunda!

Terminal 2 da Cachoeirinha?

Avião (duh)

O pior sem dúvida foram as poltronas que não reclinam! É isso mesmo! Assim que eu me acomodei, fui apertar o botão pra reclinar a poltrona, procurei e nada. O meu amigo que tava do lado também procurou e nada. A mulher que tava na mesma fila olhou pra gente e falou rindo: low cost! O conceito de low cost levado ao extremo… Mas uma coisa eu tenho que fazer justiça: o espaço entre as poltronas era bem justo, talvez até maior que o das companhias brasileiras.

Depois da decolagem (descolagem, como se fala aqui) começa uma verdadeira feira dentro do avião. Além do serviço das comidas – que são cobradas – há as vendas do free shop (perfume, maquiagem, bebidas, etc), cigarros que não precisam ser acesos (!) e as raspadinhas da Ryanair! Segundo eles, a renda das raspadinhas (que custa 2 euros e dá prêmios de até 40 mil euros e carros) é revertida para as crianças carentes. E o esquema de vendas é bem parecido com aquele do ‘senhoras e senhores passageiros’, a aeromoça vai pelo avião perguntando quem quer.

No entanto, tudo o que eu falei acima, não é reclamação, é só quebra de paradigmas. A Ryanair é uma companhia pra quem só quer viajar e pagar barato por isso. E pelo preço que se paga e pela quantidade de lugares maravilhosos que dá pra conhecer, dá pra aguentar essas pequenas coisas sem problema nenhum.

Ah, sim. E quando o vôo chega no horário, toca uma música engraçadinha no avião. Se liga.

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Sobre Arlen Nascimento
26 anos, Manaus.

One Response to Ryanair – um ônibus que voa

  1. Daniel Bittencourt says:

    A aeromoça também era lowcost (http://bit.ly/af1LyV) ou pelo menos isso era padrão???

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